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Anemia por deficiência de ferro: entenda diagnóstico de Bolsonaro
Ex-presidente foi submetido a exames laboratoriais e de imagem no domingo (14)

Bolsonaro deixa o hospital após procedimento na pele • CNN Brasil
O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi diagnosticado com um quadro de anemia por deficiência de ferro, segundo boletim médico divulgado no domingo (14). Também chamada de anemia ferropriva, a condição é caracterizada pela produção insuficiente de glóbulos vermelhos saudáveis no sangue.
Como o próprio nome sugere, esse tipo de anemia é causada pela insuficiência de ferro, o que dificulta a produção suficiente de glóbulos vermelhos, células sanguíneas responsáveis pelo transporte de oxigênio. Consequentemente, a condição leva a sintomas como cansaço e falta de ar.
Segundo o Manual MSD, referência médica publicada pela farmacêutica Merk & Co., a deficiência de ferro é uma das causas mais comuns de anemia e a perda de sangue é um dos principais fatores que levam à falta do mineral em adultos. Geralmente, a condição pode estar relacionada ao fluxo menstrual excessivo, em pessoas que menstruam, ou à hemorragia no trato digestivo.
Outro fator relacionado à deficiência de ferro é a alimentação ou a má absorção de ferro pelo trato digestivo, o que pode ser causado por diferentes distúrbios, incluindo a doença celíaca.
Sintomas de anemia por deficiência de ferro
Os sintomas da anemia ferropriva tendem a surgir de forma gradual e são semelhantes a outros tipos de anemia. Segundo a Mayo Clinic, hospital de referência nos Estados Unidos, os sinais e sintomas incluem:
- Fadiga extrema;
- Fraqueza;
- Palidez;
- Falta de ar;
- Tontura ou vertigem;
- Dor de cabeça;
- Unhas quebradiças;
- Inchaço ou dor na língua;
- Desejos incomuns por substâncias não nutritivas, como gelo, terra ou amido;
- Falta de apetite;
- Mãos e pés frios.
O diagnóstico de anemia ferropriva é feito por meio de exame de sangue, principalmente a medição de ferritina (uma proteína que armazena o ferro). Um nível baixo de ferritina indica deficiência de ferro.
Como é feito o tratamento?
O tratamento da anemia por deficiência de ferro pode envolver o uso de suplementos com esse mineral, além de ajustes na dieta para aumentar a ingestão do nutriente.
Além disso, quando a causa da anemia está relacionada a hemorragias, é preciso localizar sua origem e estancá-la. A suplementação pode ser feita em seguida.
Se não tratada adequadamente, a anemia ferropriva pode levar a problemas cardíacos, como arritmias, afetar o crescimento de crianças e bebês e, em gestantes, aumentar o risco de partos prematuros e bebês com baixo nascimento ao nascer.
Prevenção
Segundo a Mayo Clinic, é possível prevenir a deficiência de ferro através da alimentação, incluindo na dieta alimentos como:
- Carne vermelha;
- Frutos-do-mar;
- Feijão;
- Vegetais verde-escuros, como espinafre;
- Frutas secas;
- Cereais, pães e massas enriquecidas com ferro;
- Ervilhas.
Alimentos ricos em vitamina C também ajudam a aumentar a absorção de ferro pelo corpo. É o caso de:
- Suco de laranja;
- Brócolis;
- Kiwi;
- Melão;
- Folhas verdes;
- Pimentas;
- Morango;
- Tangerina;
- Tomate.
Fonte: CNN
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Polícia Federal apreende 613 kg de cocaína em galpão de empresa de fachada em Blumenau
Droga estava escondida em bunker subterrâneo e seria enviada à Europa; um homem foi preso e investigação aponta ligação com cidadãos britânicos procurados internacionalmente

Cocaína estava armazenada em um bunker de empresa de fachada em Blumenau. Fot: captada
A Polícia Federal (PF) apreendeu 613 quilos de cocaína durante uma operação de combate ao tráfico internacional de drogas em Blumenau, no Vale do Itajaí (SC). A ação contou com apoio da Polícia Militar de Santa Catarina e resultou na prisão de um homem suspeito de integrar a organização criminosa.
A droga estava escondida em um bunker no subsolo de um galpão pertencente a uma empresa de exportação de ligas metálicas, que funcionava como fachada para o esquema. Segundo as investigações, o local era usado para o preparo e armazenamento da cocaína antes do envio para a Europa.
Durante a operação, a PF também cumpriu um mandado de busca em um endereço residencial em Florianópolis ligado ao suspeito, onde foram apreendidos veículos, embarcações, joias e documentos. O inquérito aponta a existência de uma estrutura criminosa internacional com base em Santa Catarina, que contava com suporte logístico de brasileiros e liderança de cidadãos britânicos com histórico de tráfico na Inglaterra e procurados internacionalmente.
A investigação continua para identificar outros integrantes do esquema, que já tinha rotas estabelecidas para o narcotráfico transatlântico.
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Exame toxicológico para primeira CNH é vetado pelo governo federal
Medida que exigia resultado negativo para condutores de motos e carros foi rejeitada com argumento de aumento de custos e risco de mais pessoas dirigirem sem habilitação; novas regras do Contran para tirar CNH sem autoescola, no entanto, podem alterar contexto

Na justificativa do veto, o governo argumentou que a exigência aumentaria os custos para tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e poderia influenciar na decisão de mais pessoas dirigirem sem habilitação. Foto: captada
O governo federal vetou a exigência de exame toxicológico para obter a primeira habilitação nas categorias A (motos) e B (carros de passeio). A medida, que seria incluída no Código de Trânsito Brasileiro, foi rejeitada com a justificativa de que aumentaria os custos para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e poderia incentivar mais pessoas a dirigirem sem a documentação obrigatória.
O veto, no entanto, pode ter perdido parte de sua sustentação após o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) editar resolução que permite a retirada da CNH sem a obrigatoriedade de cursar autoescola, reduzindo significativamente o custo total do processo de habilitação.
Outro ponto do projeto que virou lei, e também relacionado aos exames toxicológicos, permite que clínicas médicas de aptidão física e mental instalem postos de coleta laboratorial em suas dependências — desde que contratem um laboratório credenciado pela Senatran para realizar o exame. O governo também vetou esse artigo, alegando riscos à cadeia de custódia do material, o que poderia comprometer a confiabilidade dos resultados e facilitar a venda casada de serviços(exame físico e toxicológico no mesmo local).
As decisões refletem um debate entre a busca por maior segurança no trânsito — com a triagem de possíveis usuários de substâncias psicoativas — e o impacto financeiro e logístico das novas exigências para os futuros condutores.
Assinatura eletrônica
O terceiro item a ser incluído na lei é o que permite o uso de assinatura eletrônica avançada em contratos de compra e venda de veículos, contanto que a plataforma de assinatura seja homologada pela Senatran ou pelos Detrans, conforme regulamentação do Contran.
A justificativa do governo para vetar o trecho foi que isso permitiria a fragmentação da infraestrutura de provedores de assinatura eletrônica, o que poderia gerar potencial insegurança jurídica diante da disparidade de sua aplicação perante diferentes entes federativos.
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Caixa de som que ficou três meses no mar é achada intacta e funcionando no litoral gaúcho
Equipamento JBL, resistente à água, foi encontrado na Praia do Hermenegildo após provavelmente cair de um navio a 300 km dali; aparelho ligou normalmente

A caixa de som, projetada para ser resistente à água, sobreviveu à corrosão salina por todo esse período. Ao ser ligada, o equipamento funcionou normalmente. Foto: captada
Uma caixa de som à prova d’água da marca JBL passou cerca de três meses no mar e foi encontrada intacta e ainda funcionando na Praia do Hermenegildo, no extremo sul do estado. A descoberta foi feita por um morador que passeava de quadriciclo na orla na última segunda-feira (30) e avistou o equipamento entre algas e areia.
Acredita-se que a caixa tenha caído de um container durante um transporte marítimo em agosto, próximo à Praia de São José do Norte, a cerca de 300 quilômetros dali. Apesar do longo período submerso e da exposição à água salgada, que acelera a corrosão, o aparelho resistiu e ligou normalmente quando testado.
O caso chamou atenção pela durabilidade do produto, projetado para ser resistente à água, e pela jornada incomum — percorrer centenas de quilômetros à deriva no oceano e ainda chegar em condições de uso à costa gaúcha. A situação virou uma curiosidade local e um exemplo inusitado de “sobrevivência” tecnológica.

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