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Cooperação parlamentar é a essência do Parlamaz, afirma Socorro Neri

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Em Belém(PA),a deputada Socorro Neri(PP) participa nesta segunda-feira(7)da confraternização do Parlamaz durante a Cúpula dos Países Amazônicos. O Parlamaz é um grupo de parlamentares de 8 países integrantes do bioma amazônico que busca a melhoria da governança de conservação e desenvolvimento sustentável da região. Segundo a deputada, que preside esta reunião do Parlamaz, o grupo prioriza o intercâmbio de experiências para consolidar o exercício integral da cidadania das populações amazônicas, “com a redução das marcantes desigualdades regionais, sem ameaçar o equilíbrio ecológico no longo prazo”.

De acordo com a parlamentar, a coordenação de esforços dos países integrantes é o caminho para interromper o constante processo de degradação a que foram submetidos a floresta e sua biodiversidade bem como visa por fim às carências existentes entre os residentes da região. “Hoje nos reunimos para celebrar a institucionalização do Parlamaz em torno de um tema: o bioma Amazônia”, disse a parlamentar acreana em seu discurso, ressaltando que os esforços são mais que políticos, “mas também uma defesa da vida e do planeta”. A deputada destacou ainda que a Amazônia é responsável por regular o clima global, “influenciando o regime de chuvas, temperaturas e padrões climáticos em diferentes partes do mundo”.

Em seu pronunciamento, a representante acreana lembrou que nos últimos anos a taxa de desmatamento da Amazônia tem aumentado devido a atividades como agropecuária extensiva e predatória, exploração madeireira e garimpo ilegais. “Nossa floresta está sofrendo”,sentenciou. E enfatizou que nos últimos 6 meses do Governo Jair Bolsonaro, os alertas na Amazônia cresceram 54,1% enquanto que no Governo Lula houve queda de 42%, “indicando que as políticas ambientais retomaram os rumos acertados”. Em relação ao Acre, a deputada informou que a taxa de desmatamento foi de 17.508 km²,o que representa 3,6¢ do desmatamento total da Amazônia. Socorro Neri sublinhou ainda sua preocupação com a perda da biodiversidade, acrescentando que , “a extinção das espécies é irreversível”.

Economia Verde/Indígenas

A deputada incentivou ainda a adoção de uma economia verde, com ênfase na descarbonização das atividades humanas, com a adoção de práticas de agricultura e pecuária de baixo carbono. E reforçou ainda a necessidade de respeitar os povos indígenas e das comunidades tradicionais que habitam a região há séculos, ”garantindo sua participação efetiva nas discussões”. Por fim, Neri apontou a necessidade de financiamentos inovadores para conservar e restaurar florestas e conclamou todos os países e líderes mundiais “a se unirem em prol do bem comum e da preservação ambiental”.

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Trigo em alta: preços seguem firmes no mercado brasileiro em meio a tensões internacionais e clima adverso

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O mercado brasileiro de trigo atravessa um período de lentidão, caracterizado por negócios pontuais e preços firmes em ascensão. De acordo com especialistas do setor, os preços atuais atingiram os patamares mais elevados desde julho de 2023, influenciados por uma série de fatores tanto no cenário internacional quanto doméstico.

Um dos principais fatores que têm pressionado os preços é o clima adverso na região do Mar Negro, uma área crucial para a produção mundial de trigo. As condições climáticas desfavoráveis estão comprometendo a safra, o que impacta negativamente a oferta global. Paralelamente, as tensões entre Rússia e Ucrânia, exacerbadas pela guerra em curso, geram incertezas no mercado, dificultando o fluxo de grãos e, consequentemente, elevando os preços.

Nos Estados Unidos, a situação também é preocupante. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados recentes indicando uma piora nas condições das lavouras de trigo de inverno, o que contribui para a alta nos preços internacionais do cereal. Além disso, o custo de importação do trigo para o Brasil tem aumentado significativamente, adicionando mais pressão sobre os preços internos.

Apesar da firmeza nos preços, a demanda por trigo no mercado brasileiro mantém-se cautelosa. Muitos moinhos possuem estoques suficientes para enfrentar boa parte da entressafra, o que os torna reticentes em realizar novas compras a preços elevados.

No Paraná, principal estado produtor de trigo no Brasil, a tonelada do cereal tipo 01 é cotada em média a R$ 1.433 no FOB interior. Este valor representa um aumento de 1,9% em relação à semana passada e de 7% em comparação com o mesmo período do mês anterior.

No Rio Grande do Sul, segundo maior produtor de trigo do país, a cotação média nas principais regiões de produção é de R$ 1.345 por tonelada. Esse valor indica um aumento de 1,5% em relação à semana passada e de 3,9% quando comparado ao mesmo período do mês anterior.

Com a combinação de fatores internacionais e domésticos pressionando os preços, a expectativa é que o mercado de trigo continue firme no curto prazo. No entanto, a demanda cautelosa dos moinhos e a sazonalidade da entressafra podem introduzir alguma volatilidade nos preços nas próximas semanas. A indústria permanece atenta às dinâmicas do mercado global e aos desdobramentos internos que possam afetar a oferta e demanda do trigo no Brasil.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio brasileiro bate recorde de R$ 1 trilhão em investimentos privados

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O setor agropecuário brasileiro atingiu um marco histórico: pela primeira vez, os investimentos privados ultrapassaram a marca de R$ 1 trilhão. Segundo dados do Boletim de Finanças Privadas do Agro do Ministério da Agricultura, divulgado nesta quarta-feira (22.05), o saldo total dos principais instrumentos de financiamento privado do agronegócio chegou a R$ 1,006 trilhão em abril deste ano.

Esse resultado representa um crescimento de 22% em relação ao mesmo período de 2023, quando o saldo era de R$ 775,69 bilhões. A alta é impulsionada principalmente pelas emissões de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e Cédulas de Produto Rural (CPRs), que lideram a carteira de fomento privado ao setor.

Em abril de 2024, o estoque de LCAs atingiu R$ 469,01 bilhões, um aumento de 20% em relação a abril do ano passado. Desse total, R$ 234,5 bilhões são direcionados obrigatoriamente para financiamentos rurais na safra 2023/24, demonstrando a importância desses títulos na sustentação do crédito rural no país.

As LCAs são a principal fonte de recursos para o Plano Safra 2023/24. Dos R$ 347,2 bilhões liberados nos dez meses da temporada, mais de R$ 147 bilhões foram oriundos de captações desses títulos, quase metade do valor acessado pelos produtores no período.

As CPRs também registraram crescimento significativo, com um aumento de 39% no estoque, passando de R$ 238,8 bilhões em abril de 2023 para R$ 332,3 bilhões em abril deste ano. Apenas na safra 2023/24, foram registrados R$ 215,1 bilhões em novas CPRs.

Outro destaque do boletim é o crescimento dos Fundos de Investimentos nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagros). O patrimônio líquido dos Fiagros deu um salto de 174% em 12 meses, passando de R$ 12,8 bilhões em abril de 2023 para R$ 35 bilhões em abril deste ano. O número de fundos também cresceu, passando de 62 para 100 no período.

O aumento dos investimentos privados no agronegócio brasileiro é um indicador positivo da confiança do mercado no setor e da sua relevância para a economia do país. O crédito privado é fundamental para garantir a sustentabilidade do agronegócio e para impulsionar o seu crescimento.

Diante do cenário de restrição orçamentária e do foco em medidas para a reconstrução do Rio Grande do Sul após as chuvas e inundações que assolaram o Estado, as apostas no mercado financeiro são de que as fontes de recursos privados serão ainda mais relevantes para a próxima safra 2024/25.

Apesar da importância do crédito privado, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, tem repetido a necessidade de reforço do orçamento para equalização de juros e para ações da política agrícola, como mecanismos de apoio à comercialização.

Fonte: Pensar Agro

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Falta de arroz no estoque da Conab gera desespero e medidas equivocadas do governo, denuncia Izan Rezende

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Izan Rezende, denunciou nesta quarta-feira (22.05) a omissão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na gestão dos estoques de arroz, que resultou na necessidade de importação de um milhão de toneladas.

Veja os relatórios de estoque de arroz da Conab desde 1987, nunca faltou arroz nos armazens como nos últimos 2 anos:

Segundo Rezende, a Conab, empresa pública responsável por garantir a segurança alimentar do país, falhou em sua missão de armazenar arroz para suprir a demanda interna em momentos de crise. “A incompetência e ineficiência da gestão da Conab são as verdadeiras responsáveis pelo desespero do governo federal em importar arroz”, afirmou.

O presidente do IA ressalta que, em anos anteriores, a Conab mantinha estoques estratégicos de arroz, garantindo a regularidade do abastecimento à população. No entanto, nos últimos dois anos (2023 e 2024), a estatal negligenciou essa função crucial, deixando o país desabastecido.

VOCÊ TAMBÉM PODE CONSULTAR OS ESTOQUES DA CONAB, CLICANDO AQUI

“Essa falha da Conab gerou uma série de consequências negativas para o país”, alerta Rezende. A escassez de arroz no mercado interno provocou a especulação e o aumento de 30% nos preços do produto entre os países do Mercosul. Em um momento de crise econômica, essa alta impacta diretamente o bolso do consumidor brasileiro.

Para tentar solucionar o problema, o governo federal, em uma decisão considerada equivocada por Rezende, zerou o imposto de importação de arroz de países de fora do Mercosul até 31 de dezembro de 2024. “Essa medida, além de onerar o consumidor, prejudica ainda mais os produtores nacionais de arroz, que já estão sofrendo com a alta dos custos de produção”, critica o presidente do IA.

Diante da situação caótica, Izan Rezende cobra providências imediatas do governo federal. “É urgente que se faça uma profunda reforma na Conab, tirando os ‘Jabutis’ da gestão e profissionalizando a estatal”, defende. “Precisamos garantir que a Conab cumpra de fato seu papel de garantir a segurança alimentar do país, evitando que situações como essa se repitam no futuro”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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