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CNM diz que municípios não podem pagar novo piso dos agentes de saúde

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A Confederação Nacional de Municípios (CNM) fez um alerta sobre o risco do enfraquecimento da Estratégia Saúde da Família após o Congresso Nacional retornar com o reajuste do piso salarial dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, que havia sido vetado pelo presidente Michel Temer. De acordo com a entidade, os municípios não têm recursos para bancar o aumento.

Ontem (17), o Congresso Nacional derrubou o veto ao reajuste, previsto no projeto de conversão oriundo da Medida Provisória (MP) 827/2018, aprovado em julho. No veto, o presidente Michel Temer justificou que o reajuste criava despesas obrigatórias sem estimativa de impacto orçamentário.

Agentes de saúde ajudam no combate a focos do Aedes aegypti – Tomaz Silva/Agência Brasil

O piso atual de R$ 1.014 passará a ser de R$ 1.250 em 2019 (reajuste de 23,27%); de R$ 1.400 em 2020 (+12%); e de R$ 1.550 em 2021 (+10,71%). O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação, de junho 2014, data do último reajuste, até setembro de 2018, é de 25,46%. A partir de 2022, o reajuste será anual.

O presidente da CNM, Glademir Aroldi, reconhece a importância do trabalho dos agentes de saúde e de endemias, mas disse que os municípios não têm recursos para arcar com o reajuste concedido. Segundo ele, o impacto financeiro será de R$ 9 bilhões para União e municípios, em reajuste e encargos.

“A grande maioria dos municípios está com limite de pessoal estourado, vários já atingiram 80% do orçamento com investimento em pessoal. Os gestores vão acabar diminuindo o número de pessoas na equipe [de Saúde da Família] e têm municípios que podem acabar com o programa”, argumentou. “Corre o risco de isso acontecer, sim”.

Federalização

Com a dificuldade de financiamento do programa, Aroldi propõe a federalização total do Saúde da Família, deixando a gestão local apenas como a executora das ações. “A União, ao longo dos anos, se afastou dos serviços prestados à população e, através desses programas, transferiu a responsabilidade para os municípios. Ela subfinancia esses programas e, ao longo dos últimos dez anos, acabou diminuindo o percentual de investimento em pessoal e nós, nos municípios, aumentamos consideravelmente. Isso tem machucado muito a gestão municipal”, afirmou.

O governo federal cobre 95% do pagamento do piso salarial dos agentes comunitários de saúde e de endemias, até um número máximo de agentes definido para cada município. Segundo Aroldi, hoje o país conta com 43 mil equipes de Saúde da Família com 244 mil agentes de saúde. “Também estamos preocupados com a desassistência que a população vai ter se tivermos que diminuir o número de agentes”, disse.

Previsão de impacto

De acordo com o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, se o número de agentes de saúde continuar o mesmo, o impacto fiscal do novo piso salarial será da ordem de R$ 1 bilhão em 2019, R$ 1,6 bilhão em 2020, e R$ 2,2 bilhões em 2021. A pasta não esclareceu, entretanto, como esse valor será encaixado no orçamento do próximo ano.

Em mensagem nas redes sociais, a presidente da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde (Conacs), Ilda Angélica dos Santos Correia, disse que a derrubada do veto traz dignidade para a categoria, ao garantir o reajuste do piso salarial dos agentes. “Aos prefeitos que vieram aqui dizer ‘sim’ ao veto e ‘não’ ao reajuste, quero pedir que venham para o nosso lado para que possamos dar condições dignas de saúde para o nosso povo”, disse.

Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Saúde e aguarda o retorno da assessoria.

Revisão do programa

A Estratégia Saúde da Família é o modelo prioritário de atendimento na atenção básica de saúde do Sistema Único de Saúde e é composta por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agente comunitário de saúde. Entretanto, no ano passado, o Ministério da Saúde editou uma portaria de revisão da Política Nacional de Atenção Básica, possibilitando que o governo federal financie outras equipes de atenção básica, de acordo com características e necessidades locais, desde que tenham, ao menos, médico, enfermeiro e técnico de enfermagem.

Mesmo sem a obrigatoriedade de essas equipes terem agentes comunitários de saúde, para não haver prejuízo à população que mais precisa, as áreas de risco e vulnerabilidade não sofreram com a mudança da política. Nesses locais, o número de agentes comunitários deve ser suficiente para cobrir 100% da população, sendo um agente para cada 750 pessoas, considerando critérios epidemiológicos e socioeconômicos. Os agentes comunitários de endemia também podem compor as equipes com os de saúde, integrando as ações de vigilância em saúde com atenção básica.

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São Paulo tem tabu de seis anos contra o Corinthians no Morumbi

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São Paulo e Corinthians pelo Brasileirão 2022
FOTOS: PAULO PINTO / SAOPAULOFC.NET

Tricolor não é derrotado pelo Alvinegro dentro de casa desde 2017, de lá para cá foram onze jogos com sete vitórias e quatro empates

O São Paulo enfrenta o Corinthians neste domingo (29), às 18h30 (de Brasília), com um tabu totalmente a seu favor. O Tricolor Paulista não é derrotado no Morumbi pelo rival há seis anos.

A última vez que o São Paulo saiu derrotado para o adversário dentro de casa foi em 2017. Na ocasião, as equipes disputavam o Campeonato Paulista e o Alvinegro venceu o Tricolor na semifinal do torneio. Na época, o técnico da equipe também era Rogério Ceni.

De lá para cá foram 11 partidas ao todo no Cícero Pompeu de Toledo, sendo sete vitórias do Tricolor e quatro empates.

Inclusive, pelo Paulistão do ano passado, as duas vezes que as equipes se encontraram o Tricolor saiu vitorioso, sendo o jogo da primeira fase, em que o São Paulo venceu por 1 a 0, com gol de Calleri, e o jogo da semifinal vencido por 2 a 1.

Depois, as equipes voltaram a se enfrentar pelo Brasileirão, e o jogo terminou com um empate em 1 a 1.

São Paulo e Corinthians se enfrentam neste domingo (29), às 18h30 (de Brasília), no estádio do Morumbi. A partida é válida pela quinta rodada do Campeonato Paulista.

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Botafogo vence Guarani em jogo de cinco gols e é líder do Grupo A

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Lance do jogo entre Botafogo e Guarani pelo Paulistão
THOMAZ MAROSTEGAN / GUARANI FC

Bugre chegou ao terceiro jogo seguido sem vitória no Campeonato Paulista e vê a pressão em cima de Mozart aumentar

O Botafogo fez as pazes com a vitória e assumiu a liderança do Grupo A na noite deste sábado (28), ao bater o Guarani, por 3 a 2, no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, pela sexta rodada do Campeonato Paulista.

A vitória depois de três jogos colocou o Botafogo na liderança isolada do Grupo A, com oito pontos, deixando para trás o RB Bragantino, que tem sete. Com quatro pontos, o Guarani perdeu a segunda seguida e é o terceiro colocado do Grupo B.

O jogo começou morno em Ribeirão Preto e o Guarani perdeu uma grande chance de abrir o placar com Jenison. O castigo viria aos 31 minutos. Robinho dominou na entrada da área e mandou no ângulo de Maurício Kozlinski, que se esticou todo e não conseguiu fazer a defesa.

O Bugre sentiu o gol e levou o segundo seis minutos depois. Após boa troca de passes, Robinho cruzou rasteiro e Salatiel, livre de marcação, completou de primeira. Em vantagem, o Botafogo passou a administrar a posse da bola.

O panorama não mudou muito no segundo tempo. Sentindo falta de Giovanni Augusto, o Guarani tinha muitas dificuldades para criar jogadas ofensivas. O jeito foi apostar na bola aérea, mas a zaga tricolor estava soberana. Até que, aos 30 minutos, Jamerson cruzou e Neilton diminuiu.

Mesmo não fazendo uma partida brilhante, o Botaafogo conseguiu segurar a pressão do Guarani e ainda teve tempo de marcar o terceiro gol, aos 51 minutos. Edson cruzou rasteiro e Marcos Júnior, de primeira, mandou no cantinho de Maurício Kozlinski. No minuto seguinte, Wenderson diminuiu para o Bugre, mas já era tarde demais para reagir.

Próximos jogos
O Guarani volta a campo no sábado (4), contra o RB Bragantino, às 16h, no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas. O Botafogo encara o Corinthians, no domingo (5), às 18h30, na Neo Química Arena, em São Paulo. Os jogos são válidos pela sexta rodada.

FICHA TÉCNICA
Botafogo 3 x 2 Guarani
Local: Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto (SP)
Data e horário: sábado (28), às 20h40 (de Brasília)
Árbitro: Guilherme Nunes de Santana (SP)
Auxiliares: Daniel Luis Marques (SP) e Gustavo Rodrigues de Oliveira (SP)
Árbitro de vídeo: José Claudio Rocha Filho (SP)

Gols: Robinho, aos 31’/1T, Salatiel, aos 37’/1T, e Marcos Júnior, aos 51’/2T (Botafogo); Neilton, aos 30’/2T, e Wenderson, aos 52’/2T (Guarani)

BOTAFOGO – Matheus; Thassio, Lucas Dias, Marcel e Jean Victor (Marcos Júnior); Diogo Silva, Guilherme Mantuan, Fillipe Soutto e Osman (Edson); Robinho (Gustavo Henrique) e Salatiel (Caio Dantas). Técnico: Paulo Baier.

GUARANI – Maurício Kozlinski; Diogo Mateus (Wenderson), Lucão (Filipe), Luciano Castan e Jamerson; Leandro Vilela (Alan Santos), Lima (Yago) e Richard Ríos; Bruno Michel (Neilton), Bruninho e Jenison. Técnico: Mozart.

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Pedri marca, Barcelona bate Girona e segue firme no topo do Espanhol

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OGol

O Barcelona não teve vida fácil, mas emplacou mais uma vitória no Campeonato Espanhol. Neste sábado, o time de Xavi Hernández visitou o Girona, Montilivi, sofreu com a retranca adversária, mas contou com gol solitário de Pedri para vencer por 1 a 0.

Como  resultado, a equipe blaugrana chega a 47 pontos, se mantém firme no topo e abre seis do vice-líder e rival Real Madrid, que ainda joga na rodada. Do outro lado, os albirrojos permaenecem no 12º posto, com 21.

Ferrolho albirrojo

O primeiro tempo foi marcado por um verdadeiro ataque contra defesa no Montivili. Mesmo fora de casa, o líder Barcelona impôs seu jogo, tomou conta do meio campo e passou grande parte do tempo trocando passes no setor ofensivo.

Do outro lado, entretanto, o Girona montou um verdadeiro ferrolho na intermediária e praticamente não ofereceu espaços ao Barça, que criou uma única boa oporunidade na primeira etapa.

Aos 15, após aproveitar erro na saída de bola dos mandantes, Ansu Fati roubou, apareceu com espaço para finalizar, mas parou em boa defesa de Gazzaniga, que fechou o ângulo e manteve o zero no placar.

Além de ser menos agressivo que o esperado, o time comandado por Xavi Hernández ainda sofreu com uma perda ainda antes do intervalo. Com problemas musculares, Dembélé deixou o campo e deu lugar a Pedri, que acabou por ser o personagem do jogo.

Pedri traz o alívio

No segundo tempo, o panorama seguiu o mesmo. Recuado, o Girona ofereceu campo para os blaugranas e ficou à espera do contra-ataque…a estratégia seguiu ineficiente.

Do outro lado, o Barcelona continuou com a bola no ataque e adiantou suas linhas de marcação para incomodar a saída de bola adversária. Aos 16 minutos, a postura mais agressiva dos visitantes, enfim, deu resultado.

Após mais uma bola roubada no campo de ataque, Gavi e Ansu Fati combinaram boa jogada pela esquerda e fizeram a bola chegar até Jordi Alba, que cruzou rasteiro, na medida para Pedri, que aproveitou indecisão de Gazzaniga e empurrou para o fundo das redes.

Na reta final, como era de se esperar, o Girona foi obrigado a mudar sua estratégia e foi com tudo para cima em busca do gol de empate. Aos 42, após boa jogada pela direita, Arnau cruzou na medida para Ivan Martín, que, livre de marcação, finalizou pela linha de fundo.

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