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Cotidiano

Filas de cirurgias precisam ser monitoradas pelo SUS, diz pesquisadora

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Faltam dados: não se sabe quantos esperam hoje pelos procedimentos

 

Uma informação importante sobre a situação atual das filas de cirurgias eletivas no Sistema Único de Saúde (SUS) é, na verdade, a ausência de um dado: não se sabe quantas pessoas esperam hoje pelos procedimentos em cada canto do país.

A vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Marília Louvison, descreve que o diagnóstico, quando existe, encontra-se apenas em nível municipal, e precisa ser consolidado em nível estadual e federal. Professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), ela defende que o trabalho que o SUS terá pela frente para vencer o represamento de cirurgias passa, primeiro, por dimensioná-lo.

“O maior problema hoje para o novo ministério é a falta de informação. Você não sabe exatamente quantas pessoas estão na fila da cirurgia de vesícula, por exemplo. Quais têm riscos e precisam operar logo, quais são menos graves e podem esperar. As esperas e as filas precisam ser melhor monitoradas pelo SUS como um todo”, afirma.

Reduzir a espera de pacientes do SUS está entre as prioridades do Ministério da Saúde, que lançará hoje (6) o Programa Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas, Exames Complementares e Consultas Especializadas, em conjunto com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Um montante de R$ 600 milhões em recursos foi garantido para a iniciativa pela PEC da Transição, e a primeira remessa, cerca de R$ 200 milhões, será destinada a cirurgias eletivas.

O secretário de Atenção Especializada à Saúde (SAES), Helvécio Magalhães, reconheceu que, para produzir mudanças estruturantes, será preciso conhecer a fila. Esse levantamento permitirá criar uma lista nacional dos pacientes que aguardam por procedimentos médicos, consolidar um banco de informações, regular a oferta de serviços com apoio de ferramentas, como o telessaúde, e os protocolos de acesso à atenção especializada. A promessa é dar um tratamento diferenciado à Região Norte, em razão da difícil fixação de profissionais de saúde, principalmente especialistas.

Caberá aos estados, em um primeiro momento, encaminhar ao Ministério da Saúde os planos de trabalho para homologação e transferência do dinheiro. Marília Louvison explica que, nesses planos, os estados poderão reunir as informações de seus municípios e passá-las adiante.

“Aí, a gente teria uma possibilidade de monitorá-los, porque os estados vão dizer qual é a necessidade, qual é a sua possibilidade de oferta, quantas pessoas têm que contratar para fazer isso. Assim será possível saber em qual território e em qual procedimento a cirurgia está demorando muito, e poder apoiar, enviar recursos, remanejar profissionais e serviços, para reduzir as desigualdades”.

Ao mesmo tempo em que o Estado precisa conhecer a real situação das filas para reduzi-las, os pacientes também precisam ter acesso transparente ao tempo que vão esperar, sua posição na fila e como está a espera em outras partes do país. Marília argumenta que esse ponto é importante inclusive para tranquilizar aqueles que aguardam atendimento.

“Sempre serão filas, mas devem ser filas somente para organizar quem vai primeiro e todos ficarem tranquilos que daqui a pouco chega a sua vez. E não com a sensação de que, ao entrar na fila, nunca mais você vai resolver o problema. O sistema precisa ter transparência para criar confiança nas pessoas”, defende. “A fila não é um lugar de cuidado. Você saiu de um lugar e ainda não chegou no outro, e tem que gerenciar sozinho a sua angústia em saber se você pode continuar esperando ou não. O SUS precisa garantir a gestão dessa fila”.

Represamento

Apesar de não haver a informação exata de quantas pessoas esperam cirurgias, a vice-presidente da Abrasco explica que o represamento desses procedimentos é uma realidade conhecida, e está relacionado a fatores como falta de recursos, escassez de especialistas em algumas partes do país e dificuldades de regulação dos atendimentos. Isso faz com que as pessoas nas filas sejam apenas uma parte das afetadas pelo problema, porque há ainda as que aguardam por um diagnóstico para entrar nas filas.

A situação se agravou com a pandemia de covid-19, lembra ela, quando procedimentos precisaram ser suspensos e recursos hospitalares foram concentrados no tratamento do grande número de pacientes infectados pelo novo coronavírus.

“Na maioria do país, os hospitais estão com muita dificuldade de recursos e equipes para retomar os processos, reorganizar seus serviços cirúrgicos e recompor as possibilidades de avaliação das filas, para poder realizar os procedimentos e resolver a vida de muitas pessoas que estão aguardando.”

A demora na realização de cirurgias contribui, em alguns casos, para o agravamento do quadro clínico dos pacientes, fazendo com que, em algum momento, precisem ser operados com urgência. No caso de pacientes oncológicos, a demora pode reduzir as possibilidades de cura. Já para pacientes ortopédicos, ou que aguardam com casos de hérnia ou catarata, há perda considerável na qualidade de vida e até na autonomia, exemplifica.

“Acaba havendo uma urgencialização dos eletivos. Aquilo que podia esperar, chega em uma hora em que não pode mais, e você tem uma complicação, uma infecção e, de repente, tem que fazer uma cirurgia de urgência com muito mais risco. Você acaba indo frequentemente no pronto-socorro, convive com dor”.

Municípios

O presidente do Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde, Wilames Freire, considera importante que o programa tenha um funcionamento desburocratizado para atender às necessidades de cada região. Ele lembra que nem todas as cidades possuem estrutura para a realização de cirurgias eletivas, e que será preciso reforçar as unidades de referência de cada região de saúde com recursos, equipes maiores e horas extras, de modo a ter mais espaço nas agendas.

“O que estamos provocando é que também sejam mobilizadas unidades privadas, que possam ser contratadas por secretarias municipais e estaduais e entrem como complemento da rede pública. Com isso, vamos agilizar a realização de cirurgias e aumentar o quantitativo de profissionais disponíveis”, complementou.

Freire explica que as grande filas não significam que o sistema parou de realizar cirurgias. O que tem acontecido, na avaliação dele, é uma natural priorização das cirurgias de urgência e um represamento crescente dos procedimentos eletivos desde a pandemia de covid-19. “Não é que os serviços não estão operando, eles estão operando em um ritmo normal, mas a carga de pacientes e procedimentos tem aumentado significativamente. Então, é preciso ampliar o acesso a esses serviços”.

Para o gestor, é impossível prever em quanto tempo a situação poderá ser normalizada. Ele pede, entretanto, que haja recursos garantidos para manter um sistema organizado para a realização de cirurgias eletivas no longo prazo.

“O que estamos solicitando ao governo federal é que, durante os quatro anos, sejam disponibilizados R$ 3,5 bilhões. Assim, teríamos condição de não só zerar a fila, mas dar sequência ao projeto. Queremos uma política perene, permanente, para fixar o profissional no serviço, e para que a unidade gestora tenha tranquilidade para manter um funcionamento. Tudo isso vai ser estudado, mas o importante é nós iniciarmos.”

Edição: Maria Claudia

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Polícia Militar apreende submetralhadora e munições na Cidade do Povo

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Na noite desta terça-feira, 23, uma guarnição do 2º Batalhão da Polícia Militar do Acre (PMAC) apreendeu uma submetralhadora durante patrulhamento preventivo no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em uma região conhecida pela atuação de facções criminosas que frequentemente realizam atividades ilícitas, incluindo o tráfico de drogas.

Os militares patrulhavam nas imediações quando visualizaram um grupo de indivíduos aglomerados à margem da via. Ao perceberem a presença da viatura, os suspeitos dispersaram em diferentes direções. Um dos indivíduos para uma residência abandonada e, após pular o muro de outra casa, conseguiu escapar.

Ao realizar buscas na residência abandonada, a equipe encontrou a arma pronta para uso, com uma munição na câmara e um carregador contendo 30 munições intactas. Os policiais realizaram buscas nos arredores na tentativa de capturar o suspeito, mas não tiveram sucesso. A arma foi apreendida e encaminhada à Delegacia de Flagrantes (Defla) para que sejam tomadas as medidas cabíveis.

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Grêmio Xapuriense vence o São Francisco e conquista título inédito

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Foto Clemerson Ribeiro: Meninas do Alto Acre e da Bolívia na comemoração oficial

O Grêmio Xapuriense venceu o São Francisco por 6 a 3 nesta quarta, 24, no Florestão, e conquistou de maneira inédita o título do Campeonato Estadual Feminino Sub-17. Os gols do título foram marcados por Thaeme (2), Vilmara, Pec, Kecia e Rosshy enquanto Bruna (2) e Luana anotaram para São Francisco.

Virada no 1º tempo

O São Francisco abriu 2 a 0 no placar no início do primeiro tempo, mas a maior qualidade técnica do Grêmio Xapuriense foi decisiva e a equipe do interior foi para o intervalo vencendo por 4 a 2.

Na segunda etapa, a equipe de Xapuri confirmou a conquista do campeonato.

Bruna é destaque

O meia/atacante Bruna, do São Francisco, um dos destaques do torneio admitiu a superioridade do Grêmio Xapuriense.

“Elas (Grêmio Xapuriense) tiveram mais vontade e o título foi merecido”, afirmou Bruna.

Primeira conquista

O técnico Thiago Luiz comemorou a conquista do título e espera um futebol forte na região do Alto Acre.

“Temos uma região com grandes atletas em várias modalidades e podemos fazer mais. A conquista deste título é importante e as atletas merecem todos os méritos”, disse o treinador do Grêmio Xapuriense.

Foto Jhon Dilva: A boliviana Pec foi um dos destaques do título do Grêmio Xapuriense

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FEAV convoca seleções Sub-16 e Sub 18 para os Brasileiros

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Foto PHD: Seleções começam os treinamentos nesta quinta, no Álvaro Dantas

O departamento técnico da Federação Acreana de Voleibol (FEAV) divulgou nesta quarta, 24, as convocações das seleções Sub-16 e 18 para a disputa dos Brasileiros das categorias. Os torneios serão realizados em Rio Branco e Saquarema, no Rio de Janeiro, no mês de outubro.

“Vamos trabalhar por mais de dois meses para os dois torneios. A meta é realizar boas campanhas nas duas competições”, comentou o presidente da FEAV, professor João Petrolitano.

Apresentação das atletas

As duas seleções iniciam os treinamentos sob o comando do técnico Jânio Teles nesta quinta, 25, a partir das 14 horas, no ginásio Álvaro Dantas. O primeiro treinamento será do Sub-18 e na sequência as meninas do Sub-16 entram em quadra.

Atletas do Sub-16

Maria Clara (AABB)

Kethelyn (Jotas)

Manuella (Jotas)

Alice (AABB)

Ana Laura (Jotas)

Sara Ico (Jotas)

Gabryella (Jotas)

Maria Gabriela (Jotas)

Lis (Jotas)

Luyane (AABB)

Isadora (Jotas)

Sophia (Jotas)

Júlia (Jotas)

Kawane (Jotas)

Atletas do Sub-18

Ana Júlia (AABB)

Karen (Teles)

Jaqueline (Jotas)

Ana Sara (AABB)

Antônia Geovana (Feijó)

Nicole (Jotas)

Anna Yasmin (Jotas)

Anna Laura (Jotas)

Sara Ico (Jotas)

Ewelyn (Teles)

Maria Luíza (Jotas)

Gabryella (Jotas)

Maria Clara (Jotas)

Sophia (Jotas)

Maria Clara Batista (Meta)

Anna Luinny (Teles)

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