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Agricultores dizem a Marcio Bittar e Gladson que o PT enganou a todos eles com “história de reservas”

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“O PT enganou a todos nós agricultores do Acre com essa história de reserva, amarrou todo mundo e o resultado foi a que quase passamos fome com a enchente do rio Madeira”, disse o agricultor Raimundo Maciel ao candidato a governador Marcio Bittar (PSDB), da Coligação por Um Acre Melhor, em reunião na sua casa, na Variante, a estrada velha de Brasiléia. A revolta do colono representa fielmente os anseios de agricultores da região do Alto Acre, com quem Marcio Bittar e o candidato a senador Gladson Cameli (PP) se reuniram no último final de semana, numa agenda que iniciou-se em Xapuri na sexta-feira, 5, e só terminou no final da tarde de domingo, 7, no Ramal Mato Grosso, perto do rio Chipamano, na fronteira com a Bolívia.

Com a zona rural, especificamente, a agenda do Alto Acre começou sábado, no quilômetro 65 da estrada de Assis Brasil. Mais de 300 colonos, reunidos na sede duma associação, fizeram reivindicações aos candidatos Marcio Bittar e Gladson Cameli. A lista de reclamações é do tamanho da revolta com o PT. Era a oportunidade que Bittar e Gladson queriam para mostrar suas propostas para o setor agrícola, segundo eles massacrado pelos governos recentes. Bittar disse que além de “enganar ao povo com história de reservas”, o governo do PT ainda imprimiu um ritmo alucinante de perseguição aos agricultores, aplicando contra eles multas pesadas, algumas impagáveis. “Nós não produzimos mais nada porque vocês moram na terra, que compraram com o suor de vocês, mais não mandam nela, quem manda é o governo, que não permite isso, não permite aquilo, e ainda chega aqui para agredir vocês com multas”, disse sob muitos aplausos.

Para mudar a história do Acre no setor agrícola, Marcio Bittar disse que vai voltar a fazer aquilo que já exista como plano de governo há 25 anos, quando Flaviano Melo era governador do Acre. “Vamos mecanizar a terra, distribuir semente selecionadas e dar assistência técnica para as pessoas produzirem para comer e para vender. Meu governo vai garantir a compra de parte dessa produção, porque precisará para a merenda das escolas e para as refeições dos nossos hospitais. Não é possível mais viver nessa fantasia chamada florestania, que acabou marginalizando o homem do campo”, afirmou o candidato.

Marcio Bittar iniciará seu governo, em 2015, fazendo as pazes com o homem do campo, perdoando todas as multas aplicadas pelo Imac. As multas do Ibama irá negociar com o presidente Aécio Neves (PSDB). Essa é uma proposta que voltou a anunciar, uma vez que ela é parte de seu projeto de governo desde sua elaboração, a partir de março de 2013. “As pessoas precisam de uma chance para reiniciar suas vidas nas suas terras e eu vou anistiar as multas e incentivar as pessoas a produzirem. Falo daquilo que conheço, porque nasci na zona rural e me criei lá. Sei do que estou falando”, disse a cerca de 300 pessoas numa reunião na estrada velha de Brasiléia.

Ainda na conversa com agricultores, Marcio Bittar disse que a crueldade do PT começou pelos acordos com o Brasil e o mundo para não desmatar suas terras, sem assegurar nenhum benefício em troca disso. “Nós pagamos um preço por não desmatar, somos marginalizados se derrubamos uma capoeira, mas o PT não pensou em nenhuma compensação por isso. Muito pelo contrário. Deixou os agricultores a mercê de sua própria sorte, tentando enganar a todos com essa história furada de florestania, a maior falácia da história política de nosso Estado. No meu governo vou mudar essa história. Vamos transformar o Acre num lugar rico, com muita produção, porque nosso agricultor nunca foi preguiçoso, como o PT vive a afirmar”, disse.

Nas andanças por Brasiléia e Epitaciolândia, Marcio Bittar também foi convidado por um grupo de jovens para uma reunião no final da tarde de sábado. Com a rfapazeada tratou de assuntos de cultura, esporte e educação. Anunciou a construção da Escola Parque na região e expôs programas previstos em seu plano de governo, entre eles um que proporcionará a juventude participação em festivais de artes como a música e o teatro, além da disputa de modalidades esportivas, inclusive em nível nacional. No domingo, entre uma reunião e outra na zona rural, Bittar prestigiou uma corrida de cavalos promovida pela prefeitura de Epitaciolândia, onde se encontrou com amigos do agronegócio, entre fazendeiros, colonos e criadores de animais. “Me identifico com todos porque fui dono de terras até bem pouco tempo”, afirmou. De fato foi bem recebido.

Toda a agenda cumprida na região teve a participação dos prefeitos de Epitaciolândia, André Assem (PSDB), o de Brasiléia, Everaldo Gomes (PMDB), além dos de Assis Brasil, Doutor Betinho (PSDB), e Xapuri, Marcinho Miranda (PSDB). Marcio Bittar e Gladson Cameli também fizeram questão de estar acompanhado de candidatos a deputado estadual da região, bem como federais, entre eles o médico Edson Braga Rodrigues, o Doutor Edson, candidato pelo PSDB, além de Flaviano Melo (PMDB). Na companhia deles Bittar e Gladson participaram da maior carreata da campanha até aqui, organizada pelo ex-prefeito de Brasiléia, Aldemir Lopes, e pelo prefeito de Epitaciolândia, Andre Assem. Uma fila de carros com mais de um quilômetro de extensão percorreu as ruas dos dois municípios, chamando a atenção dos moradores e transeuntes. “Aqui a campanha pegou fogo. Vamos ganhar tranquilo a eleição”, dizia ao final o prefeito de Epitaciolândia.

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Obras da Ponte da Sibéria, em Xapuri, entram na fase de montagem de treliças

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Projeto tem um orçamento superior a R$ 40 milhões, dos quais mais de R$ 15 milhões são provenientes de recursos próprios do governo estadual, enquanto R$ 25 milhões são fruto de emenda parlamentar do senador Márcio Bittar.

De Xapuri – Raimare Cardoso com Marcus José

A cidade de Xapuri, no Acre, 189km distante da capital, Rio Branco, começa a mudar sua paisagem como nunca aconteceu em mais de cem anos. A modificação é ocasionada por uma obra de dimensões inimagináveis, e até certo ponto inesperada, a construção da ponte sobre o rio Acre, ligando a histórica cidade velha ao outro lado, onde moram centenas de pessoas numa localidade chamada Sibéria, submetidas ao infortúnio de não ter acesso livre ao lado mais avançado daquilo que era para ser a mesma cidade. Sem contar que ali é o ponto de partida de ramais que dão acesso a comunidades produtoras de alimentos e a famílias que habitam em parte da Reserva Chico Mendes, uma das maiores áreas de proteção ambiental do mundo.

O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), anunciou nesta terça-feira, 18, que deu mais um passo na construção da Ponte da Sibéria, em Xapuri.

A nova fase das obras, segundo a Agência de Notícias do Acre, marca o início da montagem das treliças de avanço dos apoios para execução das aduelas da ponte, que está programada para ser concluída no segundo semestre.

Na primeira etapa dos serviços, a equipe do Consórcio Rio Acre, vencedor da licitação, finalizou a construção dos pilares da ponte, que terá 363,8 m de extensão.

A presidente do Deracre, Sula Ximenes, diz que as fases mais difíceis da obra já foram superadas. Segundo ela, pela demanda histórica que possui, a obra tem um significado especial para o governador Gladson Cameli.

“O governo está comprometido na finalização dessa obra, que já superou as fases mais difíceis. Chegar a essa etapa, não só valida os nossos esforços, mas também reafirma a nossa dedicação em cumprir com a promessa feita pelo governador Gladson Cameli à população”, afirmou.

O projeto tem um orçamento superior a R$ 40 milhões, dos quais mais de R$ 15 milhões são provenientes de recursos próprios do governo estadual, enquanto R$ 25 milhões são fruto de emenda parlamentar do senador Márcio Bittar.

A obra tem gerado emprego e renda para a população de Xapuri e o Deracre segue acompanhando de perto o progresso das obras para garantir que a infraestrutura da cidade e o bem-estar das pessoas sejam priorizados.

A estrutura da ponte conta com rampas de acesso que conectarão o centro de Xapuri ao bairro Sibéria. Após concluída, a ponte proporcionará mais mobilidade e segurança para cerca de 20 mil moradores.

Enquanto não liga a velha cidade ao bairro Sibéria, a obra da ponte vai agitando a economia de Xapuri

Além da beleza visual e da importância da ponte, a obra tem gerado emprego e renda. Em seu auge, asseguram os técnicos, pelo menos 200 xapurienses vem trabalhando com empregos diretos. A construção mudou o dia-dia da Princesinha do Acre, há máquinas muita gente trabalhando, muito natural em uma obra de grande vulto, mas a esperança enche os corações de uma população que vive apenas de sua história, com seus casarões seculares e o nome de seus heróis da terra que apaixona o mundo.

Governador em uma de suas agendas, em junho de 2022, antes da licitação da obra em Xapuri; parte da população ainda não acreditava que Gladson faria a ponte.

A ponte ligando Xapuri velha a Sibéria, cuja construção iniciou impulsionando a economia local, é a quebra de uma pasmaceira que dura ao menos um século. Desde que se impôs como a “capital” de uma rede de seringais altamente produtivos, no primeiro e no segundo ciclo da borracha, final do século XIX e início do XX, Xapuri tem uma paisagem só, com pouquíssima mudança em sua infraestrutura. Nunca passou por grandes reparos estruturais. Exceto os cuidados de um ou outro prefeito com alguns prédios históricos, como a sede da intendência boliviana e a casa onde morou o sindicalista Chico Mendes, Xapuri é a mesma desde quando foi apelidada de “Cidade Luz” e depois “Princesinha do Acre”, no início do século passado. Tem as mesmas ruas e a mesma configuração habitacional.

A paisagem está sendo modificada de forma impressionante, à medida que a obra vai avançando, desde seu início, em março (2022), passado. A avenida, que cruza a cidade com duas vias, vai chegar agora a margem do rio Acre, colocando fim a um isolamento centenário entre um mesmo povo, ligando a histórica cidade velha ao outro lado, onde moram centenas de pessoas numa localidade chamada Sibéria.

Ponte da Sibéria vem enchendo a “princesinha do Acre” de esperança e já modificou a paisagem da cidade

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Afonso Fernandes defende importância da Rota Quadrante Rondon em discurso na Aleac

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Em sessão realizada na manhã desta quarta-feira (19) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Afonso Fernandes (PL) fez um discurso destacando sua participação no primeiro Fórum de Deputados e Deputadas Estaduais da Amazônia Legal, em Brasília, e a importância do Quadrante Rondon para o desenvolvimento do Estado.

Fernandes iniciou seu discurso agradecendo à mesa diretora da Assembleia Legislativa pela oportunidade de participar do fórum, mencionando a relevância do evento. “Quero aqui agradecer à Mesa Diretora, na pessoa do presidente Luiz Gonzaga e primeiro-secretário, Nicolau Júnior, por entenderem a importância desse evento, e lá estarmos com uma boa representatividade”, afirmou.

O deputado destacou três pontos principais discutidos no fórum: a ligação da rota bioceânica, a questão das regulações fundiárias, e a construção de habitações no Acre. Ele se concentrou especialmente na rota bioceânica, conhecida como Quadrante Rondon, que integra o estado do Acre na rota número 3 de cinco rotas de integração sul-americana. 

“A ligação da rota bioceânica, a questão das regulações fundiárias, que é um tema que vou abordar na próxima semana, e também a questão da construção de habitações do nosso Estado”, disse.

Fernandes explicou que a conclusão das rotas tem sido discutida ao longo dos anos, mas destacou a importância do recente apoio do governo federal para concretizar esses projetos. “É importante dizer que em maio de 2023, houve uma reunião em Brasília, onde esteve boa parte da nossa bancada, e por determinação do presidente Lula, foi montado um comitê que hoje inclui o Ministério do Planejamento e o Ministério da Fazenda”, relatou.

Apesar do avanço na implementação da rota número 3, Fernandes apontou a necessidade de ajustes e a inclusão de toda a região do Acre, não apenas o Alto e Baixo Acre. Ele propôs a criação de uma rota ligando Mâncio Lima a Pucallpa, no Peru, para integrar também o Juruá. “Qual foi a nossa proposta, deputada Maria Antônia? Que se dê uma atenção à ligação de dessas duas cidades, no Peru, uma rota de 210 quilômetros”, sugeriu.

Fernandes também ressaltou a importância dessa nova rota para o desenvolvimento do Acre, reduzindo em até 800 quilômetros a trajetória da rota 3 e facilitando o transporte por uma planície, ao invés de uma região íngreme. “Com isso, conseguimos trazer esse desenvolvimento para todo o Estado do Acre, Alto Acre, Baixo Acre e Juruá”, enfatizou.

Ele destacou ainda, a importância da rota bioceânica para a exportação brasileira, diminuindo significativamente o tempo de transporte para a Ásia, Europa e América. “Se vocês tiverem uma ideia, essa rota sendo concluída, vai diminuir de 15 a 16 dias o trajeto de embarcações para levar essas produções”, explicou, mostrando slides para ilustrar o impacto positivo da rota.

Para concluir, Fernandes fez um apelo para que a bancada estadual e federal do Acre mantenha um olhar atento e apoio contínuo ao projeto. “Então, é preciso que se tenha um olhar, não só da nossa bancada estadual, mas de toda a nossa bancada federal para isso”, disse, reiterando a importância de unir esforços para concretizar esses projetos de infraestrutura que beneficiarão todo o estado.

Texto: Andressa Oliveira

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Desembargador Júnior Alberto realiza reunião para troca de experiências com TJTO

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No encontro, tratou-se sobre o sistema Eproc e o fluxo de trabalho estabelecido no Judiciário tocantinense

O ouvidor do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Júnior Alberto, e seus assessores realizaram, virtualmente, na manhã desta quarta-feira, 19, uma reunião com os servidores do gabinete do desembargador João Rigo, do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO).

O encontro teve como objetivo a troca de experiências. Dentre os assuntos abordados estavam o sistema Eproc, já implementado no Judiciário tocantinense, e o fluxo de trabalho instituído no TJTO, para conferir celeridade aos processos e demais serviços jurisdicionais.

Na reunião, a chefe de gabinete do desembargador João Rigo, Kênia de Oliveira, ressaltou as múltiplas funcionalidades do sistema Eproc, por exemplo, a produção de minutas padronizadas. De acordo com ela, a padronização oportuniza um trabalho mais uniforme entre todos os membros, bem como maior agilidade processual.

Por fim, o desembargador Júnior Alberto destacou que a administração do Poder Judiciário acreano avança na implantação do mesmo sistema processual eletrônico. Além disso, agradeceu a disposição dos servidores do TJTO em dialogar e elucidar sobre o fluxo jurisdicional da Justiça tocantinense.   

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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