Líder do PT diz que silo é administrado apenas pela Coopegrãos

Deputado diz que os grãos estavam estocados no silo de Brasiléia/FOto: Secom
Deputado diz que os grãos estavam estocados no silo de Brasiléia/FOto: Secom

O deputado Gelen Diniz (PP) denunciou na manhã desta quarta-feira (28), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), que 600 toneladas de milho, que representa 10 mil sacas do produto, sumiram do Silo Graneleiro de Brasiléia, na região do Alto Acre.

O deputado afirmou que o silo é administrado pela cooperativa Coopegrãos e pelo governo do Estado do Acre. De acordo com Diniz, os produtores plantam o milho e depois pagam pela estocagem e secagem. Segundo ele, mais de 60 produtores e centenas de famílias foram prejudicados com o desaparecimento da produção.

“É lamentável que os produtores produzam milho, paguem para estocar e secar e quando vão buscar o produto são informados que desapareceu. O líder do governo na Aleac argumentou que o Estado não tem nenhuma responsabilidade com o silo. Isso é uma inverdade, não há dúvida que o governo é responsável”, disse.

Deputado Gelen Diniz (PP)
Deputado Gelen Diniz (PP)

Gelen diz que o Estado tem sim responsabilidade no sumiço do milho e a prova disso é que já foi aberta uma sindicância dentro da Secretaria de Estado de Agropecuária do Acre (Seap).

“Foi aberto um pedido de sindicância dentro da Seap, gerida por José Carlos Reis, para apurar as responsabilidades. Se a administração não fosse do governo não haveria necessidade da investigação”, explica Gelen.

O parlamentar diz ainda que o silo é administrado pela esposa de um vereador do PT em Brasiléia.

O líder do PT na Aleac, o deputado Daniel Zen, afirmou que a gestão do silo de Brasiléia é inteiramente da Coopegrãos.

“A responsabilidade de gestão do Silo Graneleiro de Brasiléia é da Coopegrãos. O governo foi responsável apenas pela construção e não participa diretamente da gestão do ambiente. Esperamos que seja realizado uma investigação para chegar a uma conclusão”, disse Zen.

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