De acordo com a assessoria da Segurança Pública, os policiais resolveram revistar as celas após os detentos anunciaram greve de fome cobrando a volta das visitas.

Após a apreensão dos alimentos, a direção do Iapen acredita que greve de fome dos presos é apenas uma farsa para pressionar a volta das regalias dentro do presídio.
LEANDRO CHAVES

Ao que tudo indica, a greve de fome iniciada nesta segunda-feira (2) por detentos do complexo prisional Francisco d’Oliveira Conde (FOC), em Rio Branco, é pura marmelada. Os policiais penais encontraram nesta terça (3) vários alimentos estocados que possivelmente seriam ingeridos pelos presos nos momentos de aperto.

Foram armazenadas 14 garrafas pets recheadas de farofa, além de pães, iogurtes, bolachas, refrigerantes, torradas e sucos. Os alimentos foram guardados pelos grevistas a partir da comida fornecida a eles diariamente pela administração penitenciária.

A greve começou após a suspensão das visitas íntima e familiar pela direção do complexo prisional no último fim de semana. O Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) informou que interrompeu as visitas após encontrar bilhetes com planos de fuga em massa.

O diretor do FOC, Fagner Souza da Silva, disse que já havia planos para a greve antes da suspensão. O estoque de comida encontrado parece confirmar a versão. Os presos também querem o retorno dos televisores e freezers, além de mais tempo para as visitas.

O movimento acontece em cinco pavilhões do FOC, três para presos provisórios e dois para apenados. Os grevistas pertencem a uma única facção criminosa, segundo o Iapen.

Além da farofa, também foram encontrados escondidos em baldes biscoitos, iorgute, doces e pães.
Policiais penais encontraram várias garrafas pets cheias de farofa durante revista a celas no complexo penitenciário Francisco de Oliveira Conde, em Rio Branco, na manhã desta terça-feira (3).

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