Vinte presos fugiram da unidade em dezembro, após fazerem buraco na laje do Pavilhão D, onde estavam. Outros quatro presos foram recapturados no mesmo dia.

Quatro presos foram recapturados ainda em dezembro, no mesmo dia da fuga (11), em mata próxima à cidade (Foto: Carlos Lima/Arquivo Pessoal )
Por Karolini Oliveira, G1 AC, Rio Branco

Dezesseis detentos que fugiram da unidade prisional Moacir Prado, em Tarauacá, continuam foragidos após 24 dias. O diretor da unidade, Francisco Edir Oliveira, disse que as buscas continuam e a população pode entrar em contato com a polícia se tiver qualquer informação sobre os detentos.

No total, 20 presos fugiram da unidade em dezembro, após fazerem buraco na laje do Pavilhão D, onde estavam. Quatro deles foram recapturados no mesmo dia.

Em entrevista concedida ao G1 no dia do ocorrido, o diretor-presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC), Aberson Carvalho, disse que os presos fugiram pela parte de trás do local, onde o muro estava sendo reconstruído.

O diretor da unidade confirmou que obras estão sendo feitas no local e, segundo ele, devem ser concluídas até o final do ano a reconstrução do muro, de mais um bloco prisional e uma parte para o setor administrativo.

“É um projeto grande e começou há pouco mais de um mês. A empresa que foi contratada deu um prazo de até oito meses para terminar mas, como estamos no período do inverno, pode ser que esse serviço se estenda mais um pouco”, explica.

Oliveira acrescentou que, também durante as obras na unidade, os servidores estão em alerta para a tentativa de novas fugas. “Todo mundo está em alerta para que outro fato assim não se repita”, ressalta.

O diretor falou ainda que fez alerta aos municípios vizinhos sobre os presos e que qualquer pessoa que tiver informações sobre um dos detentos pode entrar em contato com a polícia ou qualquer outro órgão da segurança pública.

Ainda de acordo com Oliveira, os presos recapturados podem sofrer processo administrativo e um aumento na pena de até seis meses. “Eles retornam ao presídio, pegam falta disciplinar, respondem a um processo administrativo e, se pegarem falta grave e forem condenados, aumenta até seis meses na pena”, finaliza.

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