Marcos Dione

A última semana de 2016 pode ser descrita como uma das mais violentas da história do Acre. O motivo? De domingo (25) a sexta-feira (30) foram registradas mais de 30 mortes, sendo que 21 foram decorrentes de homicídios, a maioria em Rio Branco.

No domingo de Natal, Fernando Barroso da Silva, 18 anos, e Antônio Sandoval de Oliveira, 33 anos, foram assassinados a tiros. Na segunda-feira (26), José Francisco Queiroz, 30 anos, e Alexandro Souza da Silva, 28 anos, foram alvejados com disparos de arma de fogo e também morreram.

Na terça-feira (27) deram entrada no Instituto Médico legal (IML) 10 corpos, mas somente duas mortes foram divulgadas: O corpo de um adolescente de 15 anos que foi executado com vários tiros no bairro São Francisco. Outra morte foi registrada em um ramal na estrada de Porto-Acre, na troca de tiros com a polícia, Denílson Araújo, 18 anos, morreu ao ser atingido por projéteis.

Chegamos à quarta-feira (29), o tatuador Weslley Lima dos Santos, 23 anos, foi executado com vários tiros de pistola, na rua da casa onde morava no bairro Recanto dos Buritis.

Na quinta-feira (29), o freteiro Arlindo Carneiro, 55 anos, foi atraído para uma emboscada e acabou sendo vítima de latrocínio no bairro Caladinho. Naquele mesmo dia, um adolescente de 16 anos foi morto com vários golpes de faca no bairro Belo Jardim. Quem também morreu foi Marcelo dos Santos Silva, 23 anos, alvejado com dois tiros dentro da própria casa localizada na Rua Plácido de Castro, no bairro Adalberto Aragão.

Na manhã de sexta-feira (30), continuou na chamada “geladeira” do IML, o corpo de um homem, ainda não identificado, que fora encontrado em avançado estado de decomposição. Ele foi achado às margens de um córrego no bairro Belo Jardim. O corpo de um jovem supostamente envolvido com facções criminosas também deu entrada no IML. Ele morreu em decorrência de troca de tiros com a polícia, no bairro Apolônio Sales. Seu nome ainda não foi divulgado pela polícia.

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