Por Aldejane Pinto

Amanda e Thauan, tiveram os corpos mutilados, fraturados, esfaqueados e degolados

A violência empregada contra os adolescentes Amanda Paiva e Thauan Oliveira foi além do que se imaginava até agora. Exame cadavérico indica que os menores dominados e assassinados pelos criminosos no Segundo Distrito, em dezembro, tiveram os corpos mutilados, fraturados, esfaqueados e degolados.

Uma fonte policial que teve acesso a perícia preliminar confirmou que os agressores usaram de meios cruéis até assassinar os adolescentes. “Pensei que as vítimas tinham apanhado, mas não tanto. Na verdade, a menina tá sem um mamilo, com a cabeça fraturada em dois lugares e muitas furadas nas nádegas. E o rapaz também teve a cabeça quebrada, tá com muitas perfurações nas costas, fraturas no nariz, afundamento de crânio e cortaram até uma orelha dele”, relatou um policial.

No dia da retirada dos corpos da cova rasa, verificou-se que Amanda tinha marcas de agressão por várias partes do corpo e estava com o pescoço degolado. O mesmo ocorreu com Thauan, que teria sido o primeiro a morrer.

Após as primeiras prisões, acusados alegaram que o duplo homicídio pelo tribunal do crime ocorreu após a visualização de fotos de uma facção rival no celular de uma vítima. A justiça decretou a prisão e internação de 6 acusados, sendo 3 mulheres menores de idade e 3 homens: Jairo Almeida, Antonio Fagundes e Leonardo Albuquerque, o Cará. As investigações concernentes ao crime continuam.

De acordo com especialistas, os criminosos deverão responder pelos crimes de duplo homicídio qualificado quatro vezes, corrupção de menores, ocultação de cadáveres, organização criminosa e outros. A pena individual dos acusados poderá ultrapassar 60 anos de prisão. Deverão ser julgados pelo Tribunal do Juri da comarca de Sena Madureira.

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