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Campanha de vacinação contra HPV é prorrogada até 2026 para resgatar 7 milhões de jovens

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Estratégia nacional já aplicou 208,7 mil doses e busca aumentar cobertura entre adolescentes de 15 a 19 anos; ação atinge 5,5 mil municípios

Brasil adotou o esquema de dose única da vacina contra o HPV para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, substituindo o modelo anterior de duas doses. A mudança teve como objetivo simplificar o processo e ampliar a cobertura vacinal.

O Ministério da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia nacional de resgate vacinal contra o HPV (Papilomavírus Humano), que se encerraria em dezembro deste ano. A iniciativa visa alcançar cerca de 7 milhões de jovens de 15 a 19 anos que não foram imunizados na faixa etária indicada pelo calendário nacional.

Até o momento, a campanha resultou na aplicação de 208,7 mil doses da vacina — 91 mil em meninas e 117,7 mil em meninos. A ação abrange aproximadamente 5,5 mil municípios e prevê atuação conjunta entre União, estados e prefeituras, com foco na vacinação em escolas para ampliar a cobertura entre adolescentes e jovens.

A prorrogação reforça o compromisso do governo federal em reduzir a incidência de infecções por HPV e doenças associadas, como câncer do colo do útero, por meio do resgate vacinal. A vacina continua disponível gratuitamente no SUS para a faixa etária prioritária.

Para o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, a prorrogação do prazo é essencial para ampliar a proteção da população. Segundo ele, a medida permite que jovens que não foram vacinados entre os 9 e 14 anos possam se proteger e, ao mesmo tempo, contribui para a redução da circulação do vírus no país.

A vacina contra o HPV é considerada segura e altamente eficaz na prevenção de diversos tipos de câncer, como os de colo do útero, vulva, pênis, garganta e pescoço. A imunização está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e também é ofertada por meio de ações extramuros, realizadas em escolas, universidades, ginásios esportivos e até centros comerciais, facilitando o acesso do público jovem.

A vacina contra o HPV é mais eficaz se administrada entre 9 e 14 anos de idade, de preferência antes do início da vida sexual. Em países com esquemas de mais de uma dose, são necessárias consultas de acompanhamento para assegurar a aplicação de todas as doses necessárias da vacina contra HPV.

Para pessoas imunocomprometidas, o esquema permanece com três doses. A mesma orientação vale para usuários de PrEP entre 15 e 45 anos e para vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos.

A vacina continua disponível gratuitamente no SUS para a faixa etária prioritária. Foto: art

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Acre tem pior vacinação contra HPV do país; cobertura entre meninos não chega a 50%

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Dados de 2025 mostram estado abaixo da média nacional e do Norte; especialista aponta desinformação e hesitação vacinal como causas e pede campanhas direcionadas

Entre as dúvidas mais frequentes levantadas por pais, crianças e adolescentes, o médico destaca questões sobre segurança e eficácia. Foto: captada

O Acre apresentou, em 2025, a pior cobertura vacinal contra o papilomavírus humano (HPV) do Brasil, ficando abaixo das médias nacional e da região Norte. Entre meninos de 9 a 14 anos, apenas 49,01% foram imunizados, enquanto entre as meninas da mesma faixa etária o índice foi de 57,52% — ambos muito inferiores às médias nacionais de 73,25% e 84,94%, respectivamente.

Os dados mostram uma melhora modesta em relação a 2024, quando a cobertura masculina era de 38,17% e a feminina de 48,77%, mas o estado segue isolado na última posição do ranking nacional. Na região Norte, por exemplo, a média para meninos foi de 71,51% e para meninas, 82,91%.

O médico pediatra e imunologista Dr. Guilherme Augusto Pulici, que atua no Acre, atribui a queda a fatores como desinformação, hesitação vacinal agravada pela pandemia, fake news sobre eventos adversos e barreiras de acesso. “A literatura médica mostra que os melhores resultados foram atingidos em países que adotaram o método de imunização escolar”, destacou, defendendo campanhas educativas e maior oferta nas escolas.

O HPV é responsável por cânceres como o de colo do útero e por verrugas genitais. A vacina, disponível no SUS para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 9 a 14 anos, é considerada segura por evidências científicas robustas.

A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Dados por faixa etária (2025):
  • Meninas: Cobertura varia de 47,37% (9 anos) a 65,51% (11 anos)

  • Meninos: Cobertura varia de 41,24% (9 anos) a 55,52% (11 anos)

Em 2015, o Acre atingiu 114% de cobertura no público feminino, superando a meta com campanhas robustas. A queda drástica desde então é atribuída a:

  1. Hesitação vacinal agravada pela pandemia de Covid-19;

  2. Falta de recomendação ativa por parte de profissionais de saúde;

  3. Desinformação sobre segurança e eficácia da vacina;

  4. Barreiras socioeconômicas e geográficas no acesso.

Impacto na saúde:

A baixa imunização aumenta o risco de infecções por HPV, associadas a câncer de colo do útero, pênis, garganta e verrugas genitais. “Tem sido cada vez mais comum observar patologias relacionadas à falta de imunização em consultório”, alerta Dr. Pulici.

Desafios locais:

O especialista cita um episódio regional que abalou a confiança: casos de eventos adversos inicialmente atribuídos à vacina, depois descartados por estudos do Instituto de Psiquiatria do HC-USP.

Estratégias para reverter o cenário:
  • Retomar a vacinação em escolas, método com melhor resultado internacional;

  • Campanhas direcionadas a faixas etárias mais baixas (9–10 anos);

  • Comunicação transparente sobre segurança (vacina não causa doenças autoimunes ou neurológicas);

  • Redução das desigualdades de acesso no interior.

Posicionamento da Sesacre:

A diferença de quase 25 pontos percentuais entre a cobertura masculina no Acre (49,01%) e a média nacional (73,25%) revela uma vulnerabilidade específica dos meninos – grupo que também precisa da imunização para frear a transmissão do vírus.

Especialistas cobram um plano estadual de vacinação contra HPV com metas claras e parcerias com municípios. Enquanto isso, pais e responsáveis podem procurar a vacina gratuita no SUS em postos de saúde. Foto: captada 

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Ivan Mazzuia define programação do Tricolor antes da estreia

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Foto Sueli Rodrigues: O goleiro Rafael Bretas deve ser um dos titulares do Independência

O elenco do Independência reapresenta-se nesta segunda, 12, e inicia a reta final de treinos visando a estreia no Campeonato Estadual. O primeiro desafio do Tricolor, atual bicampeão acreano, será na quinta, 15, às 17 horas, no Tonicão, contra o Santa Cruz.

“Vamos para os detalhes finais. Teremos mais três treinamentos e a meta é conseguir montar um time competitivo para a estreia”, declarou o técnico Ivan Mazzuia.

Somente na quarta

Segundo Ivan Mazzuia, os titulares do Independência serão definidos somente após o treinamento da quarta, 14.

“Temos uma ideia da equipe, mas ainda teremos trabalhos importantes. O mais importante é chegar na estreia com uma equipe forte”, afirmou o treinador.

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Ancelmo acerta com o São Francisco e disputará o Parazão

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Foto arquivo pessoal: Ancelmo tem contrato até o fim do Campeonato Estadual

O meia Ancelmo, bicampeão Estadual pelo Independência, acertou com o São Francisco, do Pará, e vai disputar o Parazão em 2026. O atleta chega em Santarém para ser uma peça importante na equipe.

“Surgiram algumas propostas, mas retornar ao futebol do Pará é motivo de satisfação. Estamos no início do trabalho e o objetivo é realizar uma grande campanha e garantir o calendário nacional em 2027”, declarou Ancelmo.

Evoluir fisicamente

Segundo Ancelmo, os treinamentos estão intensos e o objetivo é evoluir fisicamente para o jogo de estreia.

“O primeiro desafio no Estadual será contra o Capitão Poço. Temos uma semana para treinar forte e evoluir ainda mais na parte física”, disse o meia acreano.

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