O conjunto de normas do crime contém 6 páginas com 13 tópicos; o numeral 13 é em alusão ao número que dá nome a facção B13

Policiais penais realizaram uma nova operação com a meta de localizar possíveis ilícitos no presídio Evaristo de Moraes, em Sena Madureira, durante o final de semana. A ação planejada apreendeu droga e outros objetos, entretanto, o que chamou à atenção foi a localização e apreensão de uma espécie de código de conduta, denominada pelos criminosos de “cartilha do Bonde dos 13”.

O conjunto de normas do crime contém 6 páginas com 13 tópicos (o numeral 13 é em alusão ao número que dá nome a facção B13), com várias regras a serem seguidas pelos integrantes da organização criminosa. Entre os pontos especificados, estão: respeito mútuo, julgamento de possíveis agressões, questões relacionadas a dívidas de droga, abuso de poder por parte dos detentores de função na organização criminosa, calúnia, julgamento pelo tribunal do crime, e pagamento de mensalidade.

O código de conduta do crime é assinado pelo chamado conselho final do B13 e entrou em vigor no dia 27 de outubro deste ano, de acordo com o teor da cartilha redigida à mão e repleta de erros de ortografia.

O conjunto de regras encerra determinado que “todos os irmãos cumpram a risca e que todos fiquem com Deus”, apesar de prever sentença de morte em alguns casos, e vale para todo o estado do Acre, quem está preso ou em liberdade.

No item 2 que trata sobre agressão, consta que “caso a agresão ceja di natureza gravi como atentado a vida ou algo que deixe o hirmão ospitalizado, ó agressor pode ser excluído ou até mesmo decretado (morto)”, diz o texto sem correção ortográfica.

Sobre o pagamento de mensalidade, a cartilha apreendida estabelece que “todos os integrantes têm o dever e o compromisso de contribuir com uma quantia mensal para o crescimento da família”.

Estabelece regras para a convivência e comportamento entre os feccionados nos presídios, inclusive com revezamento de pedras (cama) nos dias de visitas íntimas. Confirma também a boa convivência com integrantes de facções aliadas, sendo o PCC e Ifara.

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