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Da redação, com Wesley Moraes

Um dos nomes da política nacional, a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina SIlva(PSB), está no Acre. Na noite da última sexta-feira, ela conversou sobre diversos assuntos com o jornalista Alan Rick, durante o ‘Gazeta Entrevista’.

Marina revelou que após o mandato no Senado Federal, a vida dela passou a ser mais intensa. Ela revelou que chega a receber 280 convites ao mês para participar de reuniões, palestras, entre outros eventos em universidades, congressos e o próprio movimento social.

A ex-senadora classificou como um processo difícil e doloroso a não criação da ‘Rede Sustentabilidade’. De acordo com Silva, 910 mil assinaturas foram recolhidas. Mas argumentou que houve um comportamento atípico de cartórios, principalmente, do Distrito Federal e São Paulo.

“A média de anulação de asssinaturas no Brasil foi de 19%. Mas em São Paulo, a anulação foi de 35% e em Brasília de 32%”, declarou. Marina informou que a maior parte das anulações ocorreu de forma equivocada.

Jovens que iriam votar pela primeira vez, idosos, mulheres casadas e pessoas que não votaram nas últimas eleições não tiveram os certificados de votações encontrados e, por isso, as fichas foram desconsideradas.

Com a inviabilidade da Rede, Marina Silva contou que o PPS foi o primeiro partido a procurá-la para uma eventual disputa presidencial. “Mas temi acusações de aluguel de partido”, enfatizou. Já a opção pelo Partido Socialista Brasileiro, PSB, foi uma questão de coerência.

“O PSB desde o início saudou o início da Rede. Foi contra a proposta que impedia a criação de novos partidos e não votou a favor do código florestal”, disse. Silva voltou a argumentar que o objetivo não é ser presidente e sim ajudar o país com os princípios da sustentabilidade.

Detentora de quase 20 milhões de votos em 2010, Marina foi questionada sobre o futuro político dentro do PSB nas eleições do próximo ano. A ex-senadora foi enfática: “Eduardo Campos é o candidato. A Rede Sustentabilidade não está reivindicando participação na chapa.”

Silva ainda falou que prefere o debate ao invés do embate. “Hoje, o maior retrocesso que vivemos é o da política”, citou. No âmbito local, o PSB faz parte da Frente Popular. Diferente do cenário nacional de oposição ao PT. “Não fizemos esse debate. Mas vamos fazer isso com tranquilidade”, expôs.

Ela também explicou os motivos que levaram ao pedido de exoneração do quadro de professores da secretaria estadual de Educação: “estou afastada desde 1991, quando fui eleita deputada estadual. Nunca recebi dinheiro[mesmo tendo direito] estando afastada. Depois do mandato de senadora pedi afastamento de dois anos por motivos pessoais.”

Após o prazo, ela afirmou que não foi notificada pela secretaria a voltar para o cargo. Como é praticamente impossível conciliar política e sala de aula, Marina preferiu tomar a decisão. “Não quero nenhum tipo de privilégio”, falou.

Marina Silva não consegue visualizar nenhum país que seja exemplo com a questão do desenvolvimento sustentável. Ela disse estar preocupada com a situação do Brasil. A ex-ministra de Meio Ambiente não viu com bons olhos a perda do poder de alguns tipos de fiscalização do Ibama e também a autonomia da presidência em reduzir o tamanho de reservas florestais.

Ao final, ela fez críticas a ex-colega de partido, a atual presidente Dilma Rousseff. “A presidente Dilma precisa deixar a sua marca. Por enquanto, é do retrocesso na área ambiental e econômica”, concluiu.

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