Nos Estados Unidos, autoridades recomendam pensar duas vezes antes de dar abraços e “high fives” (um “toca aqui” com as palmas das mãos)

O rei Henrique VI da Inglaterra proibiu o beijo em 1439 para combater a praga. Agora que o mundo enfrenta o coronavírus, que se espalha fora da China, algumas autoridades de saúde novamente pedem às pessoas que se abstenham de demonstrações físicas de afeto.

Epidemiologistas dizem que limitar o contato pode ajudar a retardar a marcha de uma doença que atingiu dezenas de países em apenas dois meses e matou mais de 2.700 pessoas.

Nos Estados Unidos, autoridades recomendam pensar duas vezes antes de dar abraços e “high fives” (um “toca aqui” com as palmas das mãos), enquanto franceses e italianos devem reconsiderar os beijinhos tradicionais na bochecha.

— Se o coronavírus estiver circulando em sua comunidade, é algo muito prudente — disse Michael Osterholm, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Minnesota (EUA). — É uma das poucas coisas que você pode fazer para reduzir ativamente seu risco.

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Na Itália, onde as infecções aumentam, e 11 pessoas morreram contaminadas pelo vírus que se espalha através de gotículas contidas em tosses e espirros, a população começa a seguir o conselho.

Giorgia Nigri, economista de 36 anos que mora em Roma, disse que as pessoas estão menos dispostas a dar beijos.

— As pessoas em grupos começaram a sugerir que não nos beijemos nas bochechas como saudação ou adeus — disse Nigri — Fui pega de surpresa e me chateei no começo. Mas suponho que em grupos maiores, especialmente com estranhos, faça sentido.

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