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Estudante do Acre que participou de 4 intercâmbios é aceito em universidade dos EUA: ‘É possível chegar lá’

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Aluno de escola pública, Diego Monteiro, de 17 anos, foi aprovado na universidade norte-americana de Princeton, a quarta mais antiga dos Estados Unidos. Ele contou sobre a rotina de estudos e disse querer ser exemplo para outros jovens

Diego Heitor da Silva Monteiro, de 17 anos, foi aprovado em uma das 10 melhores universidade do mundo. Foto: Arquivo pessoal

Por Walace Gomes

“Sair do Acre para estudar na atual melhor faculdade dos EUA, onde Albert Einstein deu aulas, Jeff Bezos, Alan Turing e Michele Obama se formaram, é muito surreal. Ainda não caiu a minha ficha”

É assim que Diego Heitor da Silva Monteiro, de 17 anos, estudante do 3º ano do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAP) da Universidade Federal do Acre (Ufac), resume o sentimento de ser aprovado na universidade norte-americana de Princeton, que está entre as 10 melhores do mundo.

O jovem, que mora com pai, mãe e duas irmãs no bairro Mocinha Magalhães, em Rio Branco, disse que por conta da rotina dos estudos no ensino médio acabava estudando à noite para o exame de ingresso na universidade americana, até ser aprovado.

“Estou muito feliz, estudar nos EUA, que tanto idealizei, me torna agora um exemplo de que é possível a outros jovens acreanos chegar lá e conquistar oportunidades no exterior”, explicou emocionado.

O curso escolhido foi psicologia devido a uma necessidade, segundo ele, de profissionais desta área nas escolas como suporte aos estudantes que, muitas vezes, não sabem lidar com a pressão psicológica da busca para garantir o futuro.

“Penso em aprofundar meus estudos sobre procrastinação e produtividade, a partir das experiências que vivi no ensino médio”, acrescentou.

Diego e sua família enquanto ele embarcava com destino a China. Foto: Arquivo pessoal

Orgulho da família, professores e amigos

A alegria também é celebrada pelo pai, Dionísio Bernardo Monteiro, que sempre investiu na educação do filho. Ele contou que Diego, desde criança, gostava de ler e já sabia que ‘o Acre um dia seria pequeno para o tamanho de seus sonhos’.

Dionísio, que é técnico de informática, afirmou que todos sempre acreditaram no potencial do adolescente, mas, por conta das dificuldades financeiras, Diego sempre precisou ter um bom rendimento escolar para ser aprovado em programas internacionais gratuitos.

“Desde criança ele tinha o sonho de ir estudar fora. Dizia: ‘’Pai, vou me esforçar para passar numa faculdade dessas’. Sempre foi muito perseverante e a menor nota no ensino médio foi 9,7”, relatou orgulhoso.

Princeton está entre as 10 melhores universidades do mundo. Foto: Arquivo pessoal

Sonho americano

A Universidade de Princeton dará a Diego uma bolsa integral, além de hospedagem, alimentação, livros, transporte durante os quatro anos de estadia do jovem nos Estados Unidos.

Diferente do sistema brasileiro, estudantes que se candidatam à uma vaga na universidade podem escolher o curso que querem estudar até dois anos após início do curso. No caso de Diogo, o curso escolhido é psicologia que se enquadra nas ciências sociais e a opção pode ser feita no final do segundo ano de faculdade.

“A universidade disse aos meus pais que eles não irão precisar pagar por nada durante o tempo em que eu estiver em Princeton”, comemorou.

Diego contou ainda que utilizou como parâmetro para entrada em Princeton o Test-Optional, uma forma de admissão alternativa à principal prova para ingresso em universidades dos Estados Unidos, semelhante ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Ele precisou apresentar notas do ensino médio e um trabalho acadêmico. Contudo, um dos percalços foi o acesso às informações para um estrangeiro poder concorrer a uma vaga em uma universidade americana. “Minha maior dificuldade era ter acesso a conhecimento sobre o processo de candidatura fora, que é algo que não tão é debatido, e muitas pessoas como eunem sabem como funciona”, disse.

Diego visitando a Casa Branca em Washington, capital dos Estados Unidos. Foto: Arquivo pessoal

Talento acreano

A formação no exterior é mais capítulo na jornada internacional do estudante, que já foi jovem embaixador e aprovado em quatro intercâmbios. As aulas na universidade começam em setembro de 2026.

Diego também afirmou que sempre quis aprender mais e um dos motivos pelos quais acredita ter sido selecionado foi por ser bolsista no Prep Estudar Fora, um programa gratuito que prepara jovens brasileiros de alto desempenho para ingressar nas melhores universidades do mundo.

Embora o estudante nunca tenha feito um curso específico de inglês, ele diz ter aprendido sozinho na internet. Diego já esteve nos Estados Unidos gratuitamente participando de dois programas em 2024. Em janeiro daquele ano, foi jovem embaixador na capital Washington e no estado do Oklahoma, no centro-sul do país.

Um ano depois, Diego foi novamente aprovado em outro programa de intercambio. Em julho desse ano esteve na China, quando participou do AFS Global STEM Academies, um intercâmbio com bolsa integral e imersão em tecnologia, engenharia e matemática.

Intercambio gratuito de quatro semanas na China. Foto: Arquivo pessoal

Já em julho do mesmo ano, representou o Acre no Camp Rising Sun, um programa de liderança para jovens em Nova Iorque, com foco em cidadania global e liderança para adolescentes de todo o mundo.

Por fim, o jovem foi aceito no Telluride Association Summer Seminar (Tass), um dos programas americanos de verão mais seletivos para os estudantes do ensino médio. Contudo, ele não pôde participar pois o programa aconteceu no mesmo período que ele esteve na China.

“Tanto na primeira, quanto na segunda vez nos Estados Unidos, fiz bastante networking, o que me ajudou a conhecer brasileiros que já tinham sido aceitos em universidades americanas. Todas essas experiência foram incríveis, sobretudo por conhecer parte do mundo afora e culturas diferentes da minha nessas viagens”, finalizou.

Universidade de Princeton, Nova Jérsei, nos Estados Unidos. Foto: Reprodução/Princeton University

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Acre espera arrecadar R$ 165 milhões com IPVA em 2026, crescimento frente ao ano anterior

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Pagamento pode ser feito à vista com desconto ou em até cinco parcelas, conforme final da placa; frota estadual ultrapassa 363 mil veículos

O Acre possui atualmente 363.294 veículos registrados, sendo 209.472 na capital e 153.822 no interior. Foto: captada 

O governo do Acre estima arrecadar R$ 165 milhões com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em 2026, valor superior aos R$ 157,3 milhões recolhidos em 2025. De acordo com a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), no ano passado a maior parte dos pagamentos foi feita em cota única (64,4%), enquanto 15,1% optaram pelo parcelamento.

Em 2026, o tributo pode ser quitado à vista, com desconto de 10%, ou em até cinco parcelas mensais sem desconto – obedecendo ao calendário definido pelo final da placa, conforme a Portaria Sefaz nº 751/2025. A parcela mínima é de R$ 50.

O estado possui atualmente 363.294 veículos registrados, sendo 209.472 em Rio Branco e 153.822 no interior.

Perfil de pagamento em 2025:
  • Cota única: 64,4% do total arrecadado (preferência do contribuinte pelo desconto);

  • Parcelamento: 15,1%;

  • Primeiro emplacamento: 6,2%;

  • Débitos anteriores: 13,5%.

Regras para 2026:
  • Desconto: 10% para pagamento integral até a data de vencimento;

  • Parcelas: Até 5, sem desconto, com valor mínimo de R$ 50 por parcela;

  • Calendário: Definido pelo último dígito da placa (0 a 9).

Frota estadual:

O Acre possui 363.294 veículos registrados, distribuídos entre:

  • Rio Branco: 209.472 (57,6%);

  • Interior: 153.822 (42,4%).

Contexto econômico:

O aumento na arrecadação reflete a expansão da frota – que cresceu 4,8% em 2025 – e a melhora na eficiência da cobrança. O IPVA é a segunda maior fonte de receita tributária própriado estado, atrás apenas do ICMS.

A Sefaz deve divulgar o calendário oficial até o final de janeiro. Contribuintes podem consultar débitos e gerar boletos no portal da Sefaz ou pelo aplicativo Gov.br.

A alta adesão ao pagamento à vista (64% em 2025) mostra que os acreanos têm priorizado o desconto de 10%, mesmo em um cenário de orçamento familiar apertado – movimento que beneficia o fluxo de caixa do estado no primeiro trimestre.

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Acre

Agricultor compõe 200 hinos evangélicos e busca patrocinador para realizar o sonho de ser cantor gospel em Cruzeiro do Sul

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As 200 composições já estão gravadas em pendrive, mas a família enfrenta dificuldades financeiras para produzir material profissional, adquirir equipamentos e dar visibilidade ao talento

Redação Jurua24horas

No Ramal 3, BR-364, zona rural de Cruzeiro do Sul, vive Francisco Renizio, mais conhecido como Irmão Renizio, um agricultor de 53 anos que, apesar de ser analfabeto, já compôs 200 músicas evangélicas, todas memorizadas e prontas para serem gravadas profissionalmente.

Pai de 13 filhos, Francisco conta que sua jornada na música começou após sua conversão a Jesus Cristo. “Eu era uma pessoa que não era crente, aceitei Jesus, deixei de beber, fui pra igreja e lá comecei a cantar um hino só, um corinho que dizia que o sangue de Jesus tem poder”, relata em vídeo gravado pelo filho caçula, Miguel Silva, de 13 anos, o mais novo dos irmãos e quem entrou em contato com a redação do site Juruá24horas para compartilhar a história do pai.

Francisco explica que, orando em seu roçado, pediu a Deus o dom de compor. “Brevemente, com uns três meses, eu fiz o primeiro hino: ‘Eu vivi ali perdido nesse mundo de ilusão, não tinha nenhum amigo que amasse o meu coração’. E de lá pra cá já tenho feito uns duzentos mensagens para cantar para Jesus”, conta emocionado.

As 200 composições já estão gravadas em pendrive, mas a família enfrenta dificuldades financeiras para produzir material profissional, adquirir equipamentos e dar visibilidade ao talento. “A gente tem dificuldade porque moramos aqui no interior, num projeto de Cruzeiro do Sul, e não tem dinheiro para gravar. Estamos pedindo ajuda, qualquer patrocinador que quiser participar, para a gente levar o nome de Jesus cantando para as pessoas que fumam droga, que bebem, para tirar essas pessoas da rua através dos nossos louvores”, afirma Francisco.

O filho Miguel, que edita os vídeos do pai, reforça o apelo: a família busca um patrocinador que acredite no projeto e entre em contrato para impulsionar a carreira. “Eu que edito os vídeos dele, e é isso. Qualquer patrocinador que quiser saber do meu talento, tenta entrar em contrato, que a gente mostra o talento da gente pra qualquer uma pessoa que quiser”, diz o adolescente.

Francisco Renizio sonha em fazer shows, gravar CDs e levar sua mensagem de fé por meio da música. “Eu preciso lavar o Senhor até o final da minha vida, até o dia de Jesus voltar pra me buscar”, finaliza com esperança.

A família aguarda o apoio de pessoas ou empresas que possam ajudar a transformar esse sonho em realidade. Interessados podem entrar em contato diretamente com a família pelo número (68)99254-8736

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Rio Acre atinge 14,55 m e deixa 631 famílias desabrigadas em Rio Branco; 27 bairros são afetados neste domingo

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Defesa Civil mantém estado de emergência na capital; abrigos recebem famílias removidas e equipes monitoram risco elétrico em 12 bairros

Com o Rio Acre atingindo 14,55 na capital neste sábado, 17, o governo do Acre, por meio da Defesa Civil, começou a realocação de famílias atingidas pela cheia para o Parque de Exposições de Rio Branco.

A cheia do Rio Acre manteve Rio Branco em estado de emergência neste domingo (18), com o nível do rio atingindo 14,55 metros ao meio-dia. Segundo boletim da Defesa Civil municipal, 27 bairros já foram afetados, com 631 famílias (cerca de 2.286 pessoas) atingidas. Na zona rural, outras 250 famílias – aproximadamente mil pessoas – sofrem com os impactos da enchente.

Dois abrigos estão em funcionamento: no Parque Wildy Viana, com seis famílias (15 pessoas e três animais), e na Escola Leôncio de Carvalho, que recebeu sete famílias indígenas. Outras quatro famílias desalojadas foram atendidas pelas equipes de resposta. As ações concentram-se nos bairros mais críticos: Seis de Agosto, Cadeia Velha, Habitasa, Base e Ayrton Senna.

Em parceria com a Energisa, a Defesa Civil realiza inspeções em 12 bairros para avaliar riscos na rede elétrica e executar desligamentos preventivos quando necessário. Quinze comunidades rurais seguem sob monitoramento contínuo. A população é orientada a seguir as recomendações de segurança e acionar o telefone 193 em caso de necessidade.

Situação dos abrigos:
  • Parque Wildy Viana: 6 famílias (15 pessoas) e 3 animais acolhidos;

  • Escola Leôncio de Carvalho: 7 famílias indígenas removidas;

  • Outros locais: 4 famílias desalojadas (11 pessoas) recebem atendimento.

Bairros mais atingidos:

Seis de Agosto, Cadeia Velha, Habitasa, Base e Ayrton Senna são os pontos de maior atenção, com equipes atuando ininterruptamente para remoções e distribuição de auxílio.

Impacto na zona rural:

Cerca de 250 famílias (aproximadamente 1.000 pessoas) foram afetadas nas comunidades Panorama, Belo Jardim, Liberdade, Catuaba e Vista Alegre. Outras 15 comunidades seguem sob monitoramento.

Risco elétrico:

Em parceria com a Energisa, a Defesa Civil faz inspeções em 12 bairros para avaliar perigos na rede elétrica, podendo realizar desligamentos preventivos caso haja ameaça à população.

Canais de ajuda:

A população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 193. O órgão reforça que o acompanhamento é permanente e pede que moradores de áreas afetadas sigam as orientações de segurança.

A tendência é de estabilização do nível do rio nas próximas horas, mas a situação ainda é crítica. A prefeitura deve ampliar o número de abrigos caso novas remoções sejam necessárias.

A cheia já supera em 55 centímetros a cota de transbordamento (14 m) e se aproxima do nível da grande enchente de 2015, que atingiu 15,42 m – recorde da última década.

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