MAJOR-ROCHA

O deputado Major Rocha (PSDB) fez pronunciamento nesta semana, anunciando que vai apresentar projeto de lei na próxima terça-feira estabelecendo que os ônibus de transporte intermunicipal tenham, no máximo, 10 anos de uso e que este tempo seja reduzido gradativamente até baixar a cinco anos.  Segundo o parlamentar, esta lei vai renovar a frota de ônibus intermunicipais e evitar acidentes e transtornos aos passageiros como os que ele tem verificado em viagens pelas rodovias BR-317 e BR-364.

“Um dia destes uma roda se despreendeu do veículo causando pânico e colocando em risco a vida dos usuários. Em uma viagem pela BR-364 eu cheguei a contabilizar três ônibus quebrados no acostamento. Para completar, ontem vi num site notícia sobre entrega de uma frota de ônibus urbanos em Rio Branco onde o prefeito anunciava como se fosse zero km, mas alguém fotografou as placas e fez questão de pesquisar constatando que o veículo já tem 14 anos de uso”, comentou Rocha.

O parlamentar argumentou que em outros estados, como o Paraná e o Distrito Federal, os veículos não podem ter mais do que cinco anos de uso, que ele usa como parâmetro para adequar a frota do Acre de forma gradativa.

Denúncia de produtores

Rocha também voltou a abordar a questão do milho desaparecido de um armazém graneleiro de Plácido de Castro. De acordo com o deputado, os produtores tornaram a procurá-lo dizendo que vão realizar um protesto despejando um carregamento do cereal na frente da Assembleia. “Eles já começaram procurando a pessoa errada, era para procurar não este deputado, mas o secretário Lourival Marques, da Seaprof”, disse Rocha, referindo-se à Secretaria de Agricultura e Produção Familiar.

Além disso, segundo o parlamentar, os agricultores devem despejar o milho em frente à Casa Rosada ou em frente à Seaprof, e não defronte à Aleac. “Afinal, o governador é responsável pelos atos de seus secretários”, afirmou. Rocha disse que os produtores rurais estão inconformados com a falta de uma resposta das investigações que apuraram o desaparecimento de 25 toneladas de do armazém da Seaprof em Plácido de Castro.

“Por esta razão eles estão evitando plantar o milho e estão importando o produto de Mato Grosso, pois temem que os ratos roam o fruto de seu trabalho”, ironizou. “O Estado é responsável pelos atos de seus gerentes, não vamos transferir a responsabilidae do gestor para as costas do produtor rural”, concluiu Rocha.

Mais tarde o parlamentar retornou à tribuna para rebater pronunciamento do líder do governo, Geraldo Pereira, afirmando que o PT e a Frente Popular do Acre negligenciaram na defesa dos 11 mil servidores ameaçados de demissão e que as contratações irregulares também são de responsabilidade de várias lideranças políticas que ainda hoje estão no comando do estado por fazerem parte da coligação que sustenta o governo.

No entendimento do deputado Major Rocha, assim como contratou o jurista Aristides Junqueira para defender secretários acusados de desvio de verba de pavimentação de estrada, o governador Tião Viana também poderia ter contratado uma banca de constitucionalistas para defender os servidores.

João Maurício
Agência Aleac

Comentários