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Estado apreende e abate 49 garrotes alegando falta de documentos de origem

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Durante o dia e parte da noite desta quinta-feira, dia 8, uma suposta denuncia levou funcionários do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) com o apoio do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), a realizar uma operação onde resultou na apreensão de 49 cabeças de gado, sendo 22 fêmeas e 27 machos ainda garrotes.

Dois caminhões boiadeiros foram interceptados quase em frente ao quartel do 5º Batalhão da Polícia Militar em Brasiléia. Foi informado que o gado estaria em uma propriedade localizada na zona rural do município vizinho de Epitaciolândia, que faz fronteira com a Bolívia.

Na abordagem, foi constatado que o gado não estava com a Guia de Transporte Animal – GTA, o que ocasionou sua apreensão. Durante parte do dia, foi tentado pela parte do proprietário, Aristótoles F. F. Jacomé – ‘Tote’, uma negociação para que não houvesse a decisão de abate.

Tote reclamou que não lhe foi dado o direito de tentar apresentar em tempo hábil, a busca e apresentação do documento e mesmo com a presença de um advogado, foi decidido que aconteceria o abate, após levar todo os bezerros para um abatedor autorizado localizado na Estrada do Pacífico (BR 317), por volta das 21h00.

Segundo o Diretor Técnico do IDAF que esteve na fronteira, Jessé Monteiro, que acompanhou parte do trabalho até o abate é uma medida de segurança sanitária necessária e obrigatória para a proteção de todo rebanho bovino do Acre, que hoje goza do status de livre de febre aftosa sem vacinação.

O delegado Rêmulo Diniz, do Grupo Especial de Fronteria – Geron, que esteve à frente do trabalho desde apreensão, comentou que a entrada de animais sem procedência no estado é uma das grandes ameaças à continuidade do reconhecimento adquirido pelo Estado. Destacou que todo o trabalho aconteceu dentro das normas até a decisão do Órgão em abater todos os 49 garrotes.

Por parte do proprietário comentou que irá acionar o Estado que mesmo com apelo de dessem 24 horas para levar os documentos, não lhe foi dado prazo e que iriam realizar o abate. O prejuízo foi calculado em cerca de R$ 95 mil reais.

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