Audiência por videoconferência está marcada para ocorrer nesta quarta-feira (13) na 2ª Vara do Tribunal do Júri. Além do réu, ao menos quatro testemunhas também devem ser ouvidas. Crime ocorreu no dia 21 de fevereiro do ano passado na capital.

Ivanhoe de Oliveira Lima — Foto: Arquivo pessoal
Por Iryá Rodrigues

O ex-agente penitenciário Ivanhoé de Oliveira Lima, suspeito de decapitar a companheira Larissa Aurélia da Costa Silva, de 17 anos, deve ser ouvido em audiência de instrução nesta quarta-feira (13), na 2ª Vara do Tribunal do Júri. Por conta da pandemia da Covid-19, a audiência ocorre por vídeo conferência.

Como o processo está em segredo de Justiça, a reportagem não conseguiu contato com a defesa do ex-agente. A informação sobre a audiência foi confirmada pela secretaria da Vara. Além do réu, ao menos quatro testemunhas devem ser ouvidas nesta quarta.

A adolescente foi vítima de um crime bárbaro ao ser morta a facadas e depois decapitada, no bairro Jorge Kalume, em Rio Branco. Não satisfeito, o homem ainda levou a cabeça da vítima até a casa da mãe dela.

Larissa Aurélia da Costa Silva, de 17 anos, foi decapitada pelo companheiro — Foto: Arquivo da família

Lima foi preso no mesmo dia do crime, no bairro Tangará, também na capital, após denúncias anônimas no Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp). Ele foi achado consumindo bebida alcoólica com outras quatro pessoas, sentado na arquibancada de um campo de futebol.

Antes de ser posto em segredo, a reportagem teve acesso ao processo que dizia que, na delegacia, o ex-agente penitenciário confessou o crime, disse que primeiro esganou a menina, depois decapitou e jogou a cabeça na frente da casa da mãe dela.

No celular de Lima tinha ainda imagens dele agredindo a adolescente.

Perguntado sobre o que motivou o crime, ele permaneceu em silêncio e disse que ia resguardar o direito de falar apenas em juízo.

Cabeça de jovem foi deixada na casa mãe, em Rio Branco — Foto: Quésia Melo/Rede Amazônica

O ex-agente tinha sido nomeado no dia 6 de setembro de 2010 ao então cargo de agente penitenciário. Ele acabou demitido em fevereiro de 2013 por improbidade administrativa.

O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) informou que o motivo da demissão foi ele ter entrado no presídio com fermento biológico – que é usado na fabricação de bebida artesanal conhecida como ‘maria louca’.

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