Em Rondônia, o colunista Sérgio Pires, do site RondoNotícias, teceu críticas à postura da presidente.

Da ContilNet

Um dos últimos vetos da presidente Dilma Rousseff (PT) atingiu diretamente o Acre: a petista vetou prioridade nas metas deste ano à construção do trecho ferroviário ligando Lucas do Rio Verde a Cruzeiro do Sul, na EF-354, mais conhecida como Ferrovia Transcontinental.

Informações que circularam pela imprensa na última semana dão conta de que a construção constava no projeto de lei aprovado sobre as diretrizes para elaboração e execução da Lei Orçamentária 2015, que ainda não foi votada. No despacho, encaminhado como mensagem à presidência do Senado, outras ações no modal ferroviário nacional também foram vetadas.

Em Rondônia, o colunista Sérgio Pires, do site RondoNotícias, teceu críticas à postura da presidente. Ele afirma que mais uma obra importante foi para o “dia de são nunca”.

Ferrovia ligaria o Rio de Janeiro ao Acre
Ferrovia ligaria o Rio de Janeiro ao Acre

“Foi para o mundo dos sonhos irrealizados, para o Dia de São Nunca, mais uma obra importante para a região Norte e, especialmente, para Rondônia e Acre. A Rodovia Transcontinental, […] que iria até a fronteira do Acre com a Bolívia e o Peru, está fora dos planos”.

Segundo ele, Rousseff vetou a obra alegando que ela não será prioridade, “já que as obras do PAC é que merecerão toda a atenção do governo, assim como os investimentos contra a fome e a miséria”.

A integração regional, por via férrea, baratearia muito os fretes, possibilitaria uma ligação direta com o mercado do Pacífico e daria ao norte do Mato Grosso, a Rondônia e ao Acre um novo salto de qualidade em termos de transporte de sua produção.

Sérgio Pires afirma que essa não é uma prioridade do governo.

“Para nosso governo, infelizmente, essa não é uma prioridade. Vamos continuar usando nossas estradas para transportar a produção, com todos os perigos que elas oferecem (recorde de acidentes com mortes na América Latina) e pagando um preço muito alto, que tira de muitos dos nossos produtos a competitividade em relação à produção de outros países”.

E dispara: “estamos de olhos voltados para o passado e não para o futuro. De novo! É de se lamentar…”.

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