Família fala sobre mortes de peruanos na fronteira e pedem justiça

Gilberto "Gordo" (esquerda) chegou a se hospedar na casa de Nilo no Peru - Foto: arquivo familiar
Gilberto “Gordo” (esquerda) chegou a se hospedar na casa de Nilo no Peru – Foto: arquivo familiar

Alexandre Lima, com vídeo de Marcus José e Marquinho Filho

Durante dia desta segunda-feira, dia 13, os familiares dos peruanos Nilo Daniel Chavez Sierra (46) e seu sobrinho, Richard Becerra Chavez (33), que foram mortos na fronteira, e tiveram seus corpos encontrados na cidade de Cobija (Bolívia), foram à delegacia de Brasiléia, para conversar com o delegado e representantes dos consulados peruano nos dois países.

A visita seria para que fosse reiterado o pedido de conclusão do caso e os culpados sejam julgados perante a Justiça dos dois países e sejam ríspidos, uma vez que a morte dos dois está sendo considerada brutal. “Meu tio e primo não eram delinquentes para terem sido mortos como cachorros e jogados à beira da estrada. Queremos que a justiça boliviana e brasileira os condenem com a máxima pena”, disse Maria Nina Chaves.

Segundo os familiares, Nilo era comerciante de roupas e estaria a cerca de um ano em seu País, após ficar 10 anos na Espanha trabalhando e juntando dinheiro para montar seu próprio negócio, com exportação de roupas no Peru, Bolívia e Brasil.

Cerca de seis meses atrás, teria contratado os brasileiros Gilberto, o “Gordo”, e Manoel Júlio, conhecido em Brasiléia como ‘Pichula’, onde havia pensado que foi construído uma amizade ao ponto de usar contas correntes dos acusados para movimentar bastante dinheiro.

Em fotos disponibilizadas pelos familiares, mostra que Gilberto chegou a ficar hospedado na casa de Nilo, no Peru, por cerca de 45 dias sem que tirasse uma moeda do bolso, fato esse que indignou ainda mais os familiares.

Richard havia perdido a esposa a cerca de um ano na Espanha e tinha um filho - Foto: arquivo familiar
Richard havia perdido a esposa a cerca de um ano na Espanha e tinha um filho – Foto: arquivo familiar

Infelizmente, a confiança fora quebrada após perceber que algumas de suas mercadorias estavam sumindo, e teria descoberto que os dois estavam lhe enganando. Foi quando resolveram arranjar pessoas para lhe dar um ‘susto’, e armaram um encontro para buscar dinheiro e sacos de roupas que teriam sumido.

No dia marcado, Nilo levou seu sobrinho Richard, mas não sabia que iam de encontro à morte. Cerca de cinco dias depois, os corpos foram localizado no lado boliviano. Com investigações no lado brasileiro e boliviano, chegaram aos dois taxistas e um boliviano identificado como Kendi Alvarez Moriset (26), contratado juntamente com mais dois.

Numa coletiva no lado boliviano de Cobija, foram apresentados materiais usados, como algemas, sacos e panos manchados de sangue. Também foi dito que seria questão de tempo para chegarem aos outros dois suspeitos que ainda estão foragidos.

Um veículo modelo Chevrolet/Cobalt, placas vermelhas (taxi) NAA 7633, foi apresentado como o que teria levado as vítimas aonde estaria os bolivianos, além do modelo Toyota/Corolla, placas NAG 3889 (taxi), que teria dado suporte.

Richard, teria perdido sua esposa para um câncer na Espanha e deixou uma filha de menos de um anos de idade. No lado brasileiro, as autoridades consideram o caso fechado com a prisão dos dois taxistas.

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Boliviano preso

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Os peruanos Nilo e seu sobrinho Richard, foram mortos por asfixia com sacos na cabeça.
Os peruanos Nilo e seu sobrinho Richard, foram mortos por asfixia com sacos na cabeça.

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