O Estadão listou pelo menos quatro ex-senadores e seis ex-deputados federais que fazem lobby.

Por Com informações do Estadão

Lobby é nome que se dá à atividade de influência, ostensiva ou velada, com o objetivo de interferir diretamente nas decisões do poder público, em especial do poder legislativo, em favor de causas ou objetivos defendidos por meio de um intermediário.

Esse intermediário é que se chama de lobista. Ou seja, é normalmente um ex-político, com forte influência, que exerce a função de facilitar a vida da iniciativa privada no meio político.

Apesar de sempre remeter a Lava Jato e não ser regulamentada, a atividade em si não é considerada criminosa

O Estadão listou pelo menos quatro ex-senadores e seis ex-deputados federais que fazem lobby. São políticos como o ex-senador Romero Jucá, de Roraima, o também ex-senador Cássio Cunha Lima, da Paraíba, e até o ex-governador e senador acreano Jorge Viana.

Segundo o jornal paulista, Viana seria um dos superlobistas do Congresso Nacional e teria feito agendas como presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e em ministérios do governo federal em nome da Riz Capital, uma empresa do mercado financeira. O Estadão diz que são agendas que poderiam ser feitas sem intermediários, mas que a atuação de lobistas como Jorge Viana encurtam o prazo de atendimento das agendas.

Jorge Viana também teria clientes no setor de telecomunicações. Em entrevista ao Estadão, o ex-senador acreano negou que esteja exercendo a atividade de lobista. “Estou tentando ver se sobrevivo a esses tempos de dificuldades. Se aparecer um trabalhinho ou outro, vou fazer. Mas não é consultoria. Não quero virar lobista”, afirmou. A Riza confirmou que seus integrantes foram acompanhados por Viana em encontros no governo e que ele “apresentou oportunidades de negócios, que não se concretizaram”.

Comentários