Advogada foi presa na quarta-feira (23), em Cruzeiro do Sul — Foto: Reprodução/CNA

A advogada Josimeire Teixeira Pereira foi presa, nesta quarta-feira (23), na Operação Cata-Vento da Polícia Federal contra o tráfico de drogas no município de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre.

Conforme a Polícia Federal, após investigações, foram cumpridos três dos quatro mandados de prisão preventiva, sendo que um dos investigados ainda se encontra foragido, além de dois de busca e apreensão.

“A autoridade policial representou pela prisão preventiva dos suspeitos, porque foram encontrados indícios sólidos do envolvimento deles em atividades relacionados ao tráfico de drogas na região, bem como na organização criminosa”, informou a PF em nota.

Ainda segundo a polícia, a advogada presa, além de prestar serviços advocatícios para a organização criminosa, teria se envolvido em outras atividades do grupo. De acordo com a PF, existem fortes indícios, inclusive, de que ela tenha intermediado a entrega de uma arma de fogo entre os membros da organização criminosa.

“A investigada teria levado bilhetes de apenados da Penitenciária Manoel Neri para a pessoa que guardava o referido artefato bélico. Também pesa sobre a advogada o fato de ter ficado com um caderno de anotações de um presidiário, para eventual cobrança de dívidas”, afirmou a polícia.

OAB não teve acesso à denúncia

Ao G1, a presidente da sub-sessão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AC) no Juruá, Núbia Sales de Melo, informou que acompanhou tanto execução da prisão como o cumprimento do mandado de busca e apreensão na casa da advogada. Segundo ela, a OAB ainda não teve acesso ao teor da denúncia contra Josimeire.

“Como não tivemos acesso ao processo, por ter sigilo, estou oficiando, tanto à Polícia Federal quanto o Tribunal de Justiça, na Vara que corre o processo, para solicitar cópias. Ela não foi para o presídio, porque não tinha local adequado conforme os requisitos para ela ficar. Mas, não queremos divulgar o local que ela foi levada por questão de segurança mesmo”, disse Núbia.

O presidente da OAB, Érick Venâncio, afirmou que, caso haja elementos, um processo disciplinar contra a advogada deve ser aberto.

“A única manifestação que podemos fazer é que a sub-sessão do Juruá acompanhou todos os procedimentos. Estamos hoje pedindo acesso aos autos para verificar se há elementos para instauração de processo disciplinar e, se for o caso, até para suspensão preventiva. Mas, nós não temos ainda esses elementos”, concluiu.

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