Secretário de saúde do Acre, Alisson Bestene – Foto: Alexandre Lima/arquivo

Secretário ainda anunciou mutirões de cirurgias para 2020; ele ainda não sabe quem vai assumir a Fundação Hospitalar

Por Tião Maia

O mês de janeiro e fevereiro serão utilizados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) como período de trabalho intenso para diminuição do passivo de cirurgias eletivas no Acre, que estão represadas a um número estimado de pelo menos nove mil cirurgias a serem feitas. São cirurgias de pequenas, médias e de alta complexidade – como oftalmológicas, vesículas, apêndices, ginecológicas e as de grande porte, as de traumas ortopédicos.

As informações foram dadas nesta sexta-feira (3) pelo secretário Alyssons Bestene ao ContilNet. Ele disse que ainda não sabe quem será o novo diretor-presidente da Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre), em substituição ao coronel reformado do Exército, Lauro Melo, que apresentou seu pedido de exoneração noite de quinta-feira (2). “A decisão caberá ao governador e a Secretaria de Saúde não tem poder de mando no setor porque a Fundhacre é uma fundação autônoma, cujo preenchimento de cargo é exclusivamente da competência do governador”, disse Bestene. Segundo ele, Gladson Cameli, que passou as festas de final de ano nos Estados Unidos, deve retornar ao Acre no próximo domingo e tomar a decisão já na segunda-feira (6)..

Na próxima semana, ainda que o orçamento estadual de 2020 não esteja aberto (a abertura dó deve ocorrer no dia 15 de janeiro), a Secretaria de Saúde já está se preparando para, em 2020,  diminuir o número de cirurgias represadas, aquelas em que a população está à espera de ser chamada à mesa de cirurgias. Há informações de que algumas pessoas esperam por isso há anos. “Nós encontramos pelo menos 12 mil casos de cirurgias represadas. Em um ano, conseguimos reduzir o número para pelo menos nove mil e, em 2020, queremos baixar muito mais”, disse Alysson Bestene.

A estratégia para esta diminuição, segundo o secretário, será a criação de mutirões de cirurgias que começarão pelos municípios de Senador Guiomard e Tarauacá, além de investimentos no próprio hospital da Fundação Hospitalar, em Rio Branco. “Nós acabamos de aumentar o número de anestesistas, contratando pelo menos mais cinco profissionais, e vamos criar mais salas de cirurgias na Fundação Hospital. Fazemos hoje uma média de 300 cirurgias e, em 2020, queremos chegar a 500 cirurgias por mês”, afirmou.

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