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Acre

Brasiléia aparece entre as quatro cidades acreanas que estão entre as 10 mais poluídas do Brasil

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Cidade de Brasiléia, interior do Acre – Foto: Alexandre Lima

Por Raimari Cardoso

A poluição atmosférica é uma das grandes preocupações das autoridades em saúde ao redor do mundo uma vez que a má qualidade do ar está diretamente relacionada a doenças não apenas respiratórias, mas também problemas cardiovasculares e cânceres, como o de pulmão.

É comum, quando se fala em poluição do ar no Brasil, que grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro sejam citadas como as mais problemáticas do país ou mesmo do mundo, em razão das enormes frotas de veículos automotores e indústrias que expelem na atmosfera todos os tipos de resíduos poluentes.

No entanto, dados disponibilizados na internet pelo IQ AirVisual, um grupo baseado na Suíça que coordena a maior plataforma global de informações sobre a qualidade do ar, essas capitais não atingem o primeiro lugar no ranking de municípios com o ar mais poluído do Brasil.

De acordo com o Relatório Mundial de Qualidade do Ar de 2022 do IQ AirVisual, que apresenta dados de qualidade do ar de 7.323 cidades em 131 países, regiões e territórios, a cidade com o ar mais poluído no Brasil é Acrelândia, no Acre, com pouco mais de 15 mil e 700 habitantes.

Por que cidades acreanas estão entre as mais poluídas do Brasil?

Para classificar os municípios mais poluídos, o relatório da IQ AirVisual utiliza a média anual de PM2.5 presentes no ar, que são medidos em unidades de microgramas por metro cúbico (μg/m3). A cidade de Acrelândia registrou uma média de 23,3 μg/m3 de PM2.5 em 2022.

De acordo com as diretrizes de qualidade do ar da OMS, a concentração segura das partículas no ar devem ser iguais ou inferiores à 5 μg/m3. Ou seja, a média anual de material particulado no ar de Acrelândia é quase cinco vezes o valor apontado pela OMS.

Por estar em região de bioma Amazônico, o relatório aponta a destruição de áreas de floresta, com desmatamento e queimadas, para transformação em pasto e outros usos da terra como os principais fatores para a poluição do ar.

A pesquisadora Sonaira Silva, do Campus Floresta da Universidade Federal do Acre (Ufac), diz que, mesmo sem ter tido conhecimento do estudo, uma possível explicação para Acrelândia aparecer nessa posição pode ser a proximidade com os municípios vizinhos do Amazonas e de Rondônia, que estão desmatando muito atualmente. “Provavelmente é por aí, não duvido”, disse.

Essa também pode ser a explicação para a qualidade do ar das cidades que seguem Acrelândia no ranking. Em segundo e terceiro lugar do relatório de 2022 da IQ estão, respectivamente, Porto Velho, a capital da Rondônia, com uma média anual de 20,2 μg/m3 de PM 2.5; e Senador Guiomard, também no Acre, cuja média anual de PM2.5 em 2022 foi de 18,7 μg/m3.

Chama a atenção que Rio Branco, Brasiléia e Feijó, outras três cidades acreanas estejam no topo desse ranking, com 18,2 μg/m3, 17,6 μg/m3 e 15,7 μg/m3, respectivamente. São Paulo e Rio de Janeiro aparecem na classificação em 20º e 30º lugar concomitantemente.

Com informações da Revista National Geographic Brasil.

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Acre

Obras da Ponte da Sibéria, em Xapuri, entram na fase de montagem de treliças

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Projeto tem um orçamento superior a R$ 40 milhões, dos quais mais de R$ 15 milhões são provenientes de recursos próprios do governo estadual, enquanto R$ 25 milhões são fruto de emenda parlamentar do senador Márcio Bittar.

De Xapuri – Raimare Cardoso com Marcus José

A cidade de Xapuri, no Acre, 189km distante da capital, Rio Branco, começa a mudar sua paisagem como nunca aconteceu em mais de cem anos. A modificação é ocasionada por uma obra de dimensões inimagináveis, e até certo ponto inesperada, a construção da ponte sobre o rio Acre, ligando a histórica cidade velha ao outro lado, onde moram centenas de pessoas numa localidade chamada Sibéria, submetidas ao infortúnio de não ter acesso livre ao lado mais avançado daquilo que era para ser a mesma cidade. Sem contar que ali é o ponto de partida de ramais que dão acesso a comunidades produtoras de alimentos e a famílias que habitam em parte da Reserva Chico Mendes, uma das maiores áreas de proteção ambiental do mundo.

O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), anunciou nesta terça-feira, 18, que deu mais um passo na construção da Ponte da Sibéria, em Xapuri.

A nova fase das obras, segundo a Agência de Notícias do Acre, marca o início da montagem das treliças de avanço dos apoios para execução das aduelas da ponte, que está programada para ser concluída no segundo semestre.

Na primeira etapa dos serviços, a equipe do Consórcio Rio Acre, vencedor da licitação, finalizou a construção dos pilares da ponte, que terá 363,8 m de extensão.

A presidente do Deracre, Sula Ximenes, diz que as fases mais difíceis da obra já foram superadas. Segundo ela, pela demanda histórica que possui, a obra tem um significado especial para o governador Gladson Cameli.

“O governo está comprometido na finalização dessa obra, que já superou as fases mais difíceis. Chegar a essa etapa, não só valida os nossos esforços, mas também reafirma a nossa dedicação em cumprir com a promessa feita pelo governador Gladson Cameli à população”, afirmou.

O projeto tem um orçamento superior a R$ 40 milhões, dos quais mais de R$ 15 milhões são provenientes de recursos próprios do governo estadual, enquanto R$ 25 milhões são fruto de emenda parlamentar do senador Márcio Bittar.

A obra tem gerado emprego e renda para a população de Xapuri e o Deracre segue acompanhando de perto o progresso das obras para garantir que a infraestrutura da cidade e o bem-estar das pessoas sejam priorizados.

A estrutura da ponte conta com rampas de acesso que conectarão o centro de Xapuri ao bairro Sibéria. Após concluída, a ponte proporcionará mais mobilidade e segurança para cerca de 20 mil moradores.

Enquanto não liga a velha cidade ao bairro Sibéria, a obra da ponte vai agitando a economia de Xapuri

Além da beleza visual e da importância da ponte, a obra tem gerado emprego e renda. Em seu auge, asseguram os técnicos, pelo menos 200 xapurienses vem trabalhando com empregos diretos. A construção mudou o dia-dia da Princesinha do Acre, há máquinas muita gente trabalhando, muito natural em uma obra de grande vulto, mas a esperança enche os corações de uma população que vive apenas de sua história, com seus casarões seculares e o nome de seus heróis da terra que apaixona o mundo.

Governador em uma de suas agendas, em junho de 2022, antes da licitação da obra em Xapuri; parte da população ainda não acreditava que Gladson faria a ponte.

A ponte ligando Xapuri velha a Sibéria, cuja construção iniciou impulsionando a economia local, é a quebra de uma pasmaceira que dura ao menos um século. Desde que se impôs como a “capital” de uma rede de seringais altamente produtivos, no primeiro e no segundo ciclo da borracha, final do século XIX e início do XX, Xapuri tem uma paisagem só, com pouquíssima mudança em sua infraestrutura. Nunca passou por grandes reparos estruturais. Exceto os cuidados de um ou outro prefeito com alguns prédios históricos, como a sede da intendência boliviana e a casa onde morou o sindicalista Chico Mendes, Xapuri é a mesma desde quando foi apelidada de “Cidade Luz” e depois “Princesinha do Acre”, no início do século passado. Tem as mesmas ruas e a mesma configuração habitacional.

A paisagem está sendo modificada de forma impressionante, à medida que a obra vai avançando, desde seu início, em março (2022), passado. A avenida, que cruza a cidade com duas vias, vai chegar agora a margem do rio Acre, colocando fim a um isolamento centenário entre um mesmo povo, ligando a histórica cidade velha ao outro lado, onde moram centenas de pessoas numa localidade chamada Sibéria.

Ponte da Sibéria vem enchendo a “princesinha do Acre” de esperança e já modificou a paisagem da cidade

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Acre

Afonso Fernandes defende importância da Rota Quadrante Rondon em discurso na Aleac

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Em sessão realizada na manhã desta quarta-feira (19) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Afonso Fernandes (PL) fez um discurso destacando sua participação no primeiro Fórum de Deputados e Deputadas Estaduais da Amazônia Legal, em Brasília, e a importância do Quadrante Rondon para o desenvolvimento do Estado.

Fernandes iniciou seu discurso agradecendo à mesa diretora da Assembleia Legislativa pela oportunidade de participar do fórum, mencionando a relevância do evento. “Quero aqui agradecer à Mesa Diretora, na pessoa do presidente Luiz Gonzaga e primeiro-secretário, Nicolau Júnior, por entenderem a importância desse evento, e lá estarmos com uma boa representatividade”, afirmou.

O deputado destacou três pontos principais discutidos no fórum: a ligação da rota bioceânica, a questão das regulações fundiárias, e a construção de habitações no Acre. Ele se concentrou especialmente na rota bioceânica, conhecida como Quadrante Rondon, que integra o estado do Acre na rota número 3 de cinco rotas de integração sul-americana. 

“A ligação da rota bioceânica, a questão das regulações fundiárias, que é um tema que vou abordar na próxima semana, e também a questão da construção de habitações do nosso Estado”, disse.

Fernandes explicou que a conclusão das rotas tem sido discutida ao longo dos anos, mas destacou a importância do recente apoio do governo federal para concretizar esses projetos. “É importante dizer que em maio de 2023, houve uma reunião em Brasília, onde esteve boa parte da nossa bancada, e por determinação do presidente Lula, foi montado um comitê que hoje inclui o Ministério do Planejamento e o Ministério da Fazenda”, relatou.

Apesar do avanço na implementação da rota número 3, Fernandes apontou a necessidade de ajustes e a inclusão de toda a região do Acre, não apenas o Alto e Baixo Acre. Ele propôs a criação de uma rota ligando Mâncio Lima a Pucallpa, no Peru, para integrar também o Juruá. “Qual foi a nossa proposta, deputada Maria Antônia? Que se dê uma atenção à ligação de dessas duas cidades, no Peru, uma rota de 210 quilômetros”, sugeriu.

Fernandes também ressaltou a importância dessa nova rota para o desenvolvimento do Acre, reduzindo em até 800 quilômetros a trajetória da rota 3 e facilitando o transporte por uma planície, ao invés de uma região íngreme. “Com isso, conseguimos trazer esse desenvolvimento para todo o Estado do Acre, Alto Acre, Baixo Acre e Juruá”, enfatizou.

Ele destacou ainda, a importância da rota bioceânica para a exportação brasileira, diminuindo significativamente o tempo de transporte para a Ásia, Europa e América. “Se vocês tiverem uma ideia, essa rota sendo concluída, vai diminuir de 15 a 16 dias o trajeto de embarcações para levar essas produções”, explicou, mostrando slides para ilustrar o impacto positivo da rota.

Para concluir, Fernandes fez um apelo para que a bancada estadual e federal do Acre mantenha um olhar atento e apoio contínuo ao projeto. “Então, é preciso que se tenha um olhar, não só da nossa bancada estadual, mas de toda a nossa bancada federal para isso”, disse, reiterando a importância de unir esforços para concretizar esses projetos de infraestrutura que beneficiarão todo o estado.

Texto: Andressa Oliveira

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Desembargador Júnior Alberto realiza reunião para troca de experiências com TJTO

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No encontro, tratou-se sobre o sistema Eproc e o fluxo de trabalho estabelecido no Judiciário tocantinense

O ouvidor do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Júnior Alberto, e seus assessores realizaram, virtualmente, na manhã desta quarta-feira, 19, uma reunião com os servidores do gabinete do desembargador João Rigo, do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO).

O encontro teve como objetivo a troca de experiências. Dentre os assuntos abordados estavam o sistema Eproc, já implementado no Judiciário tocantinense, e o fluxo de trabalho instituído no TJTO, para conferir celeridade aos processos e demais serviços jurisdicionais.

Na reunião, a chefe de gabinete do desembargador João Rigo, Kênia de Oliveira, ressaltou as múltiplas funcionalidades do sistema Eproc, por exemplo, a produção de minutas padronizadas. De acordo com ela, a padronização oportuniza um trabalho mais uniforme entre todos os membros, bem como maior agilidade processual.

Por fim, o desembargador Júnior Alberto destacou que a administração do Poder Judiciário acreano avança na implantação do mesmo sistema processual eletrônico. Além disso, agradeceu a disposição dos servidores do TJTO em dialogar e elucidar sobre o fluxo jurisdicional da Justiça tocantinense.   

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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