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Acre participa de encontro de secretários de Segurança Pública do Brasil para alinhar novas estratégias e fortalecer manutenção da ordem
A Secretária de Estado e Justiça da Segurança Pública do acre (Sejusp) participa da 96ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp). O encontro tem como objetivo discutir soluções inovadoras e trocar experiências bem sucedidas no enfrentamento a criminalidade durante os dias 12 a 15, em Manaus.

Acre participa da 96ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp) Foto: Cedida
Encontro reuniu representantes de todas as unidades da federação para discutir soluções inovadoras e trocar experiências bem-sucedidas no enfrentamento à criminalidade. Foto: cedidaA programação acontece no centro de convenções Vasco Vasques, onde reúne os secretários de segurança pública de todo o Brasil. A abertura do evento foi marcada com apresentações sobre gestão do fundo nacional de segurança pública, combate ao contrabando, uso de inteligência policial e integração de dados e tecnologias. Entre os destaques, o Sistema Vigia, apresentado pelo Mato Grosso, e a Pesquisa Nacional sobre Sistemas de Radiocomunicação, conduzida pelo Acre, se mostraram exemplos de boas práticas que poderão ser replicadas em todo o país.
O titular da segurança pública do Acre, José Américo Gaia, afirma que participar ativamente da reunião ordinária do Consesp é fundamental para o fortalecimento da segurança pública do Acre. “ Aqui, temos a oportunidade de conhecer e trocar experiências objetivas com outros estados, compartilhar os avanços que estamos conquistando e, principalmente, construir soluções conjuntas para enfrentar a criminalidade de forma mais eficiente”.

Evento reúne representantes da segurança pública para discutir estratégias e fortalecer a integração entre os estados Foto: Cedida
O evento também abriu espaço para parcerias estratégicas com órgãos como a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Polícia Federal (PF) e entidades do setor privado, visando ampliar a capacidade de resposta e aumentar a percepção de segurança nas ruas. Durante a programação, os secretários foram convidados pelo governo do Amazonas a prestigiar a cerimônia de entrega de novas viaturas operacionais para as Polícias Civil e Militar do estado, fortalecendo a frota e a presença policial nas comunidades.

Vista geral da reunião do Consesp, que reuniu secretários de Segurança Pública de todos os estados para troca de experiências e alinhamento de políticas nacionais de segurança. Foto: Cedida
Além das discussões técnicas, os participantes visitaram o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia e acompanharam o 19º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, espaço voltado ao debate sobre políticas públicas, inovação e integração entre forças de segurança.
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Tensão no Oriente Médio começa a impactar preço dos combustíveis no Acre
Alta do petróleo no mercado internacional já provoca aumento no custo de compra de gasolina e diesel para postos

Foto: reprodução/Poder360
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Operação Pax: Polícia Civil do Acre integra ação da FICCO que cumpre mais de 30 mandados contra organização criminosa

Polícia Civil do Acre e forças integradas cumprem mandados durante a Operação Pax em municípios do estado. Foto: Emerson Lima/ PCAC
Nesta terça-feira, 10, a Polícia Civil do Acre (PCAC) participou, em conjunto com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Estado do Acre (FICCO/AC), da Operação Pax, que resultou no cumprimento de mais de 30 mandados de busca e apreensão domiciliar expedidos pela Vara do Juiz das Garantias do Estado do Acre.
A ação ocorreu nos municípios de Rio Branco, Sena Madureira e Rodrigues Alves, com o objetivo de desarticular parte da estrutura administrativa e financeira de uma organização criminosa com atuação no estado.
De acordo com as investigações, os envolvidos operavam a partir de unidades prisionais e também em bairros das cidades de Rio Branco e Sena Madureira, coordenando atividades voltadas à manutenção financeira do grupo criminoso.

Investigação identificou esquema de arrecadação por “mensalidades”, “rifas” e “caixinhas” para financiar atividades criminosas. Foto: Emerson Lima/ PCAC
A investigação, fundamentada na análise de dados e em diligências de campo, revelou que a organização atuava de forma estruturada para manter o fluxo de caixa da facção. Entre os mecanismos de arrecadação identificados estão cobranças de “mensalidades”, realização de “rifas” e formação de “caixinhas”, administradas por meio de grupos de mensagens instantâneas.
Ainda segundo os investigadores, essas atividades eram organizadas com divisão hierárquica e regionalizada, garantindo recursos para o financiamento de práticas criminosas e para o suporte logístico a integrantes custodiados no sistema penitenciário acreano.

Forças de segurança do Acre atuam de forma integrada para desarticular organização criminosa com atuação no estado. Foto: Emerson Lima/ PCAC
Os investigados poderão responder judicialmente pelo crime de integrar organização criminosa, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados no decorrer das investigações.
A FICCO/AC é composta pela Polícia Federal do Brasil, Polícia Civil do Acre, Polícia Militar do Acre e Polícia Penal do Acre, atuando de forma integrada no combate às organizações criminosas no estado.
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Homem de 69 anos recebe alta após dez dias intubado por intoxicação com planta tóxica em Rio Branco
Oséias de Souza Lima comeu trombeta roxa com esposa e filho no quintal da vizinha; família ainda apresenta sequelas como sonolência e alucinações

Após a intoxicação, as três vítimas foram levadas ao hospital pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Foto: captada
Após dez dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Oséias de Souza Lima, de 69 anos, recebeu alta do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Acre (Into-AC). Ele havia sofrido intoxicação grave ao comer um fruto da planta trombeta roxa (Datura metel), conhecida popularmente como saia roxa, no último dia 26 de fevereiro, no bairro Belo Jardim II, em Rio Branco.
A informação foi confirmada à reportagem por uma cunhada de Oséias, que preferiu não se identificar, nesta segunda-feira (9). Segundo ela, o idoso ainda não está totalmente recuperado e apresenta sequelas.
“Após a alta, percebemos que ele ainda está com bastante sono, por isso fica bocejando direto e também segue meio lento”, relatou.
O caso aconteceu quando Oséias, a esposa Gelzifran da Silva Lima e o filho do casal, de 13 anos, ingeriram o fruto da planta tóxica que estava no quintal da vizinha. Todos foram socorridos e internados.
Gelzifran permaneceu internada por alguns dias e, segundo familiares, também enfrentou complicações. Mesmo após receber alta, ela apresentou períodos de alucinações, dificuldade para se alimentar por conta do gosto amargo na boca e insônia. O estado de saúde do adolescente não foi detalhado.
A trombeta roxa é uma planta ornamental que contém substâncias alucinógenas e altamente tóxicas se ingerida. A ingestão pode causar quadros graves de intoxicação, com sintomas que vão desde alucinações até complicações respiratórias e cardíacas.
Planta ‘Trombeta Roxa’
Conforme o professor e coordenador do Programa de Pesquisa em Biodiversidade da Amazônia Ocidental (PPBio) da Universidade Federal do Acre (Ufac), o biólogo Marcos Silveira, o fruto não pode ser ingerido por conta das toxinas.
“A trombeta roxa é da família Solanaceae, a mesma do tomate, da batata, da pimenta de cheiro e do manacá. Ela é uma planta asiática naturalizada em várias partes do mundo. É altamente tóxica, mas em doses controladas é usada como analgésico e antiespasmodico”, afirmou.
Ainda segundo o especialista, a planta é considerada invasora, visto que cresce com facilidade e se espalha rapidamente. Ele destacou também que por ter atropina, uma substância usada para tratar batimentos cardíacos lentos e em colírios para dilatar a pupila, o fruto da trombeta roxa causa intoxicação grave.



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