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Esporte

Campeão sob vaias: Gatlin estraga festa de Bolt e é bi dos 100m no Mundial de Londres

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Jamaicano larga muito mal e leva apenas o bronze; aos 35 anos, Gatlin se torna o campeão do mundo dos 100m mais velho da história; Coleman sela dobradinha americana

 G1

No fim das contas, Usain Bolt era humano. A expectativa por um grand finale na carreira do velocista mais vencedor de todos os tempos fez com que os holofotes ignorassem a ameaça que se desenhava. Enquanto o jamaicano se despedia, um velho conhecido apresentava suas credenciais como o maior estraga-prazeres do Mundial de Londres. Vaiado todas as vezes que pisou na pista do Estádio Olímpico de Londres, Justin Gatlin foi comendo pelas beiradas sem alardes. Quando chegou a hora, mais uma vez ignorou o público para voar na pista. Deu o troco por Pequim, quando levou a prata por apenas um centésimo. Cravou 9s92, sua melhor marca na temporada e sagrou-se bicampeão mundial dos 100m. O título anterior foi conquistado há 12 anos, em Helsinque 2005. Aos 35 anos, Gatlin agora é o mais velho a levar o ouro da prova mais rápida do atletismo.

Gatlin bate Usain Bolt e o jamaicano fica com o bronze em sua última prova individual

Gatlin bate Usain Bolt e o jamaicano fica com o bronze em sua última prova individual

Após fazer sinal de silêncio para a torcida, Gatlin reverenciou Bolt. O jamaicano, que largou muito mal e foi incapaz de se recuperar mesmo fazendo seu melhor tempo no ano (9s95), terminou em terceiro lugar. A medalha de prata foi para o novato Christian Coleman, selando a dobradinha americana com 9s94.

Após a prova, Gatlin minimizou as vaias e fez questão de exaltar novamente Usain Bolt.

– Eu procurei não focar nas vaias. Eu estava focado no que tinha que fazer. Acho que as vaias vêm por eu ser o rival de Usain. Não tive vaias em 2010, em 2011, em 2012, aqui, em 2013, 2014 ou 2015… A noite é de Usain. Ele é o cara. Me inspira a ser um competidor mais forte e rápido. Eu desejava todos os anos a ser o seu principal rival. Desenvolvemos um grande respeito entre nós. Muitas pessoas da mídia pensam que nos odiamos, mas na verdade, é o oposto. Nós fazemos piadas, vamos a festas juntos. Não tenho nada que não seja muito respeito por ele. Mesmo sendo mais velho, ele é uma grande inspiração para mim – disse Gatlin.

Bolt abraça Gatlin reconhecendo a superioridade do rival (Foto: Reuters)

O tempo desta final refletiu o que se viu ao longo de toda temporada. Os 9s92 de Gatlin são a pior marca alcançada por um campeão dos 100m desde o Mundial de Paris, em 2003. Com o revés, Bolt termina sua história na prova no mesmo patamar de outros dois grandes nomes do esporte. Carl Lewis e Maurice Greene, com três títulos cada, são, ao lado do jamaicano, os maiores vencedores da prova no evento.

– Claro que fiquei (um pouco desapontado). Se não ganho, sempre vou ficar desapontado. Mas eu sabia que se minha largada não fosse boa, seria uma corrida muito difícil e foi exatamente o que aconteceu… É difícil ficar triste. Tem toda a energia que o público me passa. Me mostram tanto amor. Então, é muito bom receber todo esse carinho – disse Bolt.

A carreira do Raio, no entanto, ainda não chegou ao fim. O jamaicano terá a chance de se redimir como último homem do revezamento 4x100m da Jamaica em busca do pentacampeonato da prova. As eliminatórias serão às 6h55 (horário de Brasília) do próximo sábado, dia 12 de agosto. Normalmente o Raio só corre as finais, mas desta vez há a expectativa sobre sua participação também nesta primeira fase. A disputa de medalhas será no próprio sábado, às 17h50. O SporTV transmite ao vivo, e o SporTV.com acompanha em Tempo Real.

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Em jogo marcado pelo excesso de cautela, México e Polônia empatam

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Ochoa impede Lewandowski de marcar em cobrança de pênalti

polônia, méxico, Copa do Catar, Copa 2022, Catar

No Estádio 974, em Doha, México e Polônia entraram em campo, nesta terça-feira (22), compreendendo que quem vencesse o duelo já poderia pensar até mesmo em ser o líder do Grupo C da Copa do Catar, justamente por causa da derrota da Argentina para a Arábia no primeiro jogo da chave.

Os mexicanos, do já lendário goleiro Ochoa, é um país que tem tradição de passar da fase de grupos, enquanto a Polônia, do artilheiro Lewandowski, não consegue avançar às oitavas de final desde a Copa de 1986 (México).

Nos primeiros minutos, muita correria, passes errados e pouca conclusão a gol. Algo normal para uma estreia, onde nenhum dos times queria se expor. Apenas aos 25 minutos do 1º tempo ocorreu uma chance clara de gol, quando Alexis Vega cabeceou e a bola passou a centímetros da trave esquerda do goleiro Szczesny. O lance animou os mexicanos e, dois minutos depois, foi a vez de Gallardo ser lançado em profundidade, trombar com o goleiro polonês e perder outra oportunidade de abrir o placar. Sánchez ainda teve uma bomba espalmada por Szczesny aos 44 minutos, mas a falta de emoção foi a tônica do primeiro período. Natural, então, que as equipes levassem o empate sem gols para os vestiários.

Na etapa complementar, logo aos 8 minutos, os poloneses pediram pênalti em Lewandowski. O árbitro australiano checou a possível falta, foi olhar no monitor do VAR (árbitro de vídeo) e concluiu que houve o puxão do zagueiro mexicano Moreno. Assim, apenas aos 11 minutos, foi cobrada a penalidade. Lewandowski bateu e Guillermo Ochoa defendeu de forma espetacular, no cantinho, reafirmando sua boa forma.

Depois disso, a partida decaiu muito em qualidade técnica. O México teve poucas chances de incomodar o goleiro Szczesny e, no máximo, Álvarez arriscou um chute de fora da área, a bola desviou na cabeça de Martín e quase surpreendeu. A Polônia, então, conseguiu ser ainda pior. O pênalti perdido teve um efeito psicológico nos atletas e o próprio Lewandowski desapareceu da partida, deixando de incomodar a defesa mexicana.

Dessa forma, com excesso de cautela, cada treinador achou que garantir um ponto na estreia já era suficiente. As alterações em massa, comuns no 2º tempo das partidas, também não fizeram efeito e a Copa do Mundo conheceu seu segundo empate em 0 a 0, desta vez diante dos cerca de 39 mil espectadores presentes no Estádio 974.

Na próxima rodada do Grupo C, no sábado (26), Polônia e Arábia Saudita medem forças a partir das 10h (horário de Brasília), enquanto México e Argentina se enfrentam a partir das 16h.

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‘É dolorido’, afirma Messi após derrota argentina contra Arábia Saudita na estreia da Copa

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Seleção albiceleste foi surpreendida pelos sauditas, mas camisa 10 argentino cobra reação de seus companheiros contra o México, na segunda rodada

ENVIADO ESPECIAL A DOHA – O silêncio e as expressões abatidas dos jogadores da Argentina revelaram o enorme desapontamento depois da inesperada derrota por 2 a 1, de virada, para a Arábia Saudita na primeira rodada da Copa do Mundo do Catar. Diante dos jornalistas, nos longos corredores da área das entrevistas do Estádio Lusail, Lionel Messi, capitão e melhor jogador argentino, foi um dos poucos jogadores a falar sobre o resultado.

“Perder para a Arábia Saudita é dolorido, mas nosso grupo tem de se manter unido, para darmos a volta à esta situação “, disse Messi, cercado por dezenas de microfones. “Precisamos manter a tranquilidade e nos prepararmos bem para os nossos dois próximos jogos na Copa”. Ele tem razão: as partidas seguintes são importantes para a Argentina. Claro, não pode nem pensar em perder.

Apesar da derrota, Lionel Messi marcou um gol de pênalti na partida contra a Arábia Saudita.

Apesar da derrota, Lionel Messi marcou um gol de pênalti na partida contra a Arábia Saudita. Foto:Alberto Estevez/EFE

Segundo Messi, um dos motivos para a derrota foi o fato de a Argentina não conseguir manter o padrão de jogo, que a fez ficar invicta durante 36 partidas seguidas – a série acabou, exatamente, contra a Arábia Saudita na estreia da Copa. Ele contou que o clima no vestiário argentino era de muita tristeza. “Não queríamos ter começado a competição desta maneira“, afirmou. “Queríamos ter vencido, somado três pontos, para termos tranquilidade para continuar na competição”.

A Argentina jogou bem no primeiro tempo, fez um gol de pênalti, teve três gols anulados pela arbitragem. Mas não soube manter esse volume e se perdeu na disposição dos sauditas. Messi também foi prejudicado pelo jogo do time, que abusou nas bolas mandadas para a área a todo tempo.

Para dar a volta por cima, Messi sugere que a seleção argentina tenha tranquilidade para ganhar o próximo compromisso contra o México que, teoricamente, é mais forte do que os sauditas. “Neste jogo contra a Arábia Saudita, a ansiedade nos atrapalhou”, relatou o camisa 10. “Desperdiçamos inúmeras oportunidades para marcarmos nosso segundo gol”, disse Messi. “Isso explica porque tivemos as situações de impedimento, que nos custaram três gols anulados”.

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Até a partida contra os mexicanos, o capitão da seleção recomenda aos seus companheiros “pensar em coisas positivas e preparar bem para um jogo que será decisivo“. Depois de ser vítima de uma das maiores surpresas em 92 anos de Copas do Mundo, Messi sabe que aos argentinos resta vencer. Ou voltar para casa mais cedo.

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Campeonato de futebol society da imprensa inicia com duelo entre Secom e TV Gazeta

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Foi dado a largada na 19ª edição do Campeonato de Futebol Society da Imprensa Acreana, na manhã deste domingo, 16 de outubro, na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB). A abertura dos jogos foi marcada pelo duelo entra as seleções da Secretaria de Comunicação (Secom) e TV Gazeta, com a emissora saindo na frente em placar de 2 a 1 sobre a Secom.

Equipe de futebol society da Secom fez a partida de estreia dos jogos da imprensa nessa edição 2022. Foto: Neto Lucena/Secom

O campeonato é coordenado pelo Sindicato dos Jornalistas do Acre (Sinjac), em parceria com a Federação da Indústria do Acre (Fieac), Prefeitura de Rio Branco e AABB. O evento estava suspenso por dois anos devido a pandemia da covid-19.

Essa edição de retorno da competição conta com seis equipes inscritas, contemplando profissionais de emissoras de TV, sites de notícias, rádios e assessorias de comunicação, conforme enumera o responsável pela Comissão de Esportes do Sinjac, Jessé Moreno da Silva, que é repórter cinematográfico.

Moreno destaca a satisfação em constatar o entusiasmo dos colegas da imprensa com o retorno da competição e os segmentos que não têm jornalistas suficiente para compor os times vão recebendo adesão de profissionais que estejam sem equipes, inclusive até de quem não está atuando no cenário.

“Tivemos êxitos em atender todos os interessados em participar da competição, que vem, sobretudo, com uma pegada de diversão e entretenimento para nós profissionais da imprensa acreana”, finalizou Jessé Moreno.

Na partida de abertura dos jogos, protagonizada pela Secom e TV Gazeta, os marcadores do placar foram, o jornalista Jefson Dourado com um gol para Secom e Gabriel Rotta que marcou dois gols, colocando a emissora à frente do placar nesse início de rodada.

Jornalista Jefson Dourado foi um dos destaques da partida, marcando o único gol para Secom. Foto: Neto Lucena/Secom

“Nossa equipe da Secom, infelizmente, não conseguiu a vitória. Saímos na frente, mas no segundo tempo perdemos o fôlego e a TV Gazeta virou o jogo. Acredito que temos potencial pra melhorar no campeonato e se classificar pra finais”, analisou Dourado.

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