Vítima do disparo já foi ouvida. Polícia aguarda laudo pericial para encaminhar documento ao judiciário.

Jovem atingido com tiro acidental por policial federal no AC teve fratura em duas vértebras — Foto: Arquivo pessoal
Por Alcinete Gadelha, G1 AC

A Polícia Civil ainda aguarda o resultado do laudo pericial para concluir o inquérito que investiga o tiro acidental que partiu da arma de um policial federal e atingiu o jovem Mateus Bernardo, de 20 anos, durante briga em uma festa em Epitaciolândia.

“O rapaz já foi ouvido na última semana e estamos aguardando ainda o resultado da perícia. Ele [ o inquérito] está em fase de conclusão. A vítima já foi ouvida e estamos só aguardando o laudo pericial”, informou o delegado Luis Tonini, que investiga o caso.

Tanto o jovem quanto o policial não estavam envolvidos na confusão generalizada, mas o policial, ao tentar apartar a briga, acabou disparando e o tiro que atingiu Bernardo. O caso ocorreu em novembro do ano passado.

O jovem teve fratura em duas vértebras, passou pelo menos sete dias internado e recebeu alta. O delegado informou que o policial federal deve ser responsabilizado, mas que não vai responder por tentativa de homicídio.

“Em relação aos fatos, existe uma responsabilidade do policial federal em relação ao uso da arma e da lesão provocada. Mas, ele não vai responder por tentativa de homicídio, só pelos fatos provocados que foi a lesão sofrida [por Mateus Bernardo].

Relembre o caso

Mateus foi atingido pelo disparo durante uma briga em uma casa noturna de Epitaciolândia. De acordo com a polícia, várias pessoas se envolveram em uma confusão generalizada, que se estendeu para fora do ambiente.

Informações das polícias Militar e Civil dizem que nem o jovem e nem o policial estavam envolvidos na briga. O agente federal, que não teve o nome divulgado, foi tentar apartar e acabou disparando a arma acidentalmente.

Um dia depois do incidente, a Polícia Federal encaminhou nota dizendo que a arma do agente foi apreendida e que a investigação deve correr na Polícia Civil, uma vez que o policial não estava a serviço.

Comentários