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Depois de muita polêmica, Governo enterra de vez o leilão de importação de arroz

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Nesta quarta-feira (03.07), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou a decisão do Governo Federal de cancelar definitivamente o leilão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a importação de arroz. A medida, que segundo ele, havia sido proposta para evitar um aumento nos preços do cereal no mercado interno, foi duramente criticada pelos produtores rurais e lideranças.

Fávaro explicou que a situação nas rodovias melhorou significativamente, permitindo a retomada do fluxo normal de abastecimento. “Já temos arroz, em algumas regiões do país, a R$ 19, R$ 20, R$ 23 e R$ 25, o pacote de cinco quilos, o que está dentro da normalidade. Então, me parece que é mais plausível nesse momento a gente monitorar o mercado, não havendo especulação, na minha avaliação não se faz necessário novos leilões”, afirmou o ministro.

Anteriormente, o preço do arroz havia alcançado cerca de R$ 40 em algumas regiões, o que, segundo ele justificava a proposta de importação para estabilizar o mercado.

PRODUÇÃO SUFICIENTE – Isan Rezende (foto), Presidente do Instituto do Agronegócio(IA), que desde o início criticou a ideia de importar arroz sem necessidade, comentou sobre a decisão do Governo Federal de cancelar o leilão. “Essa medida (importação) não apenas prejudicaria todo o setor como também impactaria diretamente milhares de produtores brasileiros”, afirmou Rezende, destacando as graves repercussões econômicas para o mercado interno de arroz no Brasil.

“A produção interna é suficiente para o abastecimento do mercado brasileiro”, afirmou Rezende. O presidente do IA chegou a denunciar, no auge da “crise do arroz”, que a Conab, empresa pública responsável por garantir a segurança alimentar do país, falhou em sua missão de armazenar arroz para suprir a demanda interna em momentos de crise.

“A incompetência e ineficiência da gestão da Conab são as verdadeiras responsáveis pelo desespero do governo federal em importar arroz”, afirmou Resende na época.

“Todo esse imbróglio em que o governo se meteu mostra despreparo e incompetência do governo no gerenciamento de um setor que é um dos principais pilares da economia brasileira. Cancelar um leilão que nem devia ter sido cogitado realizar, é apenas tentar tapar o sol com a peneira”, disse Rezende.

“Todo esse episódio revelou inúmeros problemas que precisam ser resolvidos. Por exemplo, a falta de estoques estratégicos de arroz. A Conab é a estatal responsável por regular o mercado e nos últimos dois anos (2023 e 2024), negligenciou essa função crucial, deixando o país desabastecido. A Conab não tem arroz estocado e isso resultou nesse desespero todo e nessa confusão”, completou o presidente do IA.

“Arroz da Gente” – Paralelamente ao cancelamento do leilão, o ministro do Desenvolvimento, Paulo Teixeira anunciou a criação do programa “Arroz da Gente”, uma iniciativa para estimular a produção de arroz em todo o Brasil.

O programa combina crédito a juros mais baixos com contratos de opção para a compra de até 200 mil toneladas de arroz da agricultura familiar.

“Como a preocupação é para que tenha arroz na mesa do povo a preço barato, estamos lançando o programa Arroz da Gente. Para plantar arroz em todo o país, com contratos de opção, de até 200 mil toneladas na agricultura familiar”, declarou Teixeira na cerimônia de lançamento.

O programa “Arroz da Gente” foi elaborado com um foco especial nos produtores familiares de arroz, abrangendo sete eixos principais: crédito, acompanhamento técnico, sementes, beneficiamento, comercialização e contratos de opção.

Esses contratos garantem um preço mínimo para o produto, assegurando que os produtores possam vender o arroz a um valor justo, conforme as condições de mercado.

A taxa de custeio será de 3% para o arroz convencional e 2% para o arroz orgânico, proporcionando melhores condições de produção.

Fonte: Pensar Agro

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Prefeitura de Boca do Acre entrega colchões para desabrigados quatro meses após a cheia

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Com Abud Mamed

A Defesa Civil Municipal começou a a distribuir na última quinta-feira (11) diversos colchões e itens de primeira necessidade, que estavam armazenados há quatro meses no município. Os materiais foram destinados para socorrer os vitimados da última cheia, um episódio destruidor, que afetou milhares de pessoas em Boca do Acre. A ação só foi possível graças ao vereador da cidade, que flagranteou um vasto quantidade de água mineral estocado, que deveria ter sido distribuído para os afetados pela cheia.

O vereador mostrou o caso no meio da semana, ao ser avisado que estes materiais estavam em um depósito no prédio da Defesa Civil, eram muita água mineral e outros equipamentos de sobrevivência.

“É inaceitável que esses materiais, essenciais para a sobrevivência e conforto das pessoas atingidas, tenham ficado parados enquanto muitos sofriam sem apoio”, declarou Almeida em suas redes sociais, compartilhando vídeos do local.

Coincidentemente, os colchões começaram a ser entregues logo após as denúncias do vereador, depois também do anúncio da pré-candidatura que representa a o prefeito de Boca do Acre. O episódio levanta suspeitas de que o material estaria guardado para fins eleitorais.

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Mais de 350 pessoas são expulsas de invasão; mulher diz que não quer voltar a passar fome na rua

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350 pessoas amedrontadas deverão desocupar a área para que a Polícia Militar possa cumprir uma ordem de reintegração de posse em favor de um suposto proprietário da terra.

A mulher apela às autoridades para não ficar desamparada.

Taynara da Silva, de 42 anos, e ex-moradora de rua, vive em um pequeno barraco construído com restos de madeira que catou com o marido, há quatro anos em uma invasão na periferia de Rio Branco, no bairro Eldorado, próximo ao Terminal Urbano do bairro São Francisco.

Taynara e mais 350 pessoas amedrontadas deverão desocupar a área para que a Polícia Militar possa cumprir uma ordem de reintegração de posse em favor de um suposto proprietário da terra. A mulher apela às autoridades para não ficar desamparada.

“Não quero voltar pra rua, passar fome, frio e viver com medo” disse Taynara ao jornalista Assem Neto.

A mulher dorme em uma cama construída pelo próprio marido, onde o colchão não tem a espessura de 3 centímetros. Nas noites de frio, como as que estão tendo agora, a sensação térmica dentro de casa diminui ainda mais por causa das frechas nas paredes. A comida do casal é preparada em um fogão improvisado no quintal.

Taynara e as 350 pessoas deverão deixar a terra até o começo do mês de agosto deste ano

Ainda com essas dificuldades, Taynara se diz feliz e satisfeita com a situação em que vive hoje, pois vivia em miséria absoluta há quatro anos atrás, antes de conseguir o terreno para construir a casa.

“Eu e meu marido éramos moradores em situação de rua. A gente dormia em cima de papelão em quiosques abandonados nas praças da cidade, comia quando os outros davam, muitas vezes eu via anoitecer e amanhecer com medo que algo de mal acontecesse com a gente ali”, conta a moradora.

Ela e as 350 pessoas deverão deixar a terra até o começo do mês de agosto deste ano.

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Polícia Civil do Acre recupera 12 celulares roubados avaliados em mais de R$ 100 Mil

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De acordo com a autoridade policial responsável pela operação, a recuperação dos celulares representa um grande passo no combate ao crime e na devolução de bens aos seus legítimos proprietários.

Operação reforça o compromisso da Polícia Civil do Acre em proteger os cidadãos e reduzir os índices de criminalidade na capital e em todo o estado. Foto: assessoria

Em uma operação contínua de combate ao crime na capital acreana, a Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia da 1ª Regional de Rio Branco, conseguiu recuperar 12 smartphones da marca Apple que haviam sido furtados e roubados. A ação foi realizada ao longo de uma semana e resultou na recuperação de aparelhos cujo valor total ultrapassa os R$ 100 mil.

Os dispositivos foram localizados em diversos pontos da cidade, após um trabalho intenso de investigação e rastreamento por parte das autoridades. De acordo com a autoridade policial responsável pela operação, a recuperação dos celulares representa um grande passo no combate ao crime e na devolução de bens aos seus legítimos proprietários.

“A recuperação desses aparelhos é fruto de um trabalho minucioso de investigação. Estamos empenhados em garantir a segurança da população e em combater o mercado ilegal de produtos roubados”, afirmou o delegado coordenador da delegacia da 1ª Regional de rio Branco, Karlesso Nespoli.

Os celulares recuperados serão devolvidos aos seus proprietários após a confirmação de propriedade e a conclusão dos procedimentos legais. Esta operação reforça o compromisso da Polícia Civil do Acre em proteger os cidadãos e reduzir os índices de criminalidade na capital e em todo o estado.

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