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Estudante do Acre alcança 960 na redação do Enem e reforça preparo das escolas públicas para o exame
Conquistar 960 pontos na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é, por si só, um feito expressivo. Em 2026, esse resultado ganha ainda mais significado diante das mudanças implementadas pelo Ministério da Educação (MEC) nos critérios de avaliação da redação, que tornaram a prova mais rigorosa e exigente.
No Acre, resultados como o de Allesson de Souza Araújo, aluno da Escola Cívico-Militar Aldaci Simões, em Senador Guiomard, mostra que a escola pública está preparada para formar estudantes competitivos e bem preparados para o acesso ao ensino superior.

Allesson tem um objetivo claro: cursar medicina, preferencialmente na Universidade Federal do Acre (Ufac). Para isso, disciplina, organização e o uso consciente dos recursos disponíveis foram decisivos ao longo de sua trajetória.
“Desde o momento em que decidi que queria fazer a faculdade dos meus sonhos, passei a me dedicar a fundo. A escola foi essencial nessa jornada, assim como os professores e os amigos. A gente criou grupos para manter o foco, mesmo sendo um ano cheio de desafios”, relata o estudante.
Segundo ele, a principal dificuldade foi conciliar os estudos com a vida pessoal e os momentos de lazer. Ainda assim, a constância fez a diferença. “Não é sobre se matar de estudar, mas saber equilibrar e aproveitar o que a escola oferece”, destaca.
Uso do Pré-Enem Legal
Entre os recursos que contribuíram para o bom desempenho, Allesson aponta o Pré-Enem Legal, programa do governo do Estado que oferece aulas presenciais e conteúdos online gratuitos. “O Pré-Enem Legal pavimentou o caminho que eu queria seguir. As aulas no YouTube, os professores que vieram à escola e, especialmente, o apoio na redação fizeram muita diferença”, afirma.

O estudante também destaca o trabalho desenvolvido na própria escola, especialmente nas aulas de língua Portuguesa. “Meu professor, Maicon, é excelente. Desde o início do ano, ele trabalhou com a gente redações bem estruturadas, concisas. Foi graças a ele e às aulas de redação que consegui esse resultado”, reforça.
O desempenho de Allesson ocorre em um contexto de mudanças importantes na avaliação da redação do Enem. Entre as principais atualizações está a proibição do chamado “repertório de bolso”, caracterizado por citações genéricas, decoradas e sem relação direta com o tema.
Apostar na escola pública
Para a família, a conquista é motivo de orgulho. “Ele sempre foi dedicado. Muitas vezes deixou de sair para ficar estudando, fazendo redação. A gente sempre apoiou, incentivou e acreditou na escola pública”, afirma o pai, Alex Araújo, que também é professor. “Nós apostamos na escola pública e tivemos resultado”, declarou.

A gestão da Escola Cívico-Militar Aldaci Simões também avalia o desempenho como reflexo de um trabalho contínuo. Segundo o gestor Alzimiro Monte, a escola costuma registrar, todos os anos, notas expressivas no Enem. “Temos alunos com 900, 920, 940 e agora 960. Muitos ingressam na Ufac e em instituições particulares”, afirma.
Além do Pré-Enem Legal, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Educação e Cultura (SEE), tem ampliado os investimentos principalmente em em tecnologia e acesso. Desde 2023, foram entregues mais de 50 mil tablets para estudantes da rede pública.

Nesse mesmo período, foram instalados 80 laboratórios de informática, cada um equipado com 20 computadores, totalizando 1.600 terminais para o ensino tecnológico. Desde 2018, cerca de 6 mil computadores foram adquiridos para atender unidades de ensino e administrativas, além de mais 4 mil equipamentos destinados à administração escolar.
Em 2025, o estado alcançou a meta de conectar 100% das 184 escolas estaduais urbanas à internet. E, conforme o relatório do governo federal, o Acre apresentou a maior evolução no número de escolas do ensino básico conectadas da Região Norte.
‘Educação é uma arma para ajudar o coletivo’
Para Allesson, a educação é o principal instrumento de transformação. “A educação quebra barreiras. Ela mostra que o mundo não é fechado. É uma arma para se edificar e ajudar o coletivo”, resume.

Aos estudantes que estão se preparando para o Enem, o jovem deixa um recado direto: “Valorize o que a escola oferece. Use os recursos disponíveis, concilie estudo e vida pessoal e não desista do seu sonho. A escola pública não é um obstáculo. Ela pode ser o caminho”, concluiu, emocionado.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Homem é condenado a mais de 7 anos por roubo de celular dentro de cemitério em Rio Branco
Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, já tinha outras condenações e praticou o crime usando tornozeleira eletrônica; juiz nega liberdade para recorrer

Lelândio Lopes e um comparsa, ainda não identificado, invadiram o cemitério, no início da tarde do dia 10 de novembro do ano passado. Foto: captada
Pela terceira vez, Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, foi condenado pela Justiça do Acre — agora por roubar o celular de um funcionário do Cemitério São João Batista, em Rio Branco, em novembro do ano passado. O juiz da Vara de Delitos de Roubo e Extorsão da capital julgou procedente a denúncia do Ministério Público e aplicou pena de 7 anos, 4 meses e 16 dias de reclusão em regime semiaberto.
O crime ocorreu no início da tarde do dia 10 de novembro, quando Lelândio e um comparsa ainda não identificado invadiram o cemitério, renderam um funcionário que trabalhava em uma obra e levaram o aparelho celular. As imagens de câmeras de segurança mostraram a ação e a fuga dos criminosos, perseguidos pela vítima.
Investigadores da Delegacia de Crimes de Roubo e Extorsão (DCORE) identificaram Lelândio por meio das gravações e constataram que ele usava tornozeleira eletrônica no momento do crime. Dados do Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN) confirmaram sua presença no local, e a vítima o reconheceu na sede da polícia.
O réu não poderá recorrer em liberdade, pois cometeu o delito enquanto cumpria pena por outro crime.
Veja vídeo:
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Homem de 51 anos é morto a faca em comunidade ribeirinha de Porto Walter
Raimundo Nonato foi atingido após discussão; acesso difícil ao local atrasa chegada da polícia

Ainda conforme os primeiros levantamentos, tanto a vítima quanto o suspeito são moradores da sede do município de Porto Walter e não residiam na comunidade onde o homicídio foi registrado. Foto: captada
Um homicídio foi registrado na Comunidade Anorato, localizada às margens do Rio Cruzeiro do Vale, na zona rural de Porto Walter, no interior do Acre. A vítima foi identificada como Raimundo Nonato, de 51 anos, que morreu após ser atingido por um golpe de faca.
Segundo informações preliminares, o crime ocorreu após um desentendimento entre Raimundo e o agressor. Relatos indicam que a vítima consumia bebida alcoólica no momento, o que pode ter contribuído para a discussão. Tanto Raimundo quanto o suspeito são moradores da sede de Porto Walter e não residiam na comunidade ribeirinha.
A polícia foi acionada, mas o difícil acesso à região, agravado pelo baixo nível do rio, tem atrasado o deslocamento das equipes. A expectativa é que os policiais retornem à sede do município apenas na manhã desta terça-feira (11) para prosseguir com as investigações.

Relatos iniciais apontam que Raimundo Nonato consumia bebida alcoólica no momento do ocorrido, o que pode ter contribuído para o início da discussão, embora as circunstâncias ainda estejam sob apuração. Foto: ilustrativa
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Ministério da Justiça regulamenta indicador nacional e evidencia eficiência da Polícia Civil do Acre em crimes contra a vida
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente

Portaria do MJ fortalece reconhecimento da eficiência da Polícia Civil do Acre na elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: Saac Amorim/MJSP
A Polícia Civil do Acre (PCAC) passa a contar com um importante reconhecimento nacional na mensuração de sua eficiência investigativa com a publicação da Portaria MJSP nº 1.145, de 9 de fevereiro de 2026, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A norma uniformiza, em todo o Brasil, os critérios para cálculo dos índices de elucidação de homicídios e feminicídios, estabelecendo parâmetros objetivos e comparáveis entre os estados.
A nova regulamentação define que um crime será considerado elucidado quando o inquérito policial for relatado e encaminhado ao Judiciário ou ao Ministério Público com autoria e materialidade identificadas, ou ainda quando houver conclusão pela inexistência de crime, reconhecimento de excludentes legais ou extinção da punibilidade, exceto nos casos de prescrição. Também foram criados o Índice Nacional de Elucidação de Homicídios (INEH) e o Índice Nacional de Elucidação de Feminicídios (INEF), que passam a medir oficialmente o desempenho das polícias civis em todo o país.
O avanço é resultado de amplo debate no âmbito do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC) e contou com atuação direta do Comitê Nacional dos Diretores de Departamento de Homicídios (CNDH), presidido pelo delegado de Polícia Civil do Acre, Alcino Sousa Júnior, titular da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Ele esteve à frente da construção técnica da proposta e da interlocução com o Ministério da Justiça para a consolidação do novo modelo.
Para Alcino, a portaria representa um divisor de águas na segurança pública brasileira. “Trata-se de um marco para o Brasil. Pela primeira vez, temos um indicador oficial, pactuado e tecnicamente estruturado, capaz de mensurar com maior fidelidade a capacidade investigativa das Polícias Civis na elucidação de homicídios e feminicídios, com critérios claros e dados mais confiáveis”, destacou o delegado.
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente. “Essa regulamentação pelo Ministério da Justiça é uma conquista histórica. Sempre defendemos que a investigação policial precisa ser medida com critérios técnicos e realistas, e agora temos uma ferramenta que demonstra, de fato, a eficiência da Polícia Civil acreana na resolução dos crimes contra a vida, especialmente homicídios e feminicídios”, afirmou.
Segundo Maciel, o novo modelo corrige distorções antigas, já que antes os indicadores extraoficiais consideravam apenas as denúncias oferecidas pelo Ministério Público, deixando de fora casos com autoria atribuída a adolescentes ou situações amparadas por excludentes legais. “Hoje, a sociedade passa a enxergar com mais clareza o trabalho investigativo que é feito diariamente pelos nossos policiais civis, muitas vezes em condições adversas, mas com resultados concretos”, completou.
Com a padronização nacional e a integração dos dados ao Sinesp, a expectativa é que a nova metodologia fortaleça a gestão por evidências, permita diagnósticos mais precisos sobre o desempenho investigativo e subsidie políticas públicas mais eficientes, consolidando o papel da Polícia Civil do Acre como referência na apuração de crimes contra a vida.

Delegado Alcino Sousa Júnior (gravata vermelha), presidente do CNDH e titular da DHPP do Acre, teve papel central na construção da nova métrica nacional de elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: cedida

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