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Cotidiano

Acidente de helicóptero com bebês indígenas em 2022 em Cruzeiro do Sul foi causado por falha no motor, conclui relatório

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Caso aconteceu quando o piloto precisou fazer pouso de emergência em área de mata após um resgate de bebês indígenas que precisavam de atendimento médico. Relatório com as causas foi emitido mais de três anos depois

Acidente de helicóptero no interior do AC em 2022 foi causado por falha do motor, conclui Cenipa. Foto: Reprodução

O acidente que fez com que a aeronave PT-HQB, modelo 206B, fizesse um pouso de emergência a 3 km do rio Croa, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, há mais de três anos, foi causado por falha ou mau funcionamento do motor. Haviam sete pessoas dentro do helicóptero e nenhuma morreu.

O relatório foi divulgado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) no dia 29 de dezembro de 2025.

O helicóptero caiu no dia 8 de maio de 2022 após fazer o resgate de dois bebês gêmeos indígenas de 1 ano e 4 meses que precisavam de atendimento médico em uma aldeia da região. No veículo também estavam os pais deles, além do piloto, de um técnico de enfermagem e o mecânico. Ninguém morreu, mas todos foram resgatados com ferimentos, sendo que o mecânico ficou em estado mais grave que os demais.

O documento aponta que durante o voo, que saiu de Cruzeiro do Sul, até chegar entre a área não cadastrada na Aldeia Terra Nova, no município de Feijó, houve a perda de potência do motor a 20 NM [Nautical Mile, que mede a navegação aérea e marítima] do destino.

O mecânico de voo Jorge da Silva Figueiredo, que estava no helicóptero em Cruzeiro do Sul, foi submetido a uma cirurgia depois do resgate. Foto: captada 

Foi observado pela avaliação que o piloto fez um pouso de emergência em área de mata fechada e o helicóptero teve danos substanciais. A aeronave estava dentro dos limites de peso e balanceamento especificados pelo fabricante.

Alguns dias depois do acidente, dados preliminares do Painel do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer) já apontaram uma possível falha no motor do helicóptero.

É descrito no relatório conclusivo que o piloto possuía a licença de Piloto Comercial Helicóptero (PCH) e estava com a habilitação de helicóptero monomotor a turbina (HMNT) em vigor.

Local onde o helicóptero fez o voo forçado em Cruzeiro do Sul. Foto: Coordenação Cioapaer

O documento aponta que durante o voo, que saiu de Cruzeiro do Sul, até chegar entre a área não cadastrada na Aldeia Terra Nova, no município de Feijó, houve a perda de potência do motor a 20 NM [Nautical Mile, que mede a navegação aérea e marítima] do destino.

Foi observado pela avaliação que o piloto fez um pouso de emergência em área de mata fechada e o helicóptero teve danos substanciais. A aeronave estava dentro dos limites de peso e balanceamento especificados pelo fabricante.

Alguns dias depois do acidente, dados preliminares do Painel do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer) já apontaram uma possível falha no motor do helicóptero.

É descrito no relatório conclusivo que o piloto possuía a licença de Piloto Comercial Helicóptero (PCH) e estava com a habilitação de helicóptero monomotor a turbina (HMNT) em vigor.

Piloto fez pouso de emergência em área de mata em Cruzeiro do Sul. Foto: Cedida

O motor Allison, modelo 250-C20B, SN 821980, que equipava o helicóptero acidentado, foi removido e enviado para análise em uma organização de manutenção certificada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

“Ficou evidenciado que o mecanismo de falha foi do tipo fadiga por corrosão e que a condição do componente se agravou em razão de vibração excessiva durante o funcionamento”, descreveu o documento.

Os registros de manutenção da aeronave apontaram que todas as manutenções programadas haviam sido devidamente executadas.

No entanto, o nível de desgaste identificado no compressor do motor, caracterizado por corrosão e por um processo contínuo de fadiga, levantou a hipótese de que os procedimentos de manutenção estabelecidos, especialmente os voltados à conservação, possam não ter sido suficientes.

Vítimas foram resgatadas com escoriações leves e levadas ao hospital de Cruzeiro do Sul. Foto: Arquivo/Corpo de Bombeiros

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Cotidiano

Homem morre atingido por árvore durante corte em seringal em Rodrigues Alves

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Antônio da Silva Araújo, 54 anos, não resistiu aos ferimentos na comunidade Seringal Apuí, em Rodrigues Alves; corpo foi levado diretamente ao IML pela família

Diante da grande distância do local do acidente e da ausência de comunicação imediata com as autoridades, o transporte do corpo foi diretamente para o Instituto Médico Legal (IML) de Cruzeiro do Sul. Foto: captada 

Um homem de 54 anos morreu no último sábado (10) após ser atingido na cabeça por uma árvore que derrubava na comunidade Seringal Apuí, zona rural de Rodrigues Alves, no interior do Acre. Antônio da Silva Araújo, conhecido como Toninho, realizava o corte da madeira quando esta caiu sobre ele, causando ferimentos gravíssimos que levaram à morte no local.

Testemunhas relataram que o impacto foi violento, provocando a saída dos olhos e exposição do cérebro da vítima. Morador do Paraná dos Mouras há cerca de dois anos, Toninho havia vivido por vários anos no bairro Cruzeirinho Novo, em Cruzeiro do Sul.

Diante da distância e da falta de comunicação imediata com as autoridades, a família organizou o transporte do corpo diretamente para o Instituto Médico Legal (IML) de Cruzeiro do Sul. Até o momento, não há registro de acionamento do CIOSP ou da Polícia Militar no momento do acidente.

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Acre tem pior vacinação contra HPV do país; cobertura entre meninos não chega a 50%

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Dados de 2025 mostram estado abaixo da média nacional e do Norte; especialista aponta desinformação e hesitação vacinal como causas e pede campanhas direcionadas

Entre as dúvidas mais frequentes levantadas por pais, crianças e adolescentes, o médico destaca questões sobre segurança e eficácia. Foto: captada

O Acre apresentou, em 2025, a pior cobertura vacinal contra o papilomavírus humano (HPV) do Brasil, ficando abaixo das médias nacional e da região Norte. Entre meninos de 9 a 14 anos, apenas 49,01% foram imunizados, enquanto entre as meninas da mesma faixa etária o índice foi de 57,52% — ambos muito inferiores às médias nacionais de 73,25% e 84,94%, respectivamente.

Os dados mostram uma melhora modesta em relação a 2024, quando a cobertura masculina era de 38,17% e a feminina de 48,77%, mas o estado segue isolado na última posição do ranking nacional. Na região Norte, por exemplo, a média para meninos foi de 71,51% e para meninas, 82,91%.

O médico pediatra e imunologista Dr. Guilherme Augusto Pulici, que atua no Acre, atribui a queda a fatores como desinformação, hesitação vacinal agravada pela pandemia, fake news sobre eventos adversos e barreiras de acesso. “A literatura médica mostra que os melhores resultados foram atingidos em países que adotaram o método de imunização escolar”, destacou, defendendo campanhas educativas e maior oferta nas escolas.

O HPV é responsável por cânceres como o de colo do útero e por verrugas genitais. A vacina, disponível no SUS para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 9 a 14 anos, é considerada segura por evidências científicas robustas.

A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Dados por faixa etária (2025):
  • Meninas: Cobertura varia de 47,37% (9 anos) a 65,51% (11 anos)

  • Meninos: Cobertura varia de 41,24% (9 anos) a 55,52% (11 anos)

Em 2015, o Acre atingiu 114% de cobertura no público feminino, superando a meta com campanhas robustas. A queda drástica desde então é atribuída a:

  1. Hesitação vacinal agravada pela pandemia de Covid-19;

  2. Falta de recomendação ativa por parte de profissionais de saúde;

  3. Desinformação sobre segurança e eficácia da vacina;

  4. Barreiras socioeconômicas e geográficas no acesso.

Impacto na saúde:

A baixa imunização aumenta o risco de infecções por HPV, associadas a câncer de colo do útero, pênis, garganta e verrugas genitais. “Tem sido cada vez mais comum observar patologias relacionadas à falta de imunização em consultório”, alerta Dr. Pulici.

Desafios locais:

O especialista cita um episódio regional que abalou a confiança: casos de eventos adversos inicialmente atribuídos à vacina, depois descartados por estudos do Instituto de Psiquiatria do HC-USP.

Estratégias para reverter o cenário:
  • Retomar a vacinação em escolas, método com melhor resultado internacional;

  • Campanhas direcionadas a faixas etárias mais baixas (9–10 anos);

  • Comunicação transparente sobre segurança (vacina não causa doenças autoimunes ou neurológicas);

  • Redução das desigualdades de acesso no interior.

Posicionamento da Sesacre:

A diferença de quase 25 pontos percentuais entre a cobertura masculina no Acre (49,01%) e a média nacional (73,25%) revela uma vulnerabilidade específica dos meninos – grupo que também precisa da imunização para frear a transmissão do vírus.

Especialistas cobram um plano estadual de vacinação contra HPV com metas claras e parcerias com municípios. Enquanto isso, pais e responsáveis podem procurar a vacina gratuita no SUS em postos de saúde. Foto: captada 

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Ivan Mazzuia define programação do Tricolor antes da estreia

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Foto Sueli Rodrigues: O goleiro Rafael Bretas deve ser um dos titulares do Independência

O elenco do Independência reapresenta-se nesta segunda, 12, e inicia a reta final de treinos visando a estreia no Campeonato Estadual. O primeiro desafio do Tricolor, atual bicampeão acreano, será na quinta, 15, às 17 horas, no Tonicão, contra o Santa Cruz.

“Vamos para os detalhes finais. Teremos mais três treinamentos e a meta é conseguir montar um time competitivo para a estreia”, declarou o técnico Ivan Mazzuia.

Somente na quarta

Segundo Ivan Mazzuia, os titulares do Independência serão definidos somente após o treinamento da quarta, 14.

“Temos uma ideia da equipe, mas ainda teremos trabalhos importantes. O mais importante é chegar na estreia com uma equipe forte”, afirmou o treinador.

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