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Analistas crêem que cenário político real vem depois do Carnaval; Alan perderá o conforto e Senado consolidará segundo
O cenário atual tem uma paisagem imexível: a direita e centro-direita, mesmo com divisões internas, dificilmente darão fôlego a uma terceira via ou ao campo progressista

A grande comparação a ser feita é com o pleito de 2022: se Gladson venceu no primeiro turno com 56,64% dos votos, a fragmentação atual sugere que a sucessão de 2026 dificilmente se resolverá sem um segundo turno. Foto: captada
Redação AcreNews
O Acre tem um analista político para cada esquina e, apesar de tudo, não dá pra dispensar tudo o que se fala. A razão é simples: o que a maioria prevê é muito parecido com a opinião de gente profissional, como comunicadores políticos e gente com mandato. A maioria acredita, por exemplo, que o verdadeiro cenário político vai se revelar ainda esse mês de fevereiro, sobretudo após o Carnaval. O eleitor estará mais disposto a responder a verdade nas pesquisas.
É provável que em outubro tenhamos poucas surpresas. Em relação à disputa pelo Governo, o que deve acontecer é o senador Alan Rick (Republicanos) passar a ser seguido mais de perto, deixando a zona de conforto sob a qual vem há dois anos. O cenário atual tem uma paisagem imexível: a direita e centro-direita, mesmo com divisões internas, dificilmente darão fôlego a uma terceira via ou ao campo progressista.
Os números para o Governo As pesquisas de intenção de voto realizadas na virada do ano consolidam o senador Alan Rick como o nome a ser batido. Com índices que flutuam entre 40% e 44% nas sondagens estimuladas, Rick capitaliza sua forte presença nas redes sociais e sua base conservadora. Seus principais desafiantes, no momento, lutam para romper a barreira dos 30%:
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Tião Bocalom (PL): O prefeito de Rio Branco aparece com cerca de 24%, tentando nacionalizar a disputa com o apoio da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Mailza Assis (PP): A atual vice-governadora, que deve assumir o comando do estado em abril — caso Gladson renuncie para concorrer ao Senado —, soma aproximadamente 15% a 18%. Sua força reside na máquina estatal e no apoio direto de Cameli.
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Thor Dantas (PSB): Representando a esquerda, o médico infectologista aparece com 5%, buscando unificar o campo progressista em torno de uma pauta social.
Senado: Um “campo de guerra” entre caciques Se o governo parece ter um favorito, o Senado é um “campo de guerra” entre caciques. Em 2026, o Acre renovará duas cadeiras, e o governador Gladson Cameli lidera a corrida com folga, registrando 42% de preferência em alguns cenários. Gladson aposta na alta aprovação da sua pessoa.
A “segundona” é disputada por:
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Marcio Bittar: Pré-candidato à reeleição, detém 24% das intenções.
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Jorge Viana: Principal nome da oposição, flutua entre 17% e 24%.
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Jéssica Sales: Nome forte no Juruá, mantém média de 14%.
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Mara Rocha: Sempre um nome forte no Vale do Acre.
Projeções finais
O panorama revela um Acre profundamente alinhado ao conservadorismo, onde a disputa interna da direita — entre a aliança de Alan Rick e o PP de Gladson/Mailza — definirá o tom da campanha. A grande comparação a ser feita é com o pleito de 2022: se Gladson venceu no primeiro turno com 56,64% dos votos, a fragmentação atual sugere que a sucessão de 2026 dificilmente se resolverá sem um segundo turno.
A projeção para os próximos meses indica que a “janela partidária” e a desincompatibilização de Gladson em abril serão os catalisadores para novas alianças. Se Alan Rick mantiver o fôlego, o desafio de Mailza será provar que a “continuidade” é mais segura que a “renovação” personificada pelo senador e pastor Alan Rick.
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Motoristas são flagrados pela PRF a mais de 150 km/h na BR-060. Vídeo

Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagraram neste sábado (14/2) veículos a mais de 150 km/h na BR-060, em Goiás. Os registros foram feitos no primeiro dia de trabalho da Operação Carnaval 2026, que fiscalizará rodovias de todo o país até o próximo dia 18/2.
Segundo a PRF, os maiores registros de velocidade foram observados no km 50 da BR-060, que fica próximo de Anápolis (GO). A verificação ocorreu por meio de radares móveis.
Policiais rodoviários federais classificaram as ocorrências como um “festival de velocidade”. De acordo com a corporação, todos os motoristas que foram “flagrados acima do limite permitido serão autuados”.
A Polícia Rodoviária Federal também cobrou “prudência” dos motoristas e alertou que a fiscalização das rodovias será “intensificada durante todo o feriado prolongado em todas as BRs que cortam o estado de Goiás”.
Operação Carnaval
A Operação Carnaval 2026 começou nessa sexta-feira (13/2). Até a próxima quarta (18/2), agentes da PRF vão intensificar o monitoramento e a fiscalização nas rodovias federais.
“A PRF trabalha com a expectativa de grande movimento nos corredores rodoviários que levam aos destinos mais procurados no Carnaval, como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco, Paraíba e Ceará”, informou a corporação.
Em 2025, mais de 3,5 milhões de testes de alcoolemia foram aplicados pela PRF nas rodovias do país. A fiscalização resultou na autuação de mais de 9 mil motoristas e foram notificados 43 mil pessoas por recusarem o teste do etilômetro.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Tragédia em Itumbiara: cartas falsas de mãe circulam nas redes sociais

Em meio à repercussão do caso que chocou Itumbiara, em Goiás, cartas falsas atribuídas a Sarah Tinoco Araújo começaram a circular nas redes sociais. A mulher é mãe das crianças mortas pelo pai, o secretário Thales Machado. As mensagens, escritas em tom emocional, não foram divulgadas oficialmente pela família.
Os textos falsos são apresentados como desabafo da mãe das crianças, relatando dor e saudade. No entanto, fontes na prefeitura da cidade confirmaram ao Metrópoles que os relatos não foram escritos por Sarah, que até o momento não se manifestou publicamente.
As cartas foram publicadas em perfis falsos atribuídos a Sarah criados nas redes sociais.
O caso
O filho mais velho, Miguel Araújo Machado, de 12 anos, chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Municipal Modesto de Cravalho (HMMC), mas não resistiu. Já Benício Araújo, de 8 anos, estava internado em estado gravíssimo, mas morreu na tarde dessa sexta-feira (13/2).
Em carta de despedida, publicada numa rede social, Thales pediu desculpas a familiares e amigos pelo crime, afirmou que enfrentava dificuldades no casamento e relatou ter descoberto uma suposta traição da esposa. A mãe dos garotos estava em viagem a São Paulo no momento da tragédia familiar.
Horas antes de atirar contra os filhos e tirar a própria vida, Thales fez publicação com declarações de amor. “Que Deus abençoe sempre meus filhos. Papai ama muito”, escreveu.
O caso é investigado pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO).
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Vorcaro disse que foi cobrado por repasses a resort ligado a Toffoli

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria relatado, em diálogos obtidos pela Polícia Federal, cobranças de repasses ao resort Tayayá, ligado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. As mensagens foram reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Segundo a reportagem, Vorcaro teria autorizado transferências de R$ 35 milhões ao empreendimento, que tinha a Maridt, uma empresa da família de Toffoli, como sócia.
Nas conversas extraídas pela PF, ainda de acordo com o jornal, o banqueiro teria cobrado do seu cunhado, o pastor Fabiano Zettel, a realização de transferências ao Tayayá. No diálogo, que ocorrido em maio de 2024, Daniel Vorcaro teria dito que estava em uma “situação ruim” e que Zettel precisava resolver os pagamentos.
“Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim”, afirmou Vorcaro. Na sequência, Fabiano Zettel respondeu: “Te perguntei se poderia ser semana que vem e você disse que sim”.
Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Master no STF em meio à divulgação de que relatórios da Polícia Federal apontavam menções a ele em dados obtidos no celular de Vorcaro. O ministro classificou os achados da PF como “ilações” e disse não ter envolvimento com Vorcaro ou Zettel.
A Maridt, empresa da qual Toffoli é sócio, tinha participação societária no resort Tayayá. Segundo investigadores da PF, o negócio também contava com a participação de fundos ligados ao Master.
Toffoli afirmou, por meio de nota nesta semana, que a Maridt deixou o negócio em fevereiro de 2025 — depois das mensagens obtidas pela PF e reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo. O magistrado também negou ter recebido valores de Vorcaro ou Zettel, além de ter dito que não exerceu postos de comando na empresa.
Segundo a reportagem, pagamentos ao resort voltam a ser mencionados em outras ocasiões. Em uma delas, Zettel apresenta uma lista de pagamentos para aprovação de Vorcaro, indicando entre os beneficiários “Tayaya – 15” — classificado por agentes da PF como uma referência a R$ 15 milhões.
O dono do Banco Master teria ordenado ao cunhado que toda a lista fosse paga naquele mesmo dia.
Em outra menção, já em agosto de 2024, Vorcaro teria voltado a cobrar de Fabiano Zettel repasses ao resort: “Aquele negócio do Tayayá não foi feito?”.
Zettel teria respondido que havia feito o pagamento, e o banqueiro teria questionado novamente: “Cara, me deu um puta problema. Onde tá a grana?”.
O cunhado de Daniel Vorcaro, que, segundo a PF, é um de seus operadores financeiros teria afirmado que os valores estavam no “fundo dono do Tayayá”. “Transfiro as cotas dele”, acrescentou.
Na sequência, ainda de acordo com a reportagem, Vorcaro teria pedido um levantamento dos aportes feitos ao resort Tayayá: “Me fala tudo que já foi feito até hoje”. O cunhado respondeu: “Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões”.
De acordo com o jornal, as mensagens constam de um relatório enviado pela PF ao Supremo nesta semana junto ao pedido de afastamento de Dias Toffoli do caso Master. O material está em análise na Procuradoria-Geral da República (PGR).
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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