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Acre

Comissão de Direitos Humanos da Aleac discute violência sexual contra crianças e adolescentes

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Na manhã desta quinta-feira (23), a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), se reuniu para tratar do Maio Laranja, mês do Combate ao Abuso e Exploração Sexual contra crianças e adolescentes no Estado. Presidida pela deputada Michelle Melo (PDT), a reunião contou com a presença de Conselheiros Tutelares do Estado.

Em seu discurso de abertura, a deputada destacou a gravidade da situação no Acre, que é o segundo estado brasileiro com a maior taxa de violência contra crianças. “Nossa intenção é falar sobre o abuso e a violência sexual que sofrem as nossas crianças e adolescentes, e trazer a realidade”, afirmou. A parlamentar ressaltou que a capital, Rio Branco, por ser a cidade mais populosa do estado, reflete essa triste realidade em maior escala, mas que o problema é disseminado por todo o Acre.

Durante o encontro, a Michelle Melo revelou dados preocupantes. “Nós temos uma taxa de violência contra as crianças, onde mais de 75% acontece com vulneráveis mesmo, aqueles que não têm condições sequer de se defender ou de pedir ajuda”. A pedetista também chamou a atenção para a subnotificação dos casos, apontando que, diariamente, cada um dos quatro Conselhos Tutelares do estado recebe, no mínimo, uma denúncia de abuso sexual. “Então, pelo menos, quatro crianças por dia, no nosso estado, chegam até vocês e fazem essa denúncia, que é subnotificada”, acrescentou.

Conselheiros denunciam graves falhas na rede de proteção contra abuso sexual infantil no Acre

Ainda durante o debate, o conselheiro tutelar, Arilson de Sá, fez um relato sobre a precariedade da rede de proteção a crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual no estado. “Em escolas, infelizmente, em alguns casos que nós recebemos das vítimas de abusos sexuais, eles são vítimas das vítimas. Então, a mãe, por algum motivo, lá atrás, foi vítima de abuso sexual e ela acha aquilo normal”, afirmou ele, enfatizando a necessidade de intervenções eficazes e apoio psicológico para romper esse ciclo de violência.

Arilson Silva expressou ainda sua frustração com a ineficácia das ações governamentais no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. “Falar sobre esse assunto deixa até a gente triste, principalmente porque a gente está na ponta todos os dias e não consegue ver resultados positivos. A gente consegue enxergar que nós estamos ladeira abaixo”, afirmou.

O conselheiro também criticou a falta de um compromisso efetivo das autoridades, ressaltando que, apesar de algumas iniciativas, “é bem pouco do que deveria ser feito”. Ele destacou a necessidade urgente de incluir a infância e a adolescência no orçamento público com verbas suficientes para assegurar a proteção adequada.

Ele sublinhou a importância de políticas de prevenção de abuso sexual nas escolas, onde muitos abusos ocorrem. “A gente precisa que as Secretarias de Educação, tanto do município quanto do estado, possam fortalecer essas políticas de prevenção de abuso sexual e assédio”, disse, apontando que os abusadores podem estar presentes tanto nas escolas quanto dentro de casa.

Em seguida, o conselheiro tutelar, Anildo Silva, trouxe à tona casos chocantes que destacam a insuficiência de recursos e infraestrutura para atender adequadamente as vítimas. Ele relatou um caso emblemático de uma criança de seis meses que sofreu abuso e veio a falecer, evidenciando a necessidade urgente de uma sala específica para o atendimento de meninos abusados sexualmente.

“Infelizmente, a maioria dos cargos da rede de proteção são políticos. Eu costumo brincar que hoje você dorme coordenador, amanhã você amanhece na rua”, criticou, apontando a rotatividade de profissionais como um dos principais obstáculos para a continuidade e eficácia do atendimento.

O conselheiro tutelar apelou às autoridades para que sejam feitas melhorias significativas na rede de proteção, sublinhando a importância de investir em políticas públicas permanentes e profissionais comprometidos. “Eu tenho dados aqui divulgados pelo Anuário Brasileiro da Segurança Pública, de 2023, referência 2022, que mostram 74.930 vítimas de abusos sexuais no Brasil”, revelou. Ele conclamou os governos estadual e municipal a aumentarem o apoio e recursos destinados ao combate da violência sexual contra crianças e adolescentes, sublinhando que apenas com um compromisso sério e investimentos substanciais será possível enfrentar essa crise.

Anildo Silva criticou ainda a abordagem superficial do Maio Laranja e a falta de apoio ao Conselho Tutelar, afirmando que “o combate ao abuso e exploração sexual é o ano inteiro”. Ele destacou a necessidade de um maior comprometimento das autoridades, sugerindo que “os gestores públicos passassem uma semana trabalhando com o Conselho Tutelar para ver a realidade”, disse Silva.

Após os relatos dos conselheiros tutelares, a deputada Michelle Melo, disse que “O próximo passo é usar a estrutura legislativa para fortalecer a luta e o combate contra o abuso sexual e a exploração sexual das crianças e dos adolescentes. Nós vamos reunir, numa audiência pública nesta casa, toda a rede que trabalha com o direito da criança e do adolescente. Também apresentaremos um projeto de lei, nós precisamos urgentemente de uma nova legislação que reforce as salvaguardas para as crianças e adolescentes”, afirmou.

Michelle Melo finalizou a reunião, parabenizando os Conselheiros Tutelares pelo trabalho incansável e essencial que realizam. “Para mim, os conselheiros atuam como Anjos da Guarda”, disse, enfatizando a importância do papel desses profissionais na proteção e apoio às vítimas de abuso.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Fotos: Ismael Medeiros 

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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No Acre, servidores do Meio Ambiente entrarão em greve dia 24

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Servidores federais de órgãos de Meio Ambiente de 11 estados, incluindo o Acre, decidiram nessa sexta-feira (14) declarar greve geral a partir do próximo dia 24 de junho.

Segundo a Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Ascema Nacional), além do Acre, a paralisação também contará com a adesão de servidores dos estados: Espírito Santo, Goiás, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

O Distrito Federal, Bahia e Santa Catarina também decidiram parar, mas a partir do dia 1º de julho. O estado do Ceará votou contra a greve.

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Acre

Motorista morre com cabeça esmagada em acidente de trânsito em Rio Branco

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Populares e Samu tentam reanimação, mas o óbito foi confirmado no local.

Na noite deste sábado (15), Romário Teixeira Martins, de 32 anos, sofreu um acidente fatal no km 1 da rodovia AC-10, conhecida como Estrada de Porto Acre, em Rio Branco.

Testemunhas relataram que Romário dirigia um carro modelo Fox, de cor preta e placa NAA-8755, em alta velocidade no sentido Porto Acre/Rio Branco. Ao passar direto em uma curva, o veículo invadiu o terreno de uma residência à margem da rodovia. No trajeto, Romário foi arremessado para fora do carro, que acabou caindo sobre ele, esmagando sua cabeça. Ele sofreu fraturas na face e exposição de massa encefálica, além de uma fratura exposta na perna, morrendo antes de receber atendimento médico.

Populares que passavam pelo local tentaram ajudar Romário. Entre os presentes, um técnico de enfermagem realizou as primeiras manobras de reanimação, mas sem sucesso. Uma ambulância de suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local, mas os socorristas só puderam atestar o óbito de Romário.

Policiais militares do Batalhão de Trânsito isolaram a área para a realização da perícia criminalística. Após os procedimentos, os auxiliares de necropsia do Instituto Médico Legal (IML) recolheram o corpo de Romário para exames cadavéricos. O veículo permaneceu no local, sob a responsabilidade da família proprietária da casa e do terreno onde o carro parou.

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Peão de rodeio pisoteado na cabeça é transferido para o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco

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Foto: WhatsApp

Um peão de rodeio, identificado pelas iniciais A.R.M., natural do município de Assis Brasil, será transferido para o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB) na capital do Acre após ser pisoteado durante um rodeio na noite deste sábado, 15, em Brasiléia.

De acordo com informações do hospital local, A.R.M. não conseguiu se segurar no animal durante a montaria, caindo e sendo pisoteado na região da cabeça. O acidente resultou em um possível trauma no lado direito, além de fratura no maxilar.

Devido os ferimentos, a equipe médica de Brasiléia decidiu transferir o peão para a capital, onde ele poderá receber cuidados médicos mais avançados e especializados no HUERB. O peão está consciente sem qualquer perigo maiores.

Um incidente semelhante teria ocorrido na sexta-feira, 14, mas não foi grave e o peão já está na ativa. Segundo a organização do evento, todos os cuidados são tomados para esse tipo de evento, onde existe uma apólice, tipo de seguro para garantir o apoio para os organizadores, atletas, vaqueiros, juízes, peões, palhaços salva vidas, madrinheiros(as) porteireiros, Staff e demais envolvidos, caso venham sofrer alguns imprevistos.

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