A agência havia interrompido os testes após ser informada de que um “evento adverso grave” com um dos voluntários. Mas, conforme apuração da CNN, o voluntário cometeu suicídio. O fato, portanto, não estaria ligado à segurança da vacina.

ANVISA entende que tem subsídios suficientes para permitir a retomada da vacinação e segue acompanhando a investigação do desfecho do caso para que seja definida a possível relação de causalidade entre o EAG inesperado e a vacina
Por Raquel Landim, CNN

Depois da controvérsia de ontem, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a retomada dos testes da coronavac, vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac e pelo Instituto Butantan.

“Após avaliar os novos dados apresentados pelo patrocinador depois da suspensão do estudo, a ANVISA entende que tem subsídios suficientes para permitir a retomada da vacinação e segue acompanhando a investigação do desfecho do caso para que seja definida a possível relação de causalidade entre o EAG inesperado e a vacina”, informou a Anvisa por meio de nota.

A agência havia interrompido os testes após ser informada de que um “evento adverso grave” com um dos voluntários. Os dados são sigiliosos, mas, conforme apuração da CNN, o voluntário cometeu suicídio. O fato, portanto, não estaria ligado à segurança da vacina.

Ao responder a um seguidor nas redes sociais que perguntou sobre a segurança da coronavac, o presidente Jair Bolsonaro provocou polêmica dizendo que ele havia “ganhado mais uma” e “essa era a vacina que o governador Doria queria obrigar os paulistas a tomar”.

O governador de São Paulo, João Doria, é um desafeto político do presidente e um possível adversário nas eleições presidenciais de 2022.

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