O secretário de Estado de Saúde, Alysson Bestene, falou a respeito da falta de medicamentos levantado pelo deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) durante a sessão desta terça-feira (30). Ele reconheceu que há uma falta sim dos medicamentos que são disponibilizados na atenção básica. Segundo Alysson, há uma dificuldade em comprar essa medicação. Muitos empresários estão desistindo da dispensa de licitação, por não conseguirem cumprir os prazos.

Alysson Bestene disse que, a partir disso, um consórcio entre as prefeituras e a Sesacre está sendo montado para agilizar a compra de medicamentos como a azitromicina e a ivermectina. O secretário acrescentou, ainda, que a Covid-19, mesmo o paciente fazendo o uso dos medicamentos básicos na fase inicial, isso não impede dele progredir para uma fase mais aguda da doença.

“É uma doença que não tem uma receita de bolo, alguns pacientes mesmo utilizando essa profilaxia medicamentosa, ele acaba evoluindo e evolui de forma muita rápida, depende muito do paciente, dependendo do tipo de paciente ele vai para fase 2A, 2B, vai para fase 3, por mais que ele tenha iniciado essa fase profilática. Mas, é um modelo que a gente vem usando em Rio Branco e Cruzeiro do Sul. Porém, a gente tem, realmente, uma dificuldade de manter o padrão por falta da medicação básica que é difícil a aquisição. A gente tem montado uma estratégia com os municípios e fazer uma compra única de azitromicina, ivermectina e outros medicamentos”, disse Alysson Bestene aos parlamentares presentes na plataforma.

O secretário aproveitou para dizer, também, que o repasse feito aos municípios tem sido feito de forma sistemática. Ele lamentou que os governos anteriores tenham deixado um saldo negativo de R$ 6 milhões. Ou seja, deixaram de repassar às Prefeituras para a aquisição de medicamentos.

“É importância saber um pouco da assistência farmacêutica como ela está interligada. No que diz respeito a alguns medicamentos, são medicamentos que estão no padrão da atenção primária, que diz respeito aos municípios. Desde o governo Gladson nós tivemos a preocupação de manter em dia o repasse da farmácia básica, tendo em vista um saldo devedor de governos passados de R$ 6 milhões. Colocamos isso em dia. Agora, recentemente nós pagamos a farmácia básica para dar o suporte aos municípios”, disse o secretário estadual.

Quanto aos medicamentos de alta complexidade, podemos assim dizer, àqueles utilizados nas unidades de terapia intensiva, Alysson Bestene negou que haja um desabastecimento destes.

“Isso a rede hospitalar tem suprido. Eu recentemente tive visitando algumas unidade do interior e todos eles estavam abastecidos desses medicamentos. A gente tem relatos das nossas unidade hospitalares, que esses medicamentos têm abastecidos”, pontua.

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