Os cuidados e prevenção contra a pandemia do novo coronavírus continuam nas fronteiras e agora de forma mais reforçada. Além do Grupamento Especial de Fronteira (Gefron), uma guarnição do Corpo de Bombeiros está ocupando a ponte de Brasileia que liga a cidade ao Departamento de Pando, na Bolívia.

Nesta sexta-feira, 20, o secretário de Justiça e Segurança Pública, Paulo Cézar Santos, anunciou que o Exército Brasileiro e demais forças federais também começarão a atuar nas fronteiras. “Recebemos a informação de que, além do Exército, a Polícia Federal e a Força Nacional se farão presentes nos municípios de Plácido de Castro e Assis Brasil, realizando uma atividade de ocupação nas pontes para apoiar as demais ações de fiscalização e prevenção”, destacou.

secretário de Justiça e Segurança Pública, Paulo Cézar Santos, anunciou que o Exército Brasileiro e demais forças federais também começarão a atuar nas fronteiras Fotos: Marcos Vicentti/Secom

Mais de 300 haitianos vindos de outros lugares do Brasil e que estavam tentando retornar ao seu país de origem  foram barrados pela polícia peruana. Com isso, os imigrantes estão alojados em uma escola em Assis Brasil recebendo mantimentos da prefeitura local.

“Os estrangeiros retidos em Assis Brasil, em sua maioria, seguem a rota migratória para o México e Estados Unidos via Peru, que faz fronteira com o Acre, e parte deles tinha residência em São Paulo e outros estados. O que nos preocupa é que possam ter alguns infectados. Já informei à Vigilância Sanitária e à Anvisa para que providências de prevenção sejam tomadas e evitar que o vírus se propague”, completou Paulo Cézar.

De acordo com a secretária de Assistência Social, dos Direitos Humanos e de Políticas para Mulheres, Claire Maria Cameli, uma assistente social da SEASDHM já encontra-se no município de Assis Brasil fazendo os acompanhamentos e todos os levantamentos necessários, juntamente com a vigilância epidemiológica da Sesacre.

“Estamos planejando e analisando juntamente com a prefeitura do município as necessidades básicas, como colchões, alimentação, saúde, bem como o monitoramento dos imigrantes. Faremos o possível para auxiliá-los e o que estiver dentro das condições da secretaria estaremos dispostos a fazer”, completou.

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