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Facção criminosa considerada ‘evangélica’ está presente no Acre, diz relatório

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No último ano, o TCP foi além dos limites do Rio de Janeiro e chegou a Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Ceará, Amapá, Acre, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, conforme o levantamento feito pela Abin.

O TCP surgiu em 2002 como uma dissidência do CV e vive em guerra contra a facção no Rio de Janeiro em busca de domínio territorial. Foto: captada 

Um relatório elaborado pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) mostra a presença da facção criminosa TCP (Terceiro Comando Puro) no território acreano. Nascida no Rio de Janeiro, ela está presente também no Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Ceará, Amapá, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

Três agentes da PM (Polícia Militar) do Rio de Janeiro arremessam uma estrela de Davi enorme do alto de uma caixa d’água em Parada de Lucas, na zona norte da cidade.

Até ser destruído em uma operação da PM no último dia 11 de março, o símbolo de neon brilhava forte à noite, avisando a quem o avistasse que aquele era o Complexo de Israel: o conjunto de cinco comunidades na zona norte do Rio dominadas pelo TCP (Terceiro Comando Puro), facção que nos últimos anos ficou conhecida pela presença de traficantes que se dizem evangélicos.

Na mesma operação policial, os agentes demoliram um imóvel de luxo do chefe do tráfico no local, Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como “Peixão”, um “resort” erguido em uma área de proteção ambiental dentro do complexo.

Peixão, contudo, não foi preso. Na verdade, ele nunca passou pelo sistema carcerário. Com 39 anos, sua figura é cercada de mistérios e perguntas em aberto. Não se sabe, por exemplo, qual sua história de conversão. Alguns relatos dizem que ele é pastor, outros que virou evangélico por causa da mãe.

Fato é que a queda da estrela de Davi no topo da caixa d’água em Parada de Lucas foi mais simbólica do que prática.

A facção, na verdade, está em franca expansão, como relatou o coordenador-geral de análise de conjuntura nacional da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Pedro Souza Mesquita, em uma reunião da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência no Congresso no início de novembro.

No último ano, o TCP foi além dos limites do Rio de Janeiro e chegou a Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Ceará, Amapá, Acre, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, conforme o levantamento feito pela Abin.

Um crescimento que, nas palavras de Mesquita, o coloca como “terceiro grupo emergente no contexto nacional”, depois do CV (Comando Vermelho), do qual é rival declarado, e do PCC (Primeiro Comando da Capital).

Uma das últimas fronteiras cruzadas pela facção foi a do Ceará. Há cerca de três meses, a estrela de Davi que virou marca do grupo começou a aparecer em locais como Maracanaú, na região metropolitana de Fortaleza, ao lado de pichações com dizeres como “Jesus é dono do lugar”.

Em outubro, correu a notícia de que pelo menos quatro terreiros de umbanda na cidade haviam sido fechados a mando da facção, que há anos exercita um amplo repertório de práticas de intolerância religiosa na zona norte do Rio.

O delegado-geral da Polícia Civil do Ceará, Márcio Gutiérrez, disse à BBC News Brasil que os casos ainda estão sendo investigados.

Ele afirmou que a presença do TCP no estado foi identificada pelas autoridades locais em setembro, mês em que 37 membros do grupo foram presos só na região metropolitana.

ALIANÇA COM FACÇÕES LOCAIS E ‘GUERRA’ CONTRA O CV

Ainda segundo Gutiérrez, a entrada do TCP no Ceará se deu por meio da aliança com uma facção local, um expediente também bastante utilizado por CV e PCC em seus respectivos processos de nacionalização.

“Esse é o movimento padrão de expansão das facções criminosas, que é de incorporação dos grupos locais”, diz Carolina Grillo, coordenadora do Geni (Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos) da UFF (Universidade Federal Fluminense).

“Pequenas facções locais acabam se beneficiando de se aliar a essas grandes facções porque elas entram em redes de solidariedade, de contato para compra de drogas, de armas, de suporte em situações de rivalidade.”

No caso cearense, o grupo é o GDE (Guardiões do Estado), facção que ficou conhecida pelos assassinatos violentos de rivais e que, em disputa por territórios com o CV em 2017, transformou a região metropolitana de Fortaleza na área com maior taxa de homicídios do país, de 86,7 para cada 100 mil habitantes.

Em janeiro de 2018, membros do GDE invadiram uma festa e mataram 14 pessoas, a maior chacina do estado. Depois disso, em meio a intensa repressão de autoridades locais, com a prisão de vários líderes, o grupo entrou em derrocada.

Foi nesse contexto de enfraquecimento que membros da facção passaram a aderir ao TCP. Essa aproximação, segundo as investigações, se deu a partir da migração de lideranças do GDE do Ceará para o Rio de Janeiro, onde tiveram contato com líderes do TCP e passaram a costurar a aliança.

“A gente tem informações de inteligência que precisa manter sob sigilo, mas essas lideranças têm papel fundamental. São as pessoas que orientam e que determinam como aquele grupo criminoso vai atuar, as cooperações e as novas formas de financiamento”, afirma Márcio Gutiérrez.

Desde setembro, a Polícia Civil vem monitorando “as consequências e desdobramentos dessa aliança”. “Temos feito diversas capturas e compreendido o método [de atuação da facção]”, completa o delegado-geral.

PRÓXIMA DA MILÍCIA E ALIADA DO PCC

Nesse sentido, Kristina Hinz, pesquisadora associada ao programa de pós-graduação em Ciências Sociais da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), identifica três características fundamentais do TCP, para além do caráter religioso.

  • A relação menos conflituosa com a polícia, o que tem evitado confrontos nas regiões dominadas pela facção no Rio de Janeiro;
  • A formação de uma aliança com o PCC, que “proporcionou um acesso a uma rede maior de crime organizado, e, principalmente, acesso aos seus mercados internacionais”;
  • E a aproximação de grupos milicianos.

O TCP pratica, aliás, um tipo de crime recorrente entre as milícias, o de extorsão, modalidade que tenta reproduzir em outros estados.

No início de novembro, três suspeitos foram presos em flagrante em Maracanaú após tomarem de vendedores ambulantes máquinas para registros de apostas na loteria estadual e exigirem uma porcentagem do valor arrecadado.

O rival CV também é adepto da modalidade e procura replicá-la em outras regiões. Em março deste ano, a facção realizou uma série de ataques a provedores de internet em cidades cearenses em busca de cobrança de valores das empresas, uma espécie de “pedágio”. Segundo Gutiérrez, essa atividade já foi contida pela polícia.

GUERRA CONTRA O CV

O TCP surgiu em 2002 como uma dissidência do CV e vive em guerra contra a facção no Rio de Janeiro em busca de domínio territorial. O conflito é alimentado por um arsenal de armas de grosso calibre, como fuzis, artefatos explosivos, como granadas, e até drones.

O antagonismo ao CV e o objetivo de tomada e controle de territórios é algo que preocupa pesquisadores e especialistas em segurança pública dentro do contexto de expansão geográfica das duas facções.

No Ceará, a taxa de homicídios recuou nos últimos anos, mas as cidades do estado seguem no topo do ranking das mais violentas do país. Três municípios cearenses aparecem entre os dez com maior taxa de homicídios no último Anuário Brasileiro de Segurança Pública, incluindo o primeiro lugar, Maranguape (79,9 por 100 mil). Maracanaú ocupa o 9º lugar (68,5 por 100 mil).

O temor é que a chegada do TCP seja acompanhada de uma intensificação na disputa por comunidades e que isso se reflita em mais mortes.

“Eu acho que sempre há risco”, diz Luiz Fábio Silva Paiva, coordenador do LEV (Laboratório de Estudos da Violência) da UFC (Universidade Federal do Ceará).

“Vai depender muito da movimentação entre os grupos e do próprio estado. Na medida em que esses grupos se acomodam e veem a possibilidade de uma trégua, você vai ter menos conflitos. Já aconteceram momentos assim antes, de dizer que ‘tá tudo apaziguado'”, avalia o pesquisador.

FECHAMENTOS DE ESCOLAS E ‘VILAREJO-FANTASMA’

Não é, contudo, o que se observa no momento no Ceará.

Em agosto, a escalada de violência na disputa entre facções na capital, com episódios de intensas trocas de tiros, chegou a provocar o fechamento temporário de algumas escolas.

No mês seguinte, um vilarejo no município de Morada Nova virou uma “cidade-fantasma” depois que moradores foram forçados a deixar suas casas em meio a um conflito entre grupos rivais.

A violência do crime organizado colocou o estado no debate nacional sobre segurança pública, tema apontado como principal preocupação pelos eleitores e um dos grandes assuntos que devem mobilizar as eleições de 2026.

Paiva estuda há mais de dez anos a formação e presença de facções no Ceará e elenca uma série de fatores para explicar porque o estado segue no topo do ranking de municípios com as maiores taxas de homicídio do país.

O Ceará, ele diz, tem uma localização estratégica, um atrativo para grupos criminais. “É fácil sair daqui para praticamente todas as cidades do Nordeste. Você tem uma conexão tanto com o Norte quanto com o Sul.”

Ele aponta também uma combinação explosiva entre demanda e oferta, com a expansão do consumo de drogas no estado, tanto na capital quanto no interior, e a presença de “agentes criminais motivados”, com “disposição para fazer trânsito de drogas”, que hoje circulam por portos e aeroportos, inclusive clandestinos.

“Não é à toa que os números de homicídios, de conflito armado o tempo todo, são muito significativos”, completa Paiva.

Essa presença massiva de mão de obra para o crime, em sua avaliação, é uma decorrência “do próprio desenvolvimento do estado”, que foi muito desigual. O Ceará passou por um processo de expressivo crescimento econômico na última década, mas com manutenção de altos índices de pobreza e desigualdade.

‘TODOS PREFEREM O SILÊNCIO PORQUE TÊM MEDO DE PERDER A VIDA’

Moradores de áreas controladas pelo CV em Fortaleza que conversaram sob condição de anonimato com a reportagem também temem que a chegada de uma facção rival intensifique a escalada de violência.

Na prática, contudo, é uma mudança com muito sabor de “mais do mesmo”. Há anos, residentes de áreas conflagradas vivem sob uma série de limitações por conta das disputas entre grupos criminosos. Muitos estão acostumados a ouvir “chuvas de balas” à noite, evitam sair de casa e frequentar bairros dominados por facções rivais.

A dinâmica de conflito permanente chega a separar famílias dentro da mesma cidade. Uma das pessoas ouvidas pela BBC News Brasil comentou, em tom de lamento, que, apesar de viver a poucos quilômetros da irmã, não a encontra mais e, por isso, ainda não teve chance de conhecer a sobrinha que nasceu há poucos anos.

“Hoje os adolescentes se trancam em casa. Têm medo de falar qualquer coisa sobre o assunto”, diz Reginaldo Silva, gerente de advocacy (promoção) e participação juvenil da ONG cristã Visão Mundial, que atua em defesa dos direitos da criança e do adolescente.

Foi essa organização que tentou alertar as autoridades cearenses que estudantes que acabaram sendo assassinados em Sobral em setembro vinham sendo ameaçados por frequentarem uma escola em área controlada por uma facção diferente daquela que dominava a região em que viviam.

“Eu já recebi ligação de adolescente dizendo: ‘Olha, eu estou aqui embaixo da minha cama porque está acontecendo tiroteio e eu estou com medo’. Hoje não tem mais esse relato que chega abertamente”, afirma Silva. “Todos preferem o silêncio porque têm medo de perder a vida.”

A organização, que atua na capital e em outras cidades no Ceará, identificou um aumento da violência em algumas das regiões onde houve entrada do TCP, assim como episódios de intolerância religiosa em Maracanaú e na vizinha Pacatuba.

TRAFICANTES EVANGÉLICOS?

A presença de traficantes que se dizem evangélicos não é exclusividade do TCP, ainda que o grupo tenha particularidades que vêm chamando a atenção de pesquisadores dentro do contexto do que alguns têm denominado de “narcopentecostalismo”.

Especialistas apontam que a influência de religiões sobre as dinâmicas de poder do tráfico sempre existiu e não é algo particular ao protestantismo. Esse fenômeno, agora ligado à fé evangélica, é um reflexo do próprio avanço dessa religião entre os brasileiros. A adesão de membros de grupos criminosos a elas está dentro desse processo de expansão.

Em um artigo sobre a criação do Complexo de Israel, a coordenadora do LePar (Laboratório de Estudos em Política, Arte e Religião) da UFF, Christina Vital da Cunha, aponta que, nas décadas de 1980 e 1990, não era raro encontrar traficantes no Rio de Janeiro que se identificavam com religiões de matriz africana, dinâmica que foi se transformando no ritmo do crescimento do neopentecostalismo.

Em seu trabalho de campo, a pesquisadora acompanhou essa mudança nos murais e grafites que coloriam as comunidades cariocas. Com o passar dos anos, símbolos que faziam referência à umbanda e ao candomblé foram sendo substituídos por mensagens e imagens cristãs ligadas às crenças neopentecostais.

Esse fenômeno ganhou complexidade mais recentemente, quando a religião foi além das escolhas individuais de traficantes e passou a influenciar a identidade de grupos criminosos, como é o caso do TCP.

Os discursos, símbolos e ritos religiosos foram incorporados na conduta criminal da facção, observa Kristina Hinz, pesquisadora associada ao programa de pós-graduação em Ciências Sociais da Uerj.

“Notavelmente, as facções narcopentecostais se utilizam do discurso religioso para legitimar a expansão dos seus territórios e nos confrontos com outras facções”, destaca.

“O combate de inimigos passa a ser compreendido como guerra espiritual. Isto tem ocorrido principalmente em confrontos com o Comando Vermelho, tradicionalmente relacionado a religiões de matriz africana”, completa.

Como conciliar, entretanto, a contradição entre a prática criminal, com assassinatos, torturas e extorsões, e a postura que se espera de fiéis cristãos? Hinz diz que a violência praticada por grupos ligados ao narcopentecostalismo “é legitimada com discursos do combate bélico e violento em nome da purificação religiosa e do combate das forças diabólicas, do mal”.

Na comunidade evangélica mais tradicional, a rejeição da ideia de que traficantes possam ser de fato cristãos é muito forte. A lógica é que “ser evangélico” não significa só aderir às crenças da religião, mas ter atos e um estilo de vida de acordo com certos preceitos. Por isso, a ideia de um criminoso evangélico seria, portanto, inaceitável.

Paiva aponta que o TCP não pratica uma “teologia profunda”, mas destaca a força que essa retórica tem na criação de uma “unidade ideológica”.

“É um grupo que conseguiu, dentro da esfera criminal, de fato tornar a religião como elemento motivador das coisas”, avalia o sociólogo.

Uma combinação que, diante do avanço do protestantismo, pode continuar atraindo adeptos. O último censo realizado entre a população carcerária no Ceará mostrou que 43,2% dos quase 20 mil presos eram evangélicos. Outros 33% eram católicos e os demais seguiam outras crenças.

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Lando Norris é campeão mundial de Fórmula 1

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Lando Norris chega em terceiro no GP de Abu Dhabi é se torna campeão da Fórmula 1 • Bryn Lennon – Formula 1/Formula 1 via Getty Images

O piloto britânico Lando Norris se tornou campeão mundial de Fórmula 1 neste domingo (7). A última prova da temporada aconteceu em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.

Max Verstappen, que brigava para ser pentacampeão, chegou em primeiro, mas não foi suficiente para tirar o título de Norris, que chegou em terceiro e conquistou o campeonato de pilotos.

Além de Norris, a McLaren conquistou também o título de construtores de 2025.

 

Fonte: CNN

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Mega-Sena concurso 2.948: prêmio acumula e vai a R$ 20 milhões

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O sorteio do concurso 2.948 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (6), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenas, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 20 milhões.

Veja os números sorteados: 06 – 24- 37- 52- 53 – 58

• 5 acertos – 42 apostas ganhadoras: R$ 42.694,24
• 4 acertos – 2.726 apostas ganhadoras: R$ 1.084,28

O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (9).

Para apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

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Candidatos do CNU realizam prova discursiva hoje (7)

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A prova discursiva do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) será realizada hoje (7) em 228 cidades de todos os estados e do Distrito Federal. A lista com os municípios onde a prova será aplicada pode ser conferida aqui. Os portões serão fechados às 12h30 (horário de Brasília), meia hora antes do início.

Atenção para os candidatos do Acre, Tabatinga (AM) e região do Alto Solimões (AM), onde o fechamento ocorrerá as 10h30 (horário local). No Amazonas (Manaus), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima os portões fecham as 11h30 (horário local).

Para cargos de nível superior, a prova discursiva será realizada das 13h às 16h. Já os candidatos a cargos de nível intermediário farão as provas no mesmo dia, em horário reduzido: das 13h às 15h.

Documentos

Todas as pessoas convocadas devem acessar o cartão de confirmação, disponível na página do CPNU da FGV , para verificar endereço, sala, horário e cidade de aplicação.

É obrigatória a apresentação de documento de identificação oficial com foto, original e dentro do prazo de validade; do cartão de confirmação (impresso ou digital). Sem documento válido, não haverá acesso ao local de prova.

A recomendação do MGI é conferir o local com antecedência e planejar o deslocamento considerando trânsito, obras, transporte público e condições climáticas.

Entre os itens permitidos estão: água em garrafa transparente, sem rótulo; lanches leves, em embalagens transparentes e silenciosas e caneta esferográfica azul ou preta (transparente).

São proibidos: celulares, fones, relógios, smartwatches e quaisquer aparelhos eletrônicos; papéis soltos, anotações, livros ou materiais de consulta; acessórios de cabeça (bonés, chapéus ou gorros), exceto por razões religiosas.

Todos os objetos pessoais deverão ser acondicionados conforme orientação da equipe de sala.

Prova

Para cargos de nível superior, a prova será formada por duas questões, valendo 22,5 pontos cada, totalizando 45 pontos.

Para nível intermediário, a avaliação será composta por uma redação dissertativo-argumentativa, com valor total de 30 pontos.

A prova deve ser escrita à mão, com caneta esferográfica azul ou preta, e somente o texto transcrito na folha definitiva será considerado para correção.

Em ambos os casos, a banca exige clareza, objetividade e domínio da norma culta, incluindo ortografia, coesão, coerência e estrutura textual.

Os textos deverão ter até 30 linhas e serão avaliados a partir dos conhecimentos específicos, que equivalem 50% da nota total para nível superior e o domínio da Língua Portuguesa, que equivale aos demais 50% da nota para nível superior.

Para o nível intermediário, o domínio da Língua Portuguesa será responsável por 100% da nota total, se concentrando na qualidade da escrita e na capacidade de argumentação.

A permanência mínima na sala é de 1 hora após o início da prova. O caderno de questões só poderá ser levado nos últimos 60 minutos de aplicação.

Candidatos

Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), 42.499 pessoas foram aprovadas e classificadas na primeira fase do certame, que consistiu na prova objetiva.

Ainda de acordo com a pasta, no total, 290 locais de prova foram organizados em todo o país. A operação de logística mobiliza mais de 22 mil pessoas em todo o território nacional, sendo 11 mil apenas das forças de segurança.

O Distrito Federal permanece como o estado com o maior número de pessoas classificadas (8.214). Na sequência, vem o Rio de Janeiro (6.616), depois São Paulo (4.014), Minas Gerais (3.578) e Bahia (3.294), que juntos concentram mais de 60% do total nacional.

O Espírito Santo reúne 604 pessoas classificadas, enquanto no Sul do país os números também revelam forte presença: Rio Grande do Sul (1.007), Paraná (973) e Santa Catarina (675).

No Nordeste, a distribuição é mais equilibrada, com destaque para Pernambuco (2.195), Ceará (1.545), Paraíba (926), Rio Grande do Norte (1.019), Maranhão (935), Piauí (800), Sergipe (625) e Alagoas (496), além da Bahia, que lidera o bloco nordestino.

No Centro-Oeste, Goiás contabiliza 1.299 pessoas classificadas, seguido por Mato Grosso (382) e Mato Grosso do Sul (332), além do Distrito Federal, que lidera o ranking nacional.

A região Norte também registra participação consistente e alinhada ao perfil demográfico dos estados: Pará reúne 1.332 pessoas classificadas, Amazonas 516, Rondônia 301, Roraima 211, Amapá 187 e Acre 121.

Com mais de 760 mil pessoas inscritas, a segunda edição do CPNU oferta 3.652 vagas para 32 órgãos.

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